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SOMA PODE CRESCER

Eletrobras (ELET6) receberá ressarcimento milionário em caso de corrupção da Andrade Gutierrez; entenda

A estatal também terá acesso aos documentos obtidos no acordo feito com CGU e AGU e poderá avaliar novas medidas contra a construtora

4 de fevereiro de 2022
19:47
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Tudo que vai, um dia volta, já dizia o ditado. No caso da Eletrobras (ELET6), voltará para os cofres da estatal parte do prejuízo causado pela Andrade Gutierrez, construtora envolvida em uma esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato.

Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o ressarcimento deve chegar a R$ 139,6 milhões para a companhia e suas controladas, sendo a maior parcela destinada à Eletronuclear. O valor será pago em 16 parcelas anuais corrigidas pela taxa básica de juros (Selic). Veja abaixo quanto recebe cada empresa:

EmpresaValor*
EletrobrasR$ 9,86 milhões
ChesfR$ 9,86 milhões
EletronorteR$ 13,14 milhões
FurnasR$ 63,06 milhões
EletronuclearR$ 43,67 milhões
TotalR$ 139,61 milhões
* Data base de agosto de 2018

A devolução ocorre no âmbito de um acordo de leniência firmado entre a Controladoria-Geral da União (CGU), Advocacia Geral da União (AGU) e a Andrade Gutierrez. "Dessa forma, retornarão para a Eletrobras parte dos recursos que a companhia tem direito, diante dos prejuízos causados pela construtora", afirma a estatal.

Ainda segundo o comunicado, o acordo também garante à companhia o acesso aos documentos obtidos por intermédio do certame. Com as informações em mão, a Eletrobras destaca que irá avaliar "se há outras medidas de ressarcimento cabíveis a serem adotadas, em razão dos atos ilícitos dos quais foi vítima".

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Relembre o caso

O escândalo de corrupção envolvendo a Andrade Gutierrez veio à tona na 14ª fase da Operação Lava Jato, quando executivos da empresa e da Odebrecht foram presos pelo envolvimento no cartel de empreiteiras que desviavam recursos da Petrobras.

Em julho de 2015, o ex-presidente da Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, foi formalmente denunciado pela força tarefa do Ministério Público Federal e virou réu do processo.

A empresa, segunda maior empreiteira do país, firmou um acordo com a justiça em 2016 e admitiu ter participado de fraudes em contratos da petroleiro e também em outras obras públicas. Além disso, publicou um pedido de desculpas aos brasileiros pela corrupção e comprometeu-se a pagar R$ 1 bilhão em multas.

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