O melhor time de jornalistas e analistas do Telegram! Inscreva-se agora e libere a sua vaga

Fernanda Mansano
Visão Macro
Fernanda Mansano
Economista-chefe da Empiricus Investimentos
2022-04-27T12:31:47-03:00
VISÃO MACRO

O mercado de juros futuros não mente: crescimento econômico e alívio da inflação despontam no horizonte

Indícios de pressão inflacionária menor sinalizam proximidade do fim do ciclo de alta dos juros pelo Banco Central

27 de abril de 2022
12:31
Montagem de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), com chapéu de aviador olhando sorrindo para o lado
O fim do ciclo da alta de juros está próximo. - Imagem: Montagem Andrei Morais / Agência Brasil / Shutterstock/doomu

Hoje tivemos o resultado do IPCA-15, com avanço dos preços em 1,73% em abril frente ao mês anterior, acima do observado em março, quando a taxa avançou 0,95%.

Porém, o resultado, abaixo do esperado pelo mercado (1,84%), o que a princípio pode soar como positivo, veio com avanço da difusão, que passou de 74,6% para 79,5%, ou seja, houve uma maior abrangência das altas de preços entre os itens da cesta de inflação - e sem dúvida isso é ruim.

Mas não foi a esse cenário, ruim, que o mercado de juros futuros reagiu.

O que foi observado imediatamente nos DIs, o mercado que nunca mente, foi uma queda nas expectativas de juros entre os vencimentos mais curtos, como o para janeiro de 2023, bem abaixo dos 13% até então observados, até os mais longos e a explicação está nos fatos que ocorreram nos últimos quinze dias assim como nos impactos macroeconômicos no âmbito internacional que poderemos observar nos próximos meses.

Pressão inflacionária diminui

O primeiro fato positivo é a desinflação dos preços observada nos indicadores de inflação semanal, como o IPC-S, cuja taxa para alimentação e transportes, com destaque para o preço dos combustíveis, vem perdendo força ao longo das últimas semanas.

Já um segundo fato, não observado no IPCA-15 de abril, foi o impacto na mudança tarifária para a bandeira verde de energia elétrica, que passou a valer no dia 16 de abril. Por fim, os impactos do lockdown da China tendem a deflacionar as commodities, ainda que no curto prazo, mas que surtirão efeitos para o processo de desinflação no país.

Assim, o que todo esse conjunto de informação traz para o investidor é o aumento da probabilidade de que a taxa terminal da Selic esteja próxima, trazendo um melhor cenário para os ativos de risco, como os da bolsa.

Fim do ciclo de alta de juros está próximo

Em outras palavras, as menores pressões inflacionárias remetem que os juros a 12,75% ao ano (patamar previsto para a próxima quarta-feira na reunião do Copom) poderá ser suficiente para ancorar as expectativas de inflação para a meta dos próximos anos.

Por fim, a possível manutenção da Selic nos próximos meses e os fundamentos que levam para um processo de desinflação, corroboram para as expectativas positivas quanto ao crescimento econômico, já que melhora o consumo das famílias assim como a retomada de investimento pelas empresas.

Além disso, com a continuidade desse cenário, a possibilidade de observarmos a primeira queda na Selic já começa a se tornar realidade nos últimos meses do ano.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CSNA3) vão recomprar até 164 milhões de ações; veja o que muda para os acionistas

As duas companhias aproveitam o momento descontado na B3 para encerrar os programas atuais e iniciar novas operações com duração de um ano

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Inflação derruba bolsas, Hapvida vai às compras e a varejista que ameaça o Magalu; confira os destaques do dia

Depois de um dia de animação, preocupações com o movimento dos preços e a atividade econômica pelo mundo estragaram o humor dos investidores

FECHAMENTO DO DIA

Inflação americana come margem de grandes empresas e derruba bolsas globais; Ibovespa cai mais de 2% e dólar cola em R$ 5

Com inflação pressionando e China voltando a fechar cidades, o Ibovespa caiu menos que as bolsas em Wall Street, mas ainda assim amargou fortes perdas

BR Properties (BRPR3) vende 80% do portfólio para fundo canadense, em transação de quase R$ 6 bilhões

Além de representar um movimento importante no atual cenário macroeconômico brasileiro, a transação marca a saída de boa parte do capital do fundo soberano de Abu Dhabi (ADIA) da empresa

CAMINHO ABERTO

TCU aprova privatização da Eletrobras (ELET3); fique por dentro da decisão do tribunal

Uma das prioridades do governo federal, privatização da Eletrobras ainda enfrenta outros obstáculos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies