O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Já existe uma proposta de Reforma Tributária que prevê uma taxação de 10% sobre os dividendos — ou seja, uma ação que “rende” 10% menos tende a valer 10% menos também, mas há outras formas de gerar valor; saiba quais
Independente se você é de esquerda, direita, centro-esquerda, centro-direita, direita-esquerda, ou vice-versa, uma coisa parece certa nesta reta final da corrida eleitoral: os seus dividendos devem começar a ser tributados, e não deve demorar muito.
Mas como isso pode afetar os seus investimentos? Será que não vai mais fazer sentido investir em ações que distribuem os seus lucros para os acionistas nos próximos anos?
Com tantos auxílios distribuídos nos últimos anos e, mais recentemente, a isenção de impostos sobre vários produtos, a necessidade de arrecadação da União só aumentou.
Naturalmente, os dividendos, hoje isentos, passaram a ser o alvo principal de mudanças para sanar o problema.
Você pode concordar ou discordar dessa medida, mas a verdade é que o Brasil é um dos poucos países no mundo que não taxam os dividendos. Cedo ou tarde, seria natural que isso mudasse em algum momento.
Na verdade, já existe uma proposta de Reforma Tributária em andamento. Ela começou propondo uma taxação de 20% sobre os dividendos, mas foi sendo modificada até que esse número caísse para 10%.
Leia Também
Em tese, isso tenderia a reduzir em 10% os dividendos líquidos recebidos pelo acionista, o que naturalmente não é boa notícia. Uma ação que "rende" 10% menos tende a valer 10% menos também, já que o mercado se ajusta.
Mas há uma série de nuances a se considerar aqui. A primeira delas é uma mudança na estratégia de utilização dos lucros pelas empresas.
Sem a isenção dos dividendos, elas tendem a buscar outras formas de gerar valor aos seus acionistas. Por exemplo, elas podem utilizar os lucros anuais para recomprar mais ações, reduzir o número de ações em circulação, e aumentar o valor intrínseco delas.
Por exemplo, se uma empresa tem 1.000 ações em circulação, cada uma avaliada em R$ 10, se ela recompra 100 ações, cada uma das 900 restantes deveriam passar a valer R$ 11.
Ou seja, uma eventual redução de dividendos poderia acabar sendo mais do que compensada pelo ganho de capital.
Mas as nuances vão além. Antes da tributação dos dividendos, a proposta como está hoje prevê uma redução da alíquota do imposto sobre o lucro das empresas.
Ou seja, as empresas passariam a lucrar mais a partir da mudança e poderiam distribuir dividendos brutos maiores também, o que amenizaria os efeitos da tributação.
Num exemplo bastante simplista, uma tributação de 10% nos dividendos combinada com a redução da alíquota de imposto sobre o lucro das empresas de 34% para 30% resultaria em uma queda de apenas 4,5% nos dividendos. Ruim, mas não é o fim do mundo.

Além disso, é sempre importante lembrar que a redução da carga tributária e lucros maiores podem levar as companhias a investirem mais, o que poderia gerar ainda mais lucros e dividendos à frente.
Dado que o projeto em discussão hoje (descrito no exemplo acima) foi proposto pela própria equipe econômica de Jair Bolsonaro, entendemos que se o candidato for reeleito não teremos grandes impactos para os investidores em dividendos.
O grande receio neste momento parece residir sobre o risco das tributações em um possível governo Lula. O candidato do PT já disse que também pretende taxar os dividendos, mas ainda não explicou como nem quanto.
Mas depois da entrevista que o Seu Dinheiro fez com Guilherme Mello, assessor econômico da campanha do petista, os amantes de dividendos também não têm muito com o que se preocupar, especialmente os investidores pequenos, já que a intenção é uma taxação progressiva.
Nas palavras de Mello: "a tributação de lucros e dividendos precisa sim ser analisada e é uma possibilidade real e efetiva, que precisa ser estudada junto com a tributação da empresa [na pessoa jurídica]. Até porque a alíquota efetiva total do capital não pode ser muito maior do que o que se pratica no resto do mundo, para o país não acabar perdendo investimentos."
Ao que tudo indica, a proposta do petista também seria de um modelo que tenderia a compensar o aumento da tributação dos dividendos com uma redução da alíquota de imposto sobre as empresas.
Ou seja, por ora, não vemos o risco de que a reforma tributária transforme vacas leiteiras em bezerras. É claro que podemos ter uma pequena redução dos dividendos, mas já vimos que há contrapartidas que podem até aumentar a saúde financeira, os lucros e os dividendos no longo prazo.
Sendo assim, seguimos confortáveis com as nossas ações na série Vacas Leiteiras, e veríamos qualquer queda exagerada por conta de um anúncio de tributação nas circunstâncias mencionadas como uma boa oportunidade de compra.

Um grande abraço e até a semana que vem!
Ruy
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje