O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A tradicional estratégia de comprar na baixa e vender na alta é o processo oposto à criação de riqueza a longo prazo
Conta-se uma anedota sobre certa conversa entre Jeff Bezos e Warren Buffett. Discorre a história que Bezos disse a Buffett: “Você é um dos homens mais ricos do mundo e, ao mesmo tempo, tem uma filosofia de investimento simples. Por que o mundo inteiro simplesmente não seguiu isso?” Ao que Buffett respondeu: “Porque ninguém quer ficar rico devagar”.
A vida útil de um investidor passa, inevitavelmente, por bull e bear markets, os quais envolvem inversões constantes entre euforia e depressão. Dificilmente ficamos dentro da racionalidade por muito tempo: a natureza humana e, portanto, a dos mercados também, insiste no pêndulo eterno entre entusiasmo e melancolia.
No bull market, você verá tudo subindo e, humanos que somos, terá vontade de investir em tudo. Até que virão, inevitavelmente, os bear markets, em que verá quase tudo caindo e, humanos que somos novamente, terá vontade de vender. É tentador investir quando você vê uma telinha verde, ou resgatar quando vê uma vermelha.
O ponto é que, se você seguir esses instintos de forma consistente — comprar na alta e vender na baixa — destruirá riqueza de uma forma incrivelmente rápida. Afinal, o investidor somente captura os retornos a partir do ponto de entrada. O que está atrás dele já foi capturado pelos que estavam comprados antes.
A criação de riqueza no longo prazo está justamente no processo oposto ao sugerido pelos nossos instintos. Idealmente, vendemos na alta, mas, principalmente, compramos na baixa. É verdade, entretanto, ser difícil demarcar com exatidão as zonas de alta e de baixa antes que elas se desenvolvam completamente.
Muito menos definir os pontos ótimos de entrada e de saída, que seriam, respectivamente, o vale e o pico. Todavia, é possível desconfiar, a partir de alguns sinais, quando estamos em uma zona vendedora (de alta) ou compradora (de baixa).
Leia Também
Como investidor, você controla pouquíssimos fatores que compõem sua rentabilidade, mas um deles é, certamente, o seu preço de entrada. E é em momentos como o atual, de um bear market iniciado há quase um ano, que a variável preço de entrada fica interessante.
É impossível dizer por quanto tempo ficaremos nessa zona compradora até que outro bull market se forme novamente. Mas, inegavelmente, os preços estão numa zona difícil de ignorar: o preço/lucro (P/L) agregado do Ibovespa está em 6,2 vezes, versus uma média histórica de 12 vezes.
Em momentos como este, o melhor a fazer é estar posicionado e esperar. Mais nada. E, assim, percebemos o quão difícil pode ser o simples ato de aguardar. Parece fora da nossa natureza. Somos programados para a ação, para o movimento. Esperar é chato, agoniante. Desconfortável.
Há, entretanto, formas de driblar esse desconforto. Gosto bastante de um truque contra esse nosso ímpeto de agir na hora errada: manter o hábito de aportar mensalmente nos nossos investimentos.
Mantenha sua estratégia de alocação inicial, que respeita sua tolerância ao risco e seu momento de vida, e injete sua poupança mensal nessa estratégia. Faço isso há quase dez anos e, se tiver saúde, continuarei a fazer por mais algumas décadas. (Não está sendo nem um pouco agradável também esperar com perdas. Mas sigo persistindo.)
Um outro hábito para a criação de riqueza a longo prazo — esse, a evitar — é checar diariamente as cotações dos ativos em que investe. Isso vai te dar a sensação de estar trabalhando para seu dinheiro render mais, somente para te induzir a apertar o botão da venda na hora errada e, com isso, produzir perdas permanentes de capital. Garanto também que sua saúde não tem tendência a melhorar nesse processo.
É o dinheiro que deve trabalhar para você, e não o contrário. Dê tempo para que o dinheiro se ocupe. Volte depois de algum tempo para checar como as coisas estão. E deixe o monitoramento diário para os profissionais que você paga para fazerem isso, como nós. Permanecemos aqui, dia e noite, com a missão de levar as melhores recomendações de investimentos a você.
Se continuar aportando através das altas e baixas, de forma disciplinada e consistente, é preciso acontecer uma catástrofe muito, muito grande para que você não fique rico (ou rica) — depois de alguns anos.
Mas, infelizmente, ninguém quer ficar rico devagar.
Um abraço,
Larissa
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje
Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência