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O CEO da Microstrategy alegou “razões fiscais” para a venda de BTC, mas comprou mais que o triplo de bitcoin antes do dia da venda
“Nunca diga nunca”, afirma o ditado. E quem diz, quase sempre paga com a língua. É o caso de Michael Saylor, CEO da Microstrategy, que precisou vender 704 unidades de bitcoin (BTC), alegando “razões fiscais”.
O montante equivale a US$ 11,8 milhões (R$ 61,36 milhões) na cotação do dia 22 de dezembro, quando houve a venda. No entanto, a empresa de softwares não ficou parada: entre 1º de novembro e o dia 21 do último mês do ano, a Microstrategy adquiriu mais 2.395 BTCs — o equivalente a US$ 42,8 milhões (R$ 222,56 milhões).
Apesar da venda, Saylor continua a ser um “evangelista” do bitcoin. Em janeiro deste ano, ele afirmou que a Microstrategy “não é vendedora”, quando foi perguntado em entrevista sobre a estratégia de comprar criptomoedas. “Nós compramos e holdamos [segurar em carteira, no jargão do mercado] bitcoin, ok? Essa é a nossa estratégia”.
A empresa de tecnologia é a maior companhia de capital aberto a comprar e manter bitcoin em caixa, de acordo com dados da Buy Bitcoin Worldwide. São 130 mil BTCs, valendo cerca de US$ 2,161 bilhões.
Segundo o próprio Michael Saylor, o preço médio de aquisição de cada token (criptomoeda) gira em torno de US$ 30.400 — cerca de 45% abaixo do preço à vista da maior criptomoeda do mundo, de US$ 16.400 aproximadamente.
Por ser a maior empresa com bitcoin em caixa do mundo, todos os movimentos da Microstrategy tendem a afetar as cotações do BTC — ainda que a última venda não tenha gerado grandes preocupações no mercado, que segue com baixa liquidez e oscilações controladas para os parâmetros das criptomoedas.
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Mas em junho deste ano, a Microstrategy deu um susto nos investidores do mundo todo.
Acontece que a empresa estava à beira de atingir a chamada de margem (margin call, no jargão do mercado), o que significaria despejar uma quantidade imensa de BTCs no mercado e derrubar ainda mais as cotações à época.
Por sorte, Saylor conseguiu desarmar a “bomba” da regra da morte, mesmo com o BTC abaixo do preço de chamada de margem.
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