Presidente do BC reforça necessidade de elevar os juros na reunião de maio e fala sobre ‘desancoragem’ da inflação; Selic deve subir 1 ponto percentual
Roberto Campos Neto ainda destacou os eventos que afetam as projeções para a inflação e interferem na decisão da autoridade moentária

Em conversas com investidores nos Estados Unidos, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou que o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá promover um aumento de um ponto porcentual da Selic no encontro dos dias 3 e 4 de maio, a mesma magnitude escolhida pelo colegiado para a reunião passada. Atualmente, a taxa básica de juros está em 11,75% ao ano.
A informação consta do texto de apresentação do presidente divulgado há pouco pelo Banco Central. Neste momento, Campos Neto faz palestra organizada pelo Bank of America, em Washington. Amanhã pela manhã, ele tem outra reunião com investidores, organizada pela XP Investimentos, também em Washington.
De acordo com a assessoria de imprensa do BC, a mesma apresentação será usada nas duas ocasiões. Os eventos ocorrem às margens do encontro de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e são fechadas à imprensa.
Juros reverberam incertezas
Conforme já adiantou em outros documentos oficiais do BC, o presidente da instituição explicou que o Comitê julga que a decisão de continuar a aumentar a Selic
"reflete a incerteza em torno de seus cenários de inflação prospectiva, variação acima do normal no balanço de riscos e é consistente com a convergência da inflação para sua meta em todo o horizonte relevante da política monetária, que inclui 2022 e, principalmente, 2023"
Leia Também
Levando isso em conta e diante das projeções de inflação do BC e do risco de desancoragem das expectativas de longo prazo, é "apropriado continuar avançando significativamente no processo de aperto monetário para um território ainda mais restritivo".
Ainda, Campos Neto acrescentou que o momento exige serenidade para avaliar o tamanho e a duração dos choques atuais.
"Se os choques se mostrarem mais persistentes ou maiores do que o previsto, o Comitê estará pronto para ajustar o tamanho do ciclo de aperto monetário", avisou, acrescentando que o Copom persistirá em sua estratégia até que o processo de desinflação e a expectativa ancorada em torno de suas metas se consolidem.
Inflação disseminada pelo mundo
Da mesma maneira, consta também na apresentação que o presidente do BC comentou sobre o apoio dos governos durante a pandemia de coronavírus e o atual processo de aperto monetário em todo o globo. Dessa forma, ele salientou que a alta dos preços tem ocorrido de forma generalizada, tanto nas economias emergentes quanto nas avançadas.
Campos Neto também falou sobre o aumento da demanda por energia e salientou que os investimentos na área de petróleo e metais se mantêm em níveis baixos. O presidente do BC dedicou espaço ao impacto da inflação verde e ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Dominó: guerra, fertilizantes e juros
Segundo o documento, o embate tomou proporções muito maiores do que o imaginado inicialmente e que se trata da primeira guerra com o uso intensivo das redes sociais. Uma das consequências da invasão no Leste Europeu, segundo ele, é mais pressão ainda sobre o mercado de energia não apenas no curto como também no médio e longo prazos.
Um dos slides da apresentação é dedicado ao mercado de fertilizantes no Brasil. Campos Neto destacou que o País é altamente dependente da importação deste tipo de produto e que a situação se agrava com a situação entre a Rússia e a Ucrânia.
Outras questões que mexem com a decisão de juros
O presidente do BC destacou ainda as projeções para o crescimento e a inflação do País, apresentou um quadro sobre a situação do mercado de trabalho, outro sobre o comportamento do câmbio e, sobre a questão fiscal, enfatizou que houve crescimento das receitas em 2021.
"O bom desempenho fiscal continua em 2022, o que favorece a expectativa de um bom resultado fiscal primário", previu. Ao final da apresentação, Campos Neto traçou um panorama sobre a Agenda BC#, a agenda de tecnologia do Banco.
*Com informações do Estadão Conteúdo
PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ