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Segundo o índice de fortunas da Bloomberg, SBF perdeu mais de US$ 16 bilhões esta semana e não está mais classificado no grupo dos bilionários
A terceira maior crise do ano do mercado de criptomoedas levou bilhões do setor e deixou alguns rastros por onde passou. Um deles foi a queda do FTX Token (FTT), que despencou 89,10% em sete dias, desde o início dos problemas entre a corretora (exchange) e a Binance.
Só nesta sexta-feira (11), a criptomoeda despencou 24%. A crise levou bilhões em valor de mercado do setor ao longo dos últimos dias — nem mesmo o bitcoin (BTC) escapou de uma queda de mais de 15%.
Sam Bankman-Fried, conhecido como SBF, renunciou ao cargo de CEO, mas não sem antes deixar outro posto: o de bilionário do setor de criptomoedas. Segundo o índice de fortunas da Bloomberg, SBF perdeu mais de US$ 16 bilhões esta semana e não está mais classificado no grupo dos bilionários.
Assim como o (ainda) bilionário e dono da Tesla, Elon Musk, boa parte da fortuna de grandes personalidades empresariais é composta de ações de empresas e outros investimentos.
No caso de SBF, uma parte do seu dinheiro estava em FTT, a criptomoeda da FTX.
A perda de valor desse token fez com que parte do seu patrimônio fosse perdido. Segundo o último levantamento da Forbes de abril deste ano, a fortuna do ex-CEO da FTX era de cerca de US$ 24 bilhões.
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Ou seja, SBF ficou com “apenas” US$ 8 bilhões após a FTX entrar com pedido de falência.
Tudo começou com uma reportagem da CoinDesk que mostrou que os fundos dos investidores na corretora FTX estavam sendo usados para operações alavancadas na Alameda Research, segmento de investimentos do mesmo grupo da exchange.
Além dos recursos dos clientes, o token nativo da corretora, o FTT, estava sendo usado como garantia dos depósitos dos investidores. Até mesmo papéis da companhia de serviços financeiros Robinhood foram usados com essa finalidade em operações da Alameda.
Por coincidência ou não, na semana seguinte, a Binance — um dos maiores investidores na FTX — se desfez de posições em FTT, o que derrubou as cotações e piorou o balanço da corretora de SBF. A partir daí, a empresa entrou em insolvência — quando a dívida é maior do que o patrimônio da empresa. Entenda aqui o futuro da FTX.
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