🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Por que Bolsonaro corre o risco de se transformar no primeiro presidente em exercício a perder a reeleição

Em tese, Bolsonaro teria mais chance de manter imunidade – no caso, parlamentar – se concorresse a uma vaga no Senado

16 de janeiro de 2022
7:52 - atualizado às 15:57
Casa Assombrada Vermelho Cifrão Gráficos Bolsonaro Congresso Brasília Covid Coronavírus
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil / Pexels / Shutterstock / Montagem Andrei Morais

Desde que, em 1997, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada a Proposta de Emenda Constitucional permitindo a reeleição, nenhum presidente da República do Brasil deixou de ser reconduzido ao cargo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É verdade que Michel Temer nem cogitou a possibilidade, a exceção que confirma a regra.

FHC, Lula e até Dilma conseguiram

FHC foi reeleito no primeiro turno, com 53,06% dos votos, contra 31,71% de Lula e 10,97% de Ciro Gomes.

Em 2006, Lula precisou de uma segunda rodada. Mas deu uma sova de 60,83% a 39,17% em Geraldo Alckmin.

Até Dilma Rousseff, com seu primeiro mandato desastroso, no qual artificializou a economia, conseguiu se manter na Presidência. Graças a golpes televisivos desfechados por seu marqueteiro, João Santana, mas conseguiu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi apertado: 51,64% contra 48,36% de Aécio Neves.

Leia Também

Caneta milagrosa

Com a caneta na mão, um Presidente da República faz milagres. Transforma água em vinho, multiplica os peixes, inaugura uma obra faraônica que jamais irá se materializar.

Ao contrário do que muita gente pensa, Jair Bolsonaro não se elegeu com tanta facilidade em 2018. Foi necessário um segundo turno, no qual disputou os votos contra um adversário que seguia instruções de um homem encarcerado em Curitiba.

O curioso é que, em toda sua vida política, o capitão Jair sempre sofreu grande aversão por parte de diversos segmentos importantes (e numerosos) da sociedade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um compêndio de barbaridades

Entre as barbaridades que disse, estão a dedicatória de seu voto a favor do impeachment de Dilma ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, de triste memória por seus atos nos porões da ditadura.

Fora outros barbarismos como:

  • Eu sou favorável à tortura.”
  • Precisamos matar uns 30 mil, começando com o FHC.
  • Sou a favor, sim, de uma ditadura, de um regime de exceção.”

As três declarações acima foram dadas em 1999, quando Bolsonaro era deputado federal.

Esta é a segunda de uma série de crônicas de Ivan Sant'Anna sobre os pré-candidatos às eleições de 2022.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Confira as outras análises:

Alguns episódios favoreceram Bolsonaro

Pode-se dizer, sem medo de errar, que a campanha presidencial do capitão Jair Bolsonaro teve três etapas, ou episódios, que lhe favoreceram.

A primeira delas ocorreu durante uma passeata em Juiz de Fora, quando Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos de idade, atacou o candidato enterrando uma faca em seu abdômen e seccionando seus intestinos.

Me lembro que meu irmão, o também escritor Sérgio Sant’Anna, vítima fatal da Covid em 2020, me ligou logo após a divulgação de que Bolsonaro sobrevivera ao atentado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso ele ganhou a eleição”, disse o Sérgio, convicto.

Fora dos debates

Depois de ficar alguns dias correndo sério risco de morte, primeiro na Santa Casa de Juiz de Fora, depois no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro alegou, não sem razão, que estava impossibilitado de comparecer aos debates, primeiro contra todos os adversários do primeiro turno, depois contra o petista Fernando Haddad, no segundo.

Antes do esfaqueamento, Bolsonaro compareceu a diversos programas de televisão. Em todos eles, os entrevistadores só lhe perguntaram o que ele se preparara para responder. Coisas como machista, homofóbico, defensor do regime militar.

Ninguém lhe indagou sobre como iria debelar a crise fiscal, sustar uma inflação embrionária etc. E os poucos que fizeram isso receberam a seguinte resposta:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso é com o Posto Ipiranga (Paulo Guedes), que será meu ministro da Economia.”

Música para o mercado financeiro

Tudo que relatei acima é apenas uma parte das argumentações de campanha.

Jair Bolsonaro disse coisas que são música para o mercado financeiro. Tais como:

  • Mais Brasil, menos Brasília.”
  • Farei a reforma da Previdência (promessa que cumpriu).”
  • Vou enxugar a máquina pública.
  • Promoverei privatizações em massa.”
  • Reduzirei os impostos.”
  • Substituirei os políticos por técnicos nos ministérios.

Em seu discurso de posse, o presidente reiterou algumas dessas promessas. Tanto é assim que o mercado de ações, medido pelo Ibovespa, subiu mais de 30% no primeiro ano do novo governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas alguma coisa estava errada

Já no poder, entre um e outro acerto, o capitão se notabilizou pelas coisas que dizia sem pensar. Fora decisões equivocadas como anunciar a mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, imitando o presidente americano Donald Trump.

Isso desgostou profundamente os países árabes, grandes compradores de carnes brasileiras, o que obrigou Bolsonaro a desistir da ideia.

Despachante da classe fardada

Na verdade, Jair Bolsonaro nunca deixou de ser, na política, mero despachante dos interesses dos soldados, cabos e sargentos das Forças Armadas, dos policiais civis e militares, dos bombeiros e agentes penitenciários.

Voltando atrás no tempo até o seu surgimento como figura pública, o capitão paraquedista se notabilizou, após ter saído, de maneira não muito honrosa do Exército, por ter escrito um artigo para a revista Veja (militares são proibidos de dar declarações públicas) criticando os salários baixos dos oficiais das Forças Armadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já na reserva, se tornou popular entre os policiais militares do Rio de Janeiro e suas famílias. Isso lhe valeu uma cadeira na Câmara dos Vereadores da capital fluminense.

Nesse quesito, defesa da classe fardada, justiça seja feita, Jair Bolsonaro obteve enorme êxito. Êxito esse que lhe valeu um assento na Câmara dos Deputados ao longo de sete mandatos.

Quase trinta anos!

Ou seja, ele foi muito mais político do que soldado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ladeira abaixo

Durante as manifestações populares a favor do impeachment de Dilma, Bolsonaro se misturou às multidões no Rio de Janeiro, entre apupos de desagrado e aplausos entusiasmados.

O certo é que se tornou uma potência eleitoral.

Só que, já no exercício da presidência da República, sua popularidade não fez outra coisa a não ser descer ladeira abaixo.

Desrespeito à vida, inclusive à própria

Se o chefe de estado Jair Messias Bolsonaro tivesse se colocado na liderança do combate à Covid, visitando hospitais, comparecendo a enterros, viajando para as áreas mais críticas e principalmente sendo um dos primeiros países a promover uma campanha de vacinação em massa, acredito que poderia ter arrebanhado uma multidão de novos admiradores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acontece que o capitão não respeita a vida, nem mesmo a própria.

Medo ou certeza de perder?

Eu acho, e isso é uma visão particular minha, que Jair Bolsonaro poderá não se candidatar à reeleição por medo (ou mesmo certeza) de que irá perder.

Talvez prefira concorrer a uma cadeira no Senado pelo Rio de Janeiro e, quem sabe, imitando Donald Trump, esperar a próxima, que lá será em 2024 e aqui em 2026.

No Rio, Bolsonaro vai enfrentar os Romários, Crivellas, Garotinhos etc.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Importante salientar que eleição para senador só tem um turno. Com 20% dos votos possivelmente dá para se reeleger.

Caso esse meu palpite (o do Senado) esteja certo, e Bolsonaro não queira correr risco nenhum de ficar sem imunidade, basta que ele troque seu domicílio eleitoral seis meses antes das eleições. Pode transferir seu título para um dos estados pecuaristas, onde a eleição será uma barbada.

Mas digamos que tudo isso seja fantasia minha

Suponhamos que Jair Bolsonaro vai mesmo encarar Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições deste ano.

Se Lula continuar com essa conversa de acabar com as privatizações, direcionar o comércio exterior brasileiro para a África, restabelecer a amizade com Venezuela, Cuba e Nicarágua, aumentar os impostos dos ricos, acho que o mercado vai apoiar Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar