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Os investidores devem ficar atentos para que o bitcoin não caia além do patamar de US$ 27 mil ou a coisa pode ficar feia
Após derreter mais de 98% e abalar o mercado de criptomoedas, a Terra (LUNA) registra a maior alta do dia entre os mais de 15 mil projetos, de acordo com o Coin Market Cap. Entretanto, não se deixe enganar: a moeda não vale centavos de dólar.
SEU DIA EM CRIPTO: leia as atualizações do mercado de criptomoedas nesta segunda-feira (16).
Depois de valer quase US$ 120 na máxima histórica e chegar a ser uma das dez maiores criptomoedas do mundo, a LUNA derreteu 98,99% em poucos dias. Neste sábado, a Terra vale cerca de US$ 0,0004114 (ou R$ 0,00209814), uma alta que chegou a mais de 1.300% pela manhã.
A valorização, porém, durou pouco e na manhã deste domingo a LUNA não acompanhava a recuperação do mercado cripto.
Tudo começou com as maiores criptomoedas do mundo em queda devido à perspectiva de alta nos juros por parte do Federal Reserve. Por si só esse fato já colocou o bitcoin abaixo dos US$ 40 mil há poucas semanas.
Contudo, a Terra era parte do lastro da stablecoin TerraUSD (UST), a moeda estável da Terra Network. A partir daí aconteceu uma espiral de perdas: a queda da LUNA fez com que o UST se desvalorizasse, perdendo paridade com o dólar.
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Como se não bastasse, a emissão de LUNA está ligada ao UST. De maneira simplificada, com a queda da TerraUSD, o suprimento de Terra começou a aumentar, o que fez a criptomoeda perder ainda mais valor.
Não se sabe ao certo se o gatilho para esse problema foi apenas o mau momento do mercado. Analistas desse universo entendem que houve uma falha no protocolo e isso desencadeou as perdas maiores.
Já entusiastas nas redes sociais entendem que se trata de um boato criado para desvalorizar a criptomoeda — ou, no jargão desse mercado, um FUD (sigla em inglês para fear, uncertainty and doubt, ou medo, incerteza e dúvida).
“Esse evento é o mais importante para o mercado cripto desde a covid-19, expõe uma série de falhas da formação de stablecoins algorítmicas e vai acender um debate da regulação mais pesada sobre essa classe de criptomoedas”, comenta o CEO da Unblock Capital, Ricardo Assaf.
Entretanto, esse não deve ser o fim da Terra. “LUNA vai sobreviver em uma escala muito menor, vai ter que se reorganizar com o tempo. Mas ela tem uma formulação técnica e qualidade de desenvolvedores muito bons”, comenta Assaf.
Entenda mais sobre o que a Terra (LUNA) faz aqui.
Não perca o último Papo Cripto em que eu entrevisto o CEO da Dux, Luiz Octavio Gonçalves Neto:
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