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A medida provisória vem na esteira de uma série de debates envolvendo as criptomoedas no país; veja o que diz a medida
Se 2021 ficou conhecido como “o ano da adoção” das criptomoedas, cada vez mais 2022 pode ser chamado de “ano da regulação”. Enquanto os Estados Unidos preparam um pacote para regularizar atividades envolvendo bitcoin (BTC), stablecoins, moedas digitais de Banco Central (CDBC, em inglês) e outros ativos digitais, a Rússia já deu um passo ainda maior.
O primeiro-ministro russo, Dmitry Chernyshenko, assinou uma medida provisória, válida até o final do ano, para regularizar o bitcoin. O documento prevê a regulamentação, identificação de clientes, diretrizes de responsabilidades por infrações, entre outros fatores.
A medida acontece duas semanas após o Banco Central da Rússia propor uma lei para banir o bitcoin e outras criptomoedas do país, alegando que os ativos digitais são prejudiciais à estabilidade financeira.
Entretanto, na última quarta-feira (26), o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que “pode haver alguma vantagem” em adotar criptomoedas. Vale lembrar que o país é responsável por cerca de 13% de todo hashrate de mineração do bitcoin, de acordo com a Universidade de Cambridge.
O hashrate ou taxa de mineração é responsável pela saúde e segurança da rede (blockchain) do bitcoin. Se você tem dúvidas sobre mineração de criptomoedas, confira a nossa matéria especial sobre o tema.
Para o chefe do Comitê de Segurança e Anticorrupção da Duma (o Congresso russo), Andrey Lugovoy, o parlamento apoiará a medida do governo.
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Lugovoy afirma que considera a proibição total das criptomoedas “pouco construtiva" para a economia nacional. Ele destaca que os ativos digitais são negociados por conta própria, o que faria diversos investidores e entusiastas migrarem para o mercado paralelo.
Além do Congresso russo, outras entidades e agências estatais auxiliaram na construção da proposta. Entre elas, os ministérios da Economia e Desenvolvimento Econômico, Administração Interna e Desenvolvimento Digital, o Ministério Público, o Serviço Federal de Segurança e Fiscal e até mesmo o Banco Central da Rússia.
Contudo, partes do texto não foram ratificadas pela autoridade monetária do país.
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