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Em evento com empresários, vice-presidente eleito prometeu ajuste fiscal permanente e conjunto de reformas
Enquanto o mercado cobra por direções mais enfáticas sobre quem irá compor a equipe econômica do próximo governo, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, pede calma.
Durante evento organizado pelo grupo de empresários Esfera Brasil neste sábado (26), Alckmin prometeu que o anúncio de quem será o próximo ministro da Fazenda está próximo. A fala foi dita no último painel do evento, que contou com as participações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, do presidente em exercício do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, do chairman do BTG Pactual, André Esteves, e do empresário Abílio Diniz.
"Cada coisa vem a seu tempo, vamos aguardar um pouquinho. O foco do presidente Lula é o Brasil crescer, atrair investimento, ter renda e melhorar a vida das pessoas. Como eu sei que há uma preocupação fiscal, já quero dizer que quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai se decepcionar e errar", afirmou Alckmin.
O vice-presidente eleito também repetiu diversas vezes que não vê incompatibilidade entre responsabilidade fiscal e avanços de natureza social.
"Um crescimento com estabilidade. Não pode ter inflação, porque ela não é socialmente neutra. Ela onera mais o pobre. O crescimento tem que ter sustentabilidade, não pode destruir meio ambiente", destacou.
Campos Neto ressaltou, também, que o maior desafio da economia brasileira é crescer de forma sustentável.
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"A gente precisa colocar tecnologia para reduzir barreiras de entrada no sistema financeiro. A gente precisa avançar em sustentabilidade climática", afirmou.
Alckmin também prometeu que um ajuste fiscal será feito e de maneira permanente e garantiu que o novo governo não irá gastar mais do que arrecada.
"Governar é escolher. Tem muita forma de fazer ajuste, que é necessário para o Brasil crescer. Mas fazendo com um olhar social. Podem acreditar, vai haver ajuste, e não vai ser em uma semana. Vão ser quatro anos de ajuste, porque você pode melhorar a eficiência do gasto público todo dia", afirmou.
No que diz respeito a mudanças previstas pelo governo eleito, Alckmin defendeu um conjunto de reformas e micro reformas para a economia e ressaltou que não há nenhuma reforma a ser desfeita. Ele também frisou que não haverá volta do imposto sindical obrigatório.
"A reforma trabalhista é importante. Não vai voltar imposto sindical e não vai voltar legislado sobre o acordado. Agora, as plataformas digitais precisam ser verificadas. Um menino entregador de lanche que não tem descanso semanal, aposentadoria, nada", salientou.
Ontem (25), o discurso de Fernando Haddad, cotado para encabeçar a pasta, em evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) enfatizou que a reforma tributária será prioridade do governo Lula.
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