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Na véspera da divulgação da ata do Fed, se acendeu um sinal de alerta: a alta dos juros pode ser mais rápida do que o esperado e a atividade econômica pode ser mais impactada do que o precificado
O mercado financeiro até consegue se distrair e desviar para outros assuntos e acontecimentos por algum tempo, mas a preocupação com o destino da política monetária adotada pelo Federal Reserve (Fed) está sempre à espreita e pronta para dominar o humor do mercado.
E foi o caso desta quarta-feira (05). O dia amanheceu com ares de azedume com a continuidade do conflito na Ucrânia, as novas sanções previstas para drenar a economia russa e a troca de comando da Petrobras, mas a sessão terminou com um forte sentimento de aversão ao risco e temores sobre os rumos da principal economia do mundo.
As bolsas americanas chegaram a abrir o dia em leve alta, assim como o Ibovespa, mas não sustentaram o ímpeto.
Na véspera da divulgação da ata do Fed, alguns dirigentes conversaram com o mercado e os investidores acenderam um sinal de alerta: tudo indica que não só a alta dos juros pode ser mais rápida do que o esperado como também a atividade econômica pode ser mais impactada do que o precificado.
Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a curva de juros operou em forte alta. O resultado foi uma queda de mais de 2% do Nasdaq e perdas de cerca de 1% para o S&P 500 e Dow Jones.
O Ibovespa caiu 1,95%, aos 118.885 pontos, devolvendo parte da apreciação acumulada no ano. O dólar à vista também voltou a se valorizar frente ao real, com avanço de 1,11%, a R$ 4,6591.
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Embora o resultado destoe consideravelmente do que tem sido 2022 até aqui, Lucas Xavier, analista técnico da Warren Investimentos, acredita que o movimento está longe de ser uma reversão de tendência e sim uma realização de lucros após os ganhos recentes.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
SEU DIA EM CRIPTO
Bitcoin (BTC) supera ajuste e rema o barco em direção aos US$ 47 mil; criptomoedas ainda passam por consolidação de preços. Indicadores internos da blockchain apontam um otimismo cauteloso do mercado em relação às moedas digitais.
RECORDE DE VENDAS
Hora de comprar Multiplan (MULT3)? Ações sobem após prévia operacional do 1T22 — e analistas veem potencial de alta de até 33%. Os consumidores tiraram as máscaras e os escorpiões do bolso nos shoppings da companhia, com vendas recorde para o período.
MAIS UM “PERDÃOZINHO” DA BOLSA
Menos Multilaser (MLAS3)! Empresa ganha aval da B3 para diminuir free float e recomprar ações; entenda o que isso significa. Regra do Novo Mercado exige pelo menos 25% dos papéis em circulação, mas a bolsa permitiu que a companhia opere com apenas 17% em negociação.
QUERIDINHA
A Renner (LREN3) vai completando o seu quebra-cabeças do e-commerce — e os analistas estão gostando do resultado. Varejista anunciou aquisição da empresa de logística Uello, que já era sua prestadora de serviços. Objetivo é melhorar o tempo de entrega.
MÚSICA PARA O BOLSO
Rihanna e três brasileiros aparecem entre os novos bilionários de 2022 da Forbes. A cantora de 34 anos é uma das novidades da lista divulgada nesta terça-feira, com uma fortuna de US$ 1,7 bilhão.
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Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
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