🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

BAIXANDO A FEBRE

Veneno ou remédio? Fed aumenta dose da alta dos juros para conter inflação — o maior aumento desde 2000

Anúncio acontece depois que o índice de preços para gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) — a medida preferida do banco central dos EUA para a inflação — subiu 6,6% em março ante igual período do ano anterior, no maior valor registrado desde 1978

Carolina Gama
4 de maio de 2022
15:03 - atualizado às 16:37
Presidente do Fed, Jerome Powell, caminha sobre corda bamba com tubarões na água
Montagem com o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell - Imagem: Banco Central da Suíça, iStock, Brenda Silva

A diferença entre o veneno e o remédio está na quantidade. Nesta quarta-feira (04), o Federal Reserve (Fed) foi obrigado a aumentar a dose do aperto monetário para conter uma inflação que não dá sinais de reduzir a temperatura. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de elevar em março a taxa básica pela primeira vez desde 2018 — um aumento de 0,25 ponto percentual (p.p.) —, o banco central norte-americano subiu o juro novamente, mas dessa vez em 0,50 pp, passando-o para a faixa entre 0,75% e 1,00% ao ano. 

"Em apoio às metas [de pleno emprego e inflação em 2%], o Comitê decidiu aumentar a faixa-alvo para a taxa de juros para 0,75% a 1,00% e prevê que os aumentos contínuos na faixa-alvo serão apropriados", diz o comunicado.

Junto com a decisão de elevar a taxa de juros, o Fed também anunciou a redução de seu balanço de ativos, avaliado em US$ 9 trilhões.

"Além disso, o Comitê decidiu começar a reduzir suas participações em títulos do Tesouro e dívida de agências e títulos lastreados em hipotecas de agências em 1º de junho", afirma o comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a elevação da taxa já contratada pelo mercado, a reação inicial das bolsas nos EUA foi branda. O Dow Jones, o Nasdaq e o S&P 500 seguiram operando em alta com o anúncio da decisão, mas logo depois passaram a oscilar entre perdas e ganhos.

Leia Também

A febre alta da inflação

A temperatura da inflação segue subindo nos EUA, por isso, o Federal Reserve foi forçado a aumentar o grau de aperto monetário. 

O índice de preços para gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) — a medida preferida do Fed para a inflação — subiu 6,6% em março ante igual período do ano anterior, no maior valor registrado desde 1978.

Já o núcleo do PCE, que exclui elementos mais voláteis como alimentos e energia, subiu 5,2% em março ante igual período de 2021, desacelerando em relação aos 5,4% de fevereiro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No comunicado desta quarta-feira (04), o Fed diz que a inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de energia e pressões mais amplas sobre os preços.

O remédio pode virar veneno

A ferramenta básica de todo banco central para controlar os preços é a taxa de juros. Então não há problemas no aumento de 0,50 p.p promovido pelo Fed para segurar a inflação nos EUA, certo? Errado. 

Ainda que a economia norte-americana seja a maior do mundo, ela não está imune aos efeitos colaterais de um aperto monetário tão agressivo.

A guerra entre Rússia e Ucrânia explica boa parte desse efeito adverso, já que o conflito adiciona uma dose de incerteza considerável sobre o comportamento não só da economia dos EUA, mas também da economia global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Prova disso é que no comunicado desta quarta-feira (04), o banco central norte-americano admite que a atividade econômica do país diminuiu no primeiro trimestre de 2022.

Soma-se a isso o fato de a China estar às voltas com bloqueios severos para conter o avanço de casos de covid-19 — o que impacta negativamente a demanda e a produção de chips — e temos a chance de o remédio dos juros altos nos EUA virar um veneno. 

"Além disso, os bloqueios relacionados à covid-19 na China provavelmente exacerbarão as interrupções na cadeia de suprimentos. O Comitê está altamente atento aos riscos inflacionários", diz o comunicado do Fed.

Muitos especialistas e o próprio mercado temem que um aperto monetário muito severo em meio a tantas incertezas econômicas, lance a economia norte-americana em uma recessão. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o sinal de que essa realidade pode estar próxima vem da chamada inversão da curva de juros. Apesar do nome complicado, trata-se de fato de uma troca: os juros de títulos de dívida dos EUA mais longos, como os de dez anos, ficam com rendimento inferior aos dos  títulos de dois ou cinco anos, por exemplo. 

Todas as vezes que isso aconteceu, uma recessão atravessou o caminho da economia norte-americana. E a curva de juros vem se invertendo com certa frequência nos últimos tempos nos EUA. 

Uma dose extra de aperto do Fed

Para completar o cenário, o Fed também anunciou nesta quarta-feira (04) que vai começar a reduzir seu balanço de ativos — algo que já vinha sendo sinalizado pelo banco central norte-americano. 

O Fed começou a comprar ativos em março de 2020 para estimular a economia dos EUA no pior momento da pandemia de covid-19, fazendo com que seu balanço saltasse de US$ 4 trilhões para US$ 9 trilhões. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essas aquisições foram encerradas, e o próximo passo é a redução desse balanço de ativos — a data prevista para o início desse processo é 1 de junho. Mas por que um balanço menor importa tanto? 

Por dois motivos: o primeiro deles é que a redução do balanço equivale a um aumento da taxa de juros; ou seja, o aperto monetário do Fed acontecerá em duas frentes. 

Depois, porque além de não injetar mais dinheiro via compra de ativos, o banco central norte-americano vai passar a inundar o mercado com os títulos que estavam em sua posse, pressionando ainda mais o sistema financeiro.  

O plano apresentado pelo Fed nesta quarta-feira (04) prevê a redução do balanço em fases, já que o Fed permitirá que um nível limitado de rendimentos de títulos vencidos seja lançado a cada mês enquanto reinveste o restante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A partir de 1 de junho, o plano prevê US$ 30 bilhões em títulos do Tesouro e US$ 17,5 bilhões em títulos lastreados em hipotecas. Após três meses, o limite para títulos do Tesouro aumentará para US$ 60 bilhões e US$ 35 bilhões para hipotecas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
COMEÇA HOJE

Caixa inicia hoje o pagamento do Bolsa Família de janeiro; confira o calendário completo

19 de janeiro de 2026 - 5:41

Os repasses seguem um cronograma escalonado de acordo com o dígito final do NIS; o valor mínimo é de R$ 600, com acréscimos para famílias com crianças, gestantes e adolescentes

ASSINATURA

Ganhos para indústria e suco de laranja, cooperação tecnológica e criação de empregos: quais os impactos do acordo UE-Mercosul

18 de janeiro de 2026 - 16:27

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024. […]

ALGO NÃO CHEIRA BEM

Delegados da PF estão ‘perplexos’ e apontam cenário ‘atípico’ em inquérito do STF sobre Master

18 de janeiro de 2026 - 14:14

Em nota divulgada neste sábado (17), a classe reage ao cenário “manifestamente atípico” na investigação, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o grupo, tal contexto causa “legítima perplexidade institucional”

ENVOLVIMENTO PESSOAL

Caso Master: Transparência Internacional diz que PGR deveria pedir impedimento de Toffoli

18 de janeiro de 2026 - 13:07

O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro é o dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná

FLORESTA NO DESERTO?

A Grande Muralha Verde: China planta floresta em um dos desertos mais inóspitos do planeta

18 de janeiro de 2026 - 12:12

China combate a desertificação do Deserto de Taklamakan com uma mistura improvável de árvores, ciência e megaprojetos de energia solar

COMPRA DA ILHA

Tarifaço pela Groenlândia: Trump anuncia tarifas de 25% para oito países europeus

18 de janeiro de 2026 - 11:02

O presidente norte-americano tem dito repetidamente que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la

MERCADO DE TRABALHO

Quando o anúncio de uma vaga de trabalho é uma roubada? Esses sinais servem de alerta

18 de janeiro de 2026 - 10:15

Antes de se inscrever para centenas de processos seletivos, conheça quais pontos de atenção que podem evitar problemas no futuro

OS DESTAQUES DA SEMANA

Vamos (VAMO3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Hapvida (HAPV3) é a ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

17 de janeiro de 2026 - 17:23

Os investidores acompanharam os novos desdobramentos do caso Master, as atualizações da corrida eleitoral e as publicações de indicadores econômicos

O SOM DO SILÊNCIO

Silêncio! O show está prestes a começar: Cidade do interior de São Paulo é a mais silenciosa do Brasil

17 de janeiro de 2026 - 16:02

Município com pouco menos de 15 mil habitantes segue à risca o limite de 55 decibéis, estabelecido por lei

26 ANOS DE NEGOCIAÇÕES

Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial sem a presença de Lula; entenda o que falta para o tratado valer na prática

17 de janeiro de 2026 - 12:04

A assinatura, no entanto, não faz o acordo valer imediatamente. Após o evento, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país do Mercosul

DINHEIRO DE VOLTA

FGC vai começar a pagar CDBs do Master na próxima semana; veja como solicitar os valores e evitar golpes

17 de janeiro de 2026 - 11:12

Para fugir de criminosos, o FGC alerta que não solicita o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores

LOTERIAS

Máquina de milionários emperrada? Mega-Sena 2960 acumula e prêmio sobe para R$ 41 milhões; confira os sorteios do fim de semana

17 de janeiro de 2026 - 10:03

Enquanto os apostadores se preparam para o sorteio da Mega-Sena, outras quatro loterias também voltam a correr neste sábado

ENTRE POLÊMICAS, RUMORES E INVESTIGAÇÕES

Caso Master: o mapa das conexões entre Nelson Tanure e o banco de Daniel Vorcaro — e o que o empresário nega

16 de janeiro de 2026 - 12:50

Entenda os pontos sob investigação e o que o empresário diz sobre sua relação com o banco

SURPRESA

IBC-Br: Prévia do PIB brasileiro interrompe queda e sobe 0,70% em novembro, acima da expectativa

16 de janeiro de 2026 - 10:19

O indicador da atividade industrial foi um dos que registrou as maiores altas; veja como a divulgação movimenta o mercado hoje

CIÊNCIA

O “sol artificial” da China ajuda a responder uma antiga questão: afinal, entre fusão e fissão nuclear, qual é mais segura?

16 de janeiro de 2026 - 9:49

Entenda como a China está mudando a percepção sobre energia nuclear e explorando novas tecnologias com seu ‘sol artificial’

ONDA DE CALOR

Para fugir do calor: Esses destinos de viagem proporcionam um clima mais ameno, mesmo durante o verão, sem precisar sair do Brasil

16 de janeiro de 2026 - 9:15

Confira os 6 melhores locais para se refugiar das altas temperaturas da estação mais quente do ano

MÁQUINA EMPERRADA

Loterias em manutenção: Lotofácil, Quina, Mega-Sena e demais modalidades emperram; prêmios sobem

16 de janeiro de 2026 - 7:07

Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela segunda vez na semana. Com isso, a Quina promete o maior prêmio desta sexta-feira (16).

FORA DO IBOVESPA

IA, robôs, biotecnologia e energia nuclear: como investir nas teses que definirão a economia e o futuro a partir de 2026

15 de janeiro de 2026 - 12:04

Relatório da Global X compilou as tendências globais dos próximos anos e fala como os ETFs podem viabilizar a participação nesses investimentos

LEGADO

Otto Baumgart, o herdeiro discreto que deixou uma cidade como legado na Zona Norte de São Paulo

15 de janeiro de 2026 - 10:55

Avesso aos holofotes, o empresário morreu aos 45 anos após lutar contra um câncer e deixou como último grande projeto a Cidade Center Norte 

ENTRE METAS E VETOS

Lula sanciona Orçamento de R$ 6,54 trilhões para 2026 e corta milhões em emendas parlamentares

15 de janeiro de 2026 - 10:55

O Orçamento aprovado no Congresso prevê aproximadamente de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar