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O ministro teve hoje uma reunião bilateral com o presidente da APM Terminals, Keith Svendsen, que demonstrou interesse em comprar o Porto de Santos
Os holandeses não foram muito bem sucedidos em suas empreitadas marítimas na costa brasileira nos tempos da colonização. Mas agora podem fincar bandeira no Porto de Santos, o maior da América Latina. Pelo menos foi o que sinalizou o ministro da Economia, Paulo Guedes.
O ministro teve hoje uma reunião bilateral com o presidente da APM Terminals, Keith Svendsen, que demonstrou interesse em comprar o Porto de Santos.
O relato da reunião com a APM foi feito por Guedes aos jornalistas que acompanham o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O porto tem valor um total de concessão estimado em R$ 18 bilhões.
Com sede em Haia, na Holanda, a APM Terminals opera 76 terminais portuários em todo mundo, responsáveis pela movimentação de 12,8 milhões de contêineres.
No Brasil, a empresa é responsável por quatro terminais, inclusive no Porto de Santos.
O processo de privatização dos portos teve início em março, com o leilão da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). O fundo de investimento Shelf 119 Multiestratégia, da gestora Quadra Capital, arrematou a companhia por R$ 106 milhões.
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Guedes disse que a percepção do Brasil entre os participantes do Fórum Econômico Mundial mudou, de descrença e hostilidade para respeito. "Mudança de ambiente é perceptível", comentou.
Guedes contou que, quando entrou no governo de Jair Bolsonaro e veio ao Fórum pela primeira vez, em 2019, o ambiente era de "hostilidade e condenação ao Brasil".
Com o avanço da reforma da previdência, que a França não conseguiu fazer, a percepção foi mudando, avaliou Guedes. "Isso foi sinal de que a democracia brasileira estava funcionando."
"Havia hostilidade aberta com a questão ambiental", contou sobre seu primeiro ano no evento. Mas agora, segundo ele, com o engajamento do governo no tema, essa hostilidade se reduziu. "Quando viram nosso engajamento na questão ambiental, acabou a hostilidade", afirmou o ministro. No entanto, ele reconhece que existe preocupação sobre o tema.
Além da reunião na qual tratou da privatização do Porto de Santos, Guedes participou de dois almoços de bancos (BTG Pactual e Itaú Unibanco), quatro reuniões com ministros, seis reuniões oficiais do fórum e reuniões empresariais em Davos.
Segundo o ministro, as reuniões de negócios foram em número bem maior que quando foi pela primeira vez, de oito. "E teve 17 que não conseguimos fazer."
Guedes contou que em nenhum momento foi perguntado sobre o tema desmatamento. As eleições surgiram em um almoço privado, oferecido por uma americana. Guedes disse que o quadro não mudou muito do que era a eleição anterior.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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