O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Não tenho dúvidas de que as big techs são empresas vencedoras em longo prazo e que, ainda por cima, todas negociam em patamares atrativos
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. Na semana passada, todas as big techs divulgaram seus resultados do 3T22.
Sem dúvidas, essa foi a semana de maior volatilidade nas ações em muitos anos. Google e Microsoft, por exemplo, caíram mais de 8% após os seus balanços.
A Apple, por sua vez, fez exatamente o oposto.
Já a Meta e a Amazon tiveram as reações mais agudas, com quedas de 20% e 13%, respectivamente.
Com as ações das melhores empresas do mundo caindo consideravelmente, você deveria estar se perguntando: qual delas é a melhor oportunidade para o longo prazo, aos preços atuais?
Na coluna de hoje, vou explorar essa pergunta.
Leia Também
Lembrando que as cinco big techs possuem recibos de ações (BDRs, na sigla em inglês) negociados na B3, conforme os códigos abaixo:
Um dos grandes protagonistas dos resultados das Big Techs foi o câmbio.
Como essas empresas são globais, parte relevante das suas receitas acontecem fora dos EUA. Seus resultados, porém, são reportados em dólar.
Anos como 2022, em que moedas fortes como o euro e a libra apresentam enorme volatilidade em relação ao dólar, são raros. Por isso, o câmbio não costuma ser assunto tão presente nos resultados dessas empresas.
Deixe-me ilustrar com um exemplo: imagine que um cliente alemão da Microsoft possui um contrato de 1 milhão de euros por trimestre.
Em outubro de 2021, com o euro cotado a US$ 1,20, essa receita foi reconhecida nos resultados da Microsoft com um valor de US$ 1,2 milhão.
Doze meses depois, com o euro cotado a 0,98 centavos de dólar, a contribuição do mesmo contrato para a receita reportada da empresa será de US$ 980 mil.
Essa enorme “queda” nas receitas vem sem que nenhuma alteração contratual tenha acontecido.
Nos resultados do Google, por exemplo, a receita em dólares cresceu 6% na comparação anual; se excluirmos os impactos da variação cambial, sua receita teria crescido 11%.
Nos guidances (projeções), todas as essas empresas disseram aos investidores que o câmbio será um dos grandes detratores de crescimento ao longo dos próximos meses.
A Microsoft, por exemplo, disse esperar um impacto de 5 pontos percentuais no próximo trimestre; a Amazon, de 4,6 pontos percentuais.
Agora, você deve imaginar, se anos como 2022 são raros, é de se esperar que esses movimentos do câmbio alcancem um novo equilíbrio no tempo.
O que hoje é um “vento na cara”, amanhã se transformará num “vento nas costas”, servindo como impulso aos números.
Ciclos de vendas mais longos, anunciantes menos propensos a fazer investimentos e clientes implorando por artifícios para reduzirem seus gastos.
Todos esses foram tópicos bastante martelados pelas Big Techs em seus resultados.
A Amazon, por exemplo, mencionou que tem ativamente procurado seus clientes (o que ela sempre faz), para ajudá-los a reduzir suas faturas da AWS, a plataforma de serviços de computação em nuvem da empresa de Jeff Bezos.
Um exemplo têm sido os incentivos para que seus clientes migrem parte dos seus workloads para o Graviton — o "chip" desenvolvido por ela e otimizado para o AWS.
O crescimento da AWS desacelerou para 26% neste último trimestre, ritmo similar ao de 2019.
A margem da unidade também sofreu, com mais de dois pontos percentuais de impactos vindo dos custos de energia.
Pois é: as big techs, especialmente em seus data centers, são enormes consumidores de eletricidade. Com os preços em alta, eles sentem diretamente o aumento dos custos.
Na divisão de e-commerce, os executivos da Amazon disseram esperar um final de ano forte, “pero no mucho”.
Eles afirmaram que o consumidor está bastante seletivo com seus gastos, e os feriados de final de ano devem deixar a desejar em relação a 2020 e 2021.
No caso do Google, o YouTube apresentou o primeiro trimestre com queda de receitas desde que a empresa passou a reportar seus resultados isoladamente.
Apesar de o YouTube ainda não estar monetizando o "Shorts" e esse formato estar capturando cada vez mais tempo de tela dos usuários, a empresa disse observar os anunciantes sendo muito mais conservadores com os orçamentos de marketing.
No caso da Apple, apesar de ainda estar crescendo, a divisão de serviços cresceu apenas 5% na comparação anual, uma desaceleração de mais de 10 pontos percentuais em relação a muitos trimestres de 2020 e 2021.
Ou seja, os resultados das Big Techs seguem muito fortes, porém eles estão desacelerando em relação aos anos excepcionais de 2020 e 2021.
Como eu disse, 2020 e 2021 foram anos excepcionais. Por isso, eu acredito que faz bastante sentido encarar os resultados correntes numa visão alongada. Ou seja, comparando taxas de crescimento composto no período.
O YouTube ilustra bem esse ponto.
Neste último trimestre, a receita do YouTube encolheu 1,9% em relação ao 3T21. Agora, se voltarmos três anos no tempo e calcularmos o crescimento composto entre 2019 e 2022, o ritmo é de 23% ao ano!
Ou seja, o patamar em que as Big Techs estão temporariamente estacionando é um patamar elevadíssimo.
À medida que as pressões que vemos começarem a arrefecer (como o dólar forte e a inflação, conforme o aperto monetário é sentido), os resultados dessas empresas voltarão a acelerar.
Não tenho dúvidas de que as big techs são empresas vencedoras em longo prazo e que, ainda por cima, estão todas negociando em patamares atrativos.
Entre elas, a minha preferida aos preços atuais é a Amazon (BDR: AMZO34).
Acredito que ela foi a que mais desapontou os investidores no último trimestre, ao passar uma mensagem de que o final de ano (marcado por Natal e Black Friday), deve ser mais fraco.
O pessimismo nas ações é tão grande que acompanhei discussões com investidores afirmando que o e-commerce da Amazon vale zero, pois apresentou margem negativa nos últimos três trimestres.
Neste momento, mantenho uma recomendação de compra para as ações na Empiricus. Acreditamos que ela possa voltar ao patamar de US$ 150 (um upside de 50%), com algumas boas notícias nos próximos meses.
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor