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O Ibovespa terminou o dia em baixa, aos 111.591 pontos. O dólar interrompeu a sequência de baixas e fechou a R$ 5,10
Antes mesmo da abertura das cortinas já dava para perceber que o coreógrafo do espetáculo havia pensado em cada detalhe. Todos os movimentos foram muito bem ensaiados durante meses, ou até mesmo anos.
Primeiro, uma transmissão em rede nacional com uma declaração de guerra ao país vizinho e uma ameaça aos que tentassem interferir. Depois, explosões, que foram transmitidas ao vivo pelas câmeras de centenas de emissoras internacionais posicionadas para assistir tudo de camarote.
Ainda nas primeiras horas da madrugada, o mercado financeiro global seguiu os passos do ballet de Vladimir Putin em ritmo conhecido e familiar, com referências claras aos tempos mais gloriosos da União Soviética. Enquanto as tropas russas iniciavam sua ofensiva em território ucraniano, os índices futuros em Wall Street e as bolsas asiáticas amargavam uma queda brusca.
O petróleo disparou para além dos US$ 100 e o ouro – tradicional reserva de valor em tempos de crise – atingiu máxima em mais de um ano. O banho de sangue nos mercados globais parecia inevitável e indicava a proximidade do clímax do primeiro ato, mas, de forma inesperada e quase surpreendente, a música mudou e o ballet seguiu um novo coreógrafo – Joe Biden.
O Ibovespa, que chegou a perder mais de três mil pontos, encerrou o dia com uma queda de “apenas” 0,37%, aos 111.591 pontos. O dólar à vista disparou em direção aos R$ 5,16, mas reduziu os ganhos para encerrar a sessão em alta de 2,02%, a R$ 5,1052.
As bolsas americanas foram além e fecharam o dia com avanços expressivos – o Nasdaq subiu 3,34%, o S&P 500 avançou 1,50% e o Dow Jones teve alta de 0,28%.
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Ainda que estejamos nos primeiros momentos dessa nova dança, é possível prever onde o novo coreógrafo quer chegar: o estrangulamento completo do sistema financeiro russo, impedindo que a guerra se espalhe para outros países e fazendo com que a Rússia e sua elite se tornem incapazes de financiar ações militares.
A resposta rápida da mudança de direção dos mercados não agradou a todos os analistas na plateia – ainda é cedo para dizer se essa reviravolta também não foi exaustivamente ensaiada pelos bailarinos russos e se, no final, todos apenas acompanham o imaginado por Putin.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
AVERSÃO A RISCO
O que esperar do dólar e da bolsa com o ataque da Rússia à Ucrânia e o que os grandes investidores estão fazendo agora. Alta da moeda americana em relação ao real pode ter prazo curto, já que fundamentos que provocaram queda recente continuam valendo, diz gestor.
GUERRA DE PREÇOS
A guerra Rússia x Ucrânia mexe com o preço dos alimentos — e pressiona BRF (BRFS3), JBS (JBSS3) e outras ações da B3. Os países em guerra são importantes exportadores de trigo e milho, insumos essenciais para empresas como JBS (JBSS3), BRF (BRFS3) e Ambev (ABEV3).
GUERRA E PAZ
De que lado o Brasil está no conflito entre Rússia e Ucrânia? Itamaraty e autoridades brasileiras se posicionam após invasão. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro esteve em Moscou e chegou a dizer que era solidário ao país liderado por Vladimir Putin.
SAFRA DE RESULTADOS
Petrobras, Ambev, GPA, Azul e TIM: os balanços que movimentaram a bolsa hoje. Uma série de empresas que fazem parte do Ibovespa divulgaram resultados entre a noite de ontem e a manhã desta quinta-feira.
ANÁLISE SD
Na Rede D’Or, a compra da SulAmérica resolve um problema, mas cria muitos outros. Juntas, RDOR3 e SULA11 podem criar um sistema verticalizado de saúde. Mas como fica a relação com outros planos?
IR 2022
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