Mercado em 5 Minutos: As bolsas internacionais surfam uma farsa nesta quarta-feira
Ainda que haja um clima mais otimista nos últimos pregões, é bom lembrar que o rali atual pode mudar em breve, à medida que os bancos centrais aumentam as taxas de juros para combater a inflação mais alta em várias décadas

Bom dia, pessoal. Lá fora, as ações na Ásia e no Pacífico encerraram a quarta-feira sem uma única direção, sem conseguir acompanhar um segundo dia de ganhos nos principais índices dos EUA.
Pesa no sentimento dos investidores o fato de que a China deveria divulgar os dados dos preços das casas nesta quarta-feira, mas a divulgação foi adiada, assim como os dados econômicos de ontem, também postergados.
Na Europa, os investidores até tentam empurrar os mercados para cima novamente nesta manhã, após outra alta saudável em Wall Street, impulsionada principalmente por resultados corporativos mais positivos, mas os mercados por lá operam de maneira mista.
Enquanto isso, os futuros americanos enveredam para mais uma alta, pelo menos por enquanto.
Embora haja um clima mais otimista nos últimos pregões, sempre é bom lembrar que o rali atual pode mudar em breve, à medida que os bancos centrais aumentam as taxas de juros, visando combater a inflação mais alta em várias décadas.
O petróleo e o minério de ferro sobem nesta manhã, o que poderia ajudar o desempenho de alguns ativos brasileiros. A ver...
Leia Também
Rota de fuga: investidores repercutem decisão do Fed, balanços, imposto sobre dividendos, formação do governo e paradeiro de Flávio Bolsonaro
Não precisa ser assim: Ibovespa junta os cacos da ressaca eleitoral
00:54 — Os ventos políticos começam a acelerar
Apesar da decisão dos Estados Unidos de liberar novamente milhões de barris das suas reservas estratégicas, o petróleo sobe nesta manhã, o que poderia ser um fator sistêmico positivo para o mercado brasileiro — lá fora, as ADRs da Petrobras sobem no pre-market de Nova York.
Ainda assim, temos acompanhado a dinâmica mais positiva global, impulsionada pela temporada de resultados nos EUA e a mudança de direção no Reino Unido, vetores que mudaram a direção do sentimento dos investidores.
No ambiente local, acompanhamos a agenda política depois que Lula bateu o recorde de audiência de Bolsonaro no podcast Flow e a pesquisa Ipespe mostrou empate técnico entre o petista e o incumbente no limite da margem de erro (estatais surfaram bem uma maior chance de vitória bolsonarista).
O mercado mantém a visão de que Lula é favorito, mas a quase 10 dias do segundo turno, a corrida fica cada vez mais acirrada, conseguindo fazer preço sobre os ativos de risco, tal qual na véspera do primeiro turno.
01:43 — Mais resultados corporativos e o Livro Bege do Fed
Por enquanto, na temporada de resultados dos EUA, os números estão conseguindo surpreender positivamente os investidores, o que dá um gás no mercado.
Se ontem tivemos Goldman Sachs, Johnson & Johnson e Netflix, hoje contamos com Tesla, IBM e Procter & Gamble, entre outros.
Apesar de até agora a temporada de resultados ter sido melhor do que o esperado, vale notar que as expectativas eram historicamente baixas. Ou seja, muitas pessoas já temiam esta temporada de resultados.
Consequentemente, uma parte das revisões dos lucros já tinha acontecido, mesmo que ainda mais revisões estejam na esteira.
De maneira geral, os investidores permanecem inconstantes, prontos para derrubar as ações a qualquer momento.
Seguimos com a temporada hoje, enquanto esperamos a divulgação do Livro Bege do Fed, que mostra as condições econômicas atuais entre seus 12 distritos — novidades sobre a percepção de recessão serão sentidas.
02:26 — A inflação britânica
Enquanto a primeira-ministra Liz Truss, do Reino Unido, luta para se manter no cargo, apesar da resistência geral, o mercado acompanha os dados de inflação britânica.
Tendo vindo levemente acima do esperado, acelerando frente ao mês anterior, os preços registraram alta de mais de 10% na comparação anual.
Vale destacar que, assim como acontece no Brasil e nos EUA, as taxas de inflação caíram onde os gastos do consumidor enfraqueceram (bens duráveis, como carros usados e eletrônicos, estão em território de desinflação ou deflação).
Ao mesmo tempo, os preços dos alimentos foram, por outro lado, um grande impulsionador da inflação.
03:06 — Problemas nos rios navegáveis
Os níveis das hidrovias estão em patamares historicamente baixos.
É o caso do Mississipi, nos EUA, que lembra os problemas vistos no rio Reno na Europa e no Yangtze na Ásia, à medida que anos de seca severa produzem efeitos prejudiciais em todo o mundo.
O rio Mississippi é uma rota de transporte crítica, especialmente para agricultores e comerciantes de commodities, e os níveis mais baixos de água estão impactando o transporte — estima-se que o rio normalmente transporta cerca de 60% das exportações de milho e soja dos Estados Unidos.
Consequentemente, muitos agricultores estão jogando fora suas colheitas em vez de colher agora, na esperança de melhores condições que ainda podem levar semanas.
Afinal, as empresas não estão carregando tanta carga nos navios (por conta do nível, as autoridades reduziram o tamanho das embarcações, o que compromete a capacidade de transporte em até 38%).
Impactos econômicos devem ser refletidos no quarto trimestre.
04:10 — E o ouro?
Quando o dólar se fortalece, o ouro perde parte de seu brilho. Da máxima recente em março, acima de US$ 2 mil por onça, o metal já caiu quase 20%.
A partir de agora, porém, com a potencial queda das expectativas de inflação, o ouro pode voltar a ter uma performance mais confortável.
Veja, em geral, a demanda pelo metal amarelo depende principalmente dos movimentos da moeda americana, das taxas de juros reais e das commodities.
Como o ouro não tem yield, acaba tendo uma forte relação tradicional com os rendimentos reais dos títulos; isto é, quando os rendimentos reais são negativos, como muitas vezes têm sido na última década, isso torna o ouro mais atraente e vice-versa.
Normalmente, há um modelo de quatro fatores: taxas reais de 10 anos dos EUA, índice do dólar, preços do petróleo e volatilidade de ativos cruzados. Tal modelo pode explicar a maioria dos movimentos de preços do ouro.
No patamar atual, considerando que boa parte do ajuste na curva de juros já foi feita, poderia ser eventualmente um bom momento para se posicionar para quem ainda não tem um pouco na carteira (estruturalmente, sempre é bom ter um pouco de ouro).
Vale conferir o Vitreo Ouro, nosso veículo dolarizado de exposição no metal.
SEXTOU COM O RUY
A bolsa tem bons motivos para continuar subindo, mas a WEG (WEGE3) serve como alerta
23 de outubro de 2026 - 6:03O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Uma nova aposentadoria complementar: novas pesquisas eleitorais e início da temporada de balanços movimentam os mercados
22 de outubro de 2026 - 8:27EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: Na média, continua tudo meio igual
21 de outubro de 2026 - 20:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Um passo de cada vez: início da temporada de balanços e pesquisa Quaest mexem com os mercados hoje
21 de outubro de 2026 - 8:44O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O joio, o trigo e os inadimplentes: eleições, temporada de balanços, revolta na França e petróleo em alta movimentam os mercados hoje
20 de outubro de 2026 - 8:23INSIGTHS ASSIMÉTRICOS
Protestos na França: quando a dívida cobra a conta das economias desenvolvidas
20 de outubro de 2026 - 7:33O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Temporada de balanços do 3T26, visão de dono para empreender e eleições: o que movimenta os mercados hoje
19 de outubro de 2026 - 8:28VISÃO DE DONO
Antes de abrir uma empresa, experimente um estágio de dono
19 de outubro de 2026 - 6:45PLANO A
Caça às bruxas: os fundos de previdência caros e pouco rentáveis que nós não recomendamos
18 de outubro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Em busca do eletroposto mais próximo e das ações que vão se dar bem na temporada de balanços; veja o que mexe com seu bolso hoje
16 de outubro de 2026 - 8:16SEXTOU COM O RUY
A bolsa subiu na expectativa, mas a realidade segue difícil. O que esperar da temporada de resultados?
16 de outubro de 2026 - 7:05O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A volta do fantasma dos distratos, o peso dos juros para o desempenho da bolsa e tudo o que mexe com o seu bolso hoje
15 de outubro de 2026 - 8:35EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: O empurrão que faltava para o Novo Keynesianismo
14 de outubro de 2026 - 19:45O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Brasileiros à prova da teoria financeira, ‘Pix MEI’, o renascimento do Magalu e o que mais mexe com o seu bolso hoje
14 de outubro de 2026 - 8:28O MELHOR DO SEU DINHEIRO
As propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para as PMES, o sumiço das LCIs e LCAs que pagavam 95% e o que agita os mercados hoje
13 de outubro de 2026 - 8:19O MELHOR DO SEU DINHEIRO
É o fim dos aplicativos de banco? Os gerentes de IA e as notícias mais importantes para o seu bolso neste feriado
12 de outubro de 2026 - 8:01TRILHAS DE CARREIRA
Ter lado sem perder o eixo: o que está em jogo no trabalho quando você se posiciona politicamente em tempo de eleição
11 de outubro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A conta que você não pode atrasar, os encantos da China e o que mais mexe com seu bolso hoje
9 de outubro de 2026 - 8:47O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A guerra do delivery pelo seu restaurante, o fim do ‘aceita VR?’ e o que esperar dos mercados hoje
8 de outubro de 2026 - 8:54EXILE ON WALL STREET