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O valor mínimo da concessão era R$ 19,3 milhões; leilão foi realizado com ágio de 33%

A Comporte Participações, que pertence à família de Nenê Constantino, fundador da Gol (GOLL4), ganhou a concessão do metrô de Belo Horizonte (MG) em um leilão feito nesta quinta-feira (22).
Ela arrematou o negócio por R$ 25,7 milhões em um único lance.
A atual concessão era da estatal Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), ligada ao governo federal.
O valor mínimo da concessão era R$ 19,3 milhões. Com uma única proposta, que representa um ágio de 33%, o leilão durou por mais de 10 minutos.
A negociação estava prevista para começar às 14h na sede da B3, em São Paulo, e começou com um atraso de 40 minutos. O governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), estava presente no evento, que incluiu também representantes do governo federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estruturou a operação.
A Comporte Participações é um dos maiores grupos de transporte de ônibus urbanos e rodoviários no Brasil, que pertence ao empresário Nenê Constantino, fundador da companhia área Gol.
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Ao todo, serão precisos R$ 3,7 bilhões em investimentos para modernizar e ampliar o metrô mineiro.
O consórcio vencedor se comprometeu a investir R$ 440 milhões, o estado de Minas Gerais vai entrar com mais R$ 460 milhões e o governo federal com R$ 2,8 bilhões.
Pelo edital da concessão, a empresa vencedora vai operar o serviço por 30 anos e deverá modernizar e fazer mais uma estação na Linha 1 do metrô da capital mineira, além de construir a Linha 2, que terá uma extensão de 10,5 km e sete estações.
Atualmente, o metrô de Belo Horizonte possui 28 km e 19 estações, que transportam diariamente cerca de 100 mil pessoas. Com a concessão, modernização e extensão das linhas, pode chegar a 270 mil passageiros por dia.
A concessão do metrô foi marcada na capital mineira por protestos dos metroviários e uma disputa judicial. Os funcionários da CBTU entraram em greve na semana passada. Na Justiça, o PT entrou com ação para barrar o leilão, mas não conseguiu. A própria equipe de transição de governo federal pediu pela suspensão, mas o BNDES decidiu manter.
O prazo para entrega das propostas terminou na última segunda-feira (19), e as informações eram de que um único grupo entregou o envelope.
No evento, o diretor de privatização e concessão do BNDES, Fábio Abrahão, disse que o leilão de hoje encerra um ciclo, começado em 2019, e que contou com outras privatizações na B3, somando ao todo 40 leilões. "Estes leilões confirmam o compromisso de investimento no Brasil que superam R$ 270 bilhões."
*Com informações do Estadão Conteúdo
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