Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A falácia do mercado cruel: por que a responsabilidade fiscal é necessária

O mercado financeiro não é uma entidade com sentimentos ou ideologia, mas uma ferramenta de alocação de recursos

22 de novembro de 2022
6:10 - atualizado às 19:07
Crise no Brasil
Crise no Brasil - Imagem: Shutterstock

As escolas mais modernas de economia, pautadas pela metodologia mainstream (ortodoxa), interpretam a ciência como um estudo social, mas quantificável, pautado pela alocação de recursos escassos. O conceito pode ser aplicado nas mais variadas situações, inclusive na gestão pública, que se tornou o calcanhar de Aquiles do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde o governo Dilma, o país tem passado por uma situação de estresse fiscal relevante. A solução foi a criação de uma camisa de força capaz de reconfigurar a confiança dos investidores na capacidade creditícia do governo. A trajetória em termos de gasto público então era promissora, mas houve um problema: a pandemia.

A necessidade de gastos extraordinários diante da justificável sensibilidade social foi um ruído grotesco de gastos entre 2020 e 2022 — para piorar, a futura administração levantou algumas preocupações sobre a futura trajetória fiscal ao procurar aumentar os gastos sociais, embora os incentivos para a política centrista permaneçam.

Mas vamos por partes.

No período recente, três foram os choques:

  • i) a resposta à pandemia;
  • ii) a PEC dos Precatórios, que parte de um contexto delicado; e
  • iii) a PEC Kamikaze, com viés eleitoral.

Foram diversas problemáticas que provocaram uma forte deterioração da percepção fiscal do país. Ainda assim, conseguimos encontrar um resultado bem melhor do que poderíamos pressupor, com superávit primário em 2021 e 2022, queda do gasto como proporção do PIB e certa estabilidade da dívida em relação ao PIB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia Também

Em poucas palavras, a situação fiscal brasileira é ruim, mas não tão ruim quanto poderia ser. Há chance de salvarmos isso, mas não podemos, em hipótese alguma, abandonar a responsabilidade fiscal. Se o fizermos, os juros e o dólar vão explodir, gerando mais gasto com a dívida e mais inflação, que prejudica os mais pobres.

Sabemos que, independentemente do governo que ganhasse as eleições, o Orçamento de 2023 precisaria ser revisto com um gasto fora do teto da ordem de R$ 100 bilhões. Ocorre que o governo eleito, tentando aumentar seu poder de barganha no Congresso, mandou uma proposta de R$ 175 bilhões, o que é uma sinalização ruim.

O resultado seria um déficit primário do governo central em 2023 aumentando de 0,8% para cerca de 1,5% do PIB. Paralelamente, o aumento da dívida pública entre 2022 e 2023 – de 77,7% para 81,9% do PIB – seria ainda maior. A incerteza fiscal provoca aversão ao risco, o que demanda mais juros, desvaloriza os ativos e valoriza o dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Muito dificilmente o governo eleito vai conseguir aprovar a PEC da Transição da maneira como ela foi enviada. Ainda assim, a simples chance de acontecer foi parar nos preços do mercado. Basicamente, portanto, os desafios em torno do orçamento de 2023 deram início à primeira crise do novo governo.

Bomba-relógio fiscal precisa ser desarmada

Precisamos desarmar essa bomba-relógio fiscal, mesmo se o processo demandar uma nova âncora, alternativa ao teto de gastos, que já foi violado tantas vezes que não existe mais da maneira que foi concebido. O problema é que o mercado não tem um ministro da Fazenda para criar expectativas ao entorno, o que eleva a preocupação.

O lado bom é que o Congresso é cada vez mais centrista e direitista, o que evita eventuais aventuras heterodoxas do governo eleito, que precisará convergir para o centro se quiser governar — uma administração centrista ortodoxa, com ministro da Fazenda pró-mercado, como Pérsio Arida, seria uma excelente solução para a crise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil continua sendo um dos poucos mercados emergentes em que a inflação plena e o núcleo estão em constante declínio (acumulado 12 meses). Já fizemos o ajuste monetário e nossos ativos estão baratos. Temos tudo para atrair capital, apesar das perspectivas de crescimento fraco no ano que vem.

Os principais desafios futuros são a reforma tributária e a sustentabilidade fiscal. Espero que a recente turbulência do mercado continue até que Lula nomeie seu ministro da Fazenda, o que deverá acontecer nas próximas semanas. Até lá, os investidores locais devem permanecer cautelosos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar