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O dragão está à solta: quem segura a inflação? De onde vem e para onde vai a alta generalizada dos preços no mundo

A inflação castiga não só o Brasil, mas todo o mundo. De onde vem a pressão nos preços, o que os bancos centrais estão fazendo e o que esperar daqui para frente? Este é o tema do podcast Touros e Ursos desta semana

Podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro
A inflação é o tema do podcast do Seu Dinheiro nesta semana. Imagem: Andrei Moraes/Seu Dinheiro

Aonde quer que a gente vá, só se fala nele, o visitante indesejado que retornou: o dragão da inflação. Efeito do pós-pandemia e otras cositas más, como crise hídrica e conflitos geopolíticos, a alta generalizada dos preços desta vez não é apenas um fenômeno brasileiro ou latino-americano, mas sim global.

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Seria engraçado, se não fosse trágico, ver a preocupação da população europeia ou americana com índices inflacionários na casa dos 5%, 6%, 7% num período de 12 meses, como tem ocorrido ultimamente. Afinal, para a nossa realidade de país emergente, uma inflação dessas é mediana ou até boa, dependendo das circunstâncias.

Mas fato é que os países ricos não estão acostumados, e o dragão, embora menor que o nosso, preocupa e já provoca alguns estragos na economia, o suficiente para deixar os bancos centrais em alerta.

Na Inglaterra, onde São Jorge é padroeiro, o banco central resolveu não dar bobeira e já começou a alta nos juros em dezembro, tendo elevado um pouco mais as taxas no início deste mês; na zona do euro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve os juros zerados, para a surpresa e decepção dos mercados.

Mas os olhos de todos estão mesmo sobre os Estados Unidos. Os dirigentes do Federal Reserve, o banco central americano, vêm reiterando suas preocupações em relação às pressões inflacionárias e já sinalizaram que a alta de juros deve começar em março deste ano.

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O aperto monetário na maior economia do mundo vem ditando os movimentos dos mercados, elevando os juros dos títulos do tesouro americano e as taxas futuras de juros em todo planeta, aumentando a atratividade da renda fixa, ao mesmo tempo em que diminui a das bolsas de valores - sobretudo a americana, que vem de um período de forte valorização.

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Momento agridoce para o Brasil

Mercados com ações muito descontadas, como o brasileiro, vêm recebendo o capital de risco estrangeiro, o que impulsiona a bolsa e alivia o câmbio por aqui. Mas o temor é de que esse movimento não se sustente por muito tempo, já que o mar, globalmente, não está para peixe.

Pelo menos a economia brasileira se apoia na exportação de produtos cujos preços vêm subindo nessa onda inflacionária, como o petróleo e o minério de ferro. Daí a bolsa local ter se tornado, ao menos momentaneamente, interessante para o investidor gringo.

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Mas e a inflação local? Aqui, o índice oficial ainda marca alta de mais de 10% em 12 meses, embora já comece a mostrar, aqui e ali, sinais de possível arrefecimento. Bem, o Banco Central brasileiro já está nessa cruzada contra o dragão há até mais tempo, aumentando juros desde o ano passado. De fato, por aqui, o ciclo de alta da Selic já está perto do fim.

A inflação foi o tema do podcast Touros e Ursos desta semana. No episódio da última sexta-feira (11), eu, Victor Aguiar e Vinícius Pinheiro discutimos as origens da atual alta de preços, o que está sendo feito para combatê-la, o que tem pesado mais no bolso do brasileiro e, afinal, quais as perspectivas de se domar o dragão. E, no final, como sempre, elegemos os nossos touros e ursos da semana.

Para ouvir a nossa conversa completa, basta apertar o play abaixo!

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