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Bitcoin (BTC) contorna aversão ao risco e volta ao patamar de US$ 40 mil; veja a performance das principais criptomoedas

Alta do bitcoin pode não significar uma recuperação, já que o índice que mede o sentimento dos investidores em relação às criptomoedas piorou em relação aos últimos dias

18 de abril de 2022
19:58
bitcoin
Bitcoin - Imagem: pixabay

O bitcoin (BTC) conseguiu vencer a aversão ao risco nesta noite de segunda-feira (18) e voltou a operar na casa dos US$ 40 mil. O mesmo não acontece com outras criptomoedas como o ethereum (ETH) que, apesar de retomar o nível de US$ 3 mil, segue em baixa. 

Por volta de 19h55, o bitcoin operava em alta de 1,19%, cotado a US$ 40.754,16. Confira a variação de algumas das principais criptomoedas do mundo:

NomePreço24h%7d%
Bitcoin (BTC)US$ 40.754,16+1,19%+2,29%
Ethereum (ETH)US$ 3.036,10-1,03%+1,22%
Tether (USDT)US$ 1,00-0,01%-0,01%
BNB (BNB)US$ 416,38+0,16%+4,98%
USD Coin (USDC)US$ 0,9998+0,02%+0,01%
Fonte: coinmarketcap.com

Apesar da recuperação do BTC nesta noite, o apetite dos investidores por ativos digitais segue comprometido. 

De acordo com o “índice de medo e ganância” do mercado do site Alternative.me, o sentimento dos investidores em relação às criptomoedas piorou em relação aos últimos dias e é de “medo extremo” nesta segunda-feira. 

Como funciona o índice do medo e ganância

O indicador do sentimento dos investidores é calculado a partir de variáveis como a volatilidade das criptomoedas, volume negociado e análise de redes sociais.

Com base nesses dados, o índice apresenta um número de 0 a 100, sendo que, quanto maior, mais "gananciosos" estão os investidores para comprar bitcoin.

Já a ganância extrema significaria que, quando os investidores estão muito gananciosos, o mercado precisaria de uma correção.

Como a Páscoa derrubaria o mercado cripto?

A Páscoa é muito esperada pelas crianças, mas não tanto para os investidores de criptomoedas. Todo ano em abril, o “coelhinho” traz uma cesta recheada — porém, sem qualquer bitcoin ou outro ativo digital. 

Deixe-me explicar melhor. Com os mercados tradicionais fechados, são quatro dias de negociação “fora de expediente” e as bolsas internacionais para gerar qualquer influência no mundo cripto. Por consequência , a liquidez fica mais estreita do que normalmente é.

O medo extremo indica que os investidores estão muito preocupados, o que pode abrir uma oportunidade de compra, segundo o Alternative.me.

Desse modo, as repercussões no mercado ficam muito mais intensas, e qualquer movimentação nos preços pode causar um estrago muito pior do que causaria em dias normais.

Conforme os preços das criptomoedas caem e elas perdem os seus patamares de suporte, o medo ganha palco de modo muito mais fácil, como vimos no índice do medo e ganância lá em cima. É aí que a alegria do feriado de quatro dias para as crianças se transforma em um período de pânico lá no universo cripto.

Mineração de bitcoin (BTC) e outras criptomoedas

Para outros analistas, a sequência de quedas no mercado de criptomoedas pode estar relacionada à indústria de mineração dos ativos digitais, que vem passando por situações que podem ter colocado ainda mais pressão sobre os preços. 

Os mineradores de bitcoin (BTC) viram a dificuldade para minerar o criptoativo aumentar mais de 1% na semana passada, de acordo com dados do Blockchain.com. 

Esse indicador notoriamente possui um forte impacto sobre os preços da moeda. Em julho do ano passado, pouco tempo depois da China ir contra a indústria de criptomoedas, o índice chegou a cair 28%. Nesse período, o bitcoin chegou a despencar para além do patamar de US$ 30 mil.

A correlação do bitcoin (BTC) e ações

Há outros que ligam a baixa das criptomoedas ao aumento da correlação do preço do bitcoin com os de ações de empresas e a um cenário macroeconômico mais complicado.

Ao contrário do que dizem alguns analistas do mercado, para George Liu, chefe de contratos derivativos da Babel Finance (uma provedora líder global de serviços financeiros de criptoativos), a queda dos ativos digitais não estão ligados ao ambiente fiscal dos Estados Unidos.

"A questão tributária já é conhecida e antecipada nos mercados, então não vemos isso como um fator decisivo para a atual queda de preços. Basicamente, a correlação de curto prazo entre bitcoin e ações dos EUA atingiu um novo pico”, disse George Liu.

A Amber Group, que trabalha no mesmo segmento, segue a mesma tese da Babel Finance. "Muito tem a ver com as más condições do cenário macroeconômico... veja as ações e o Nasdaq".

*Com informações de Decrypt e Coindesk

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