Ninguém quer ficar rico devagar: Por que os ensinamentos de Warren Buffett fazem tanto sentido?
A tradicional estratégia de comprar na baixa e vender na alta é o processo oposto à criação de riqueza a longo prazo
Conta-se uma anedota sobre certa conversa entre Jeff Bezos e Warren Buffett. Discorre a história que Bezos disse a Buffett: “Você é um dos homens mais ricos do mundo e, ao mesmo tempo, tem uma filosofia de investimento simples. Por que o mundo inteiro simplesmente não seguiu isso?” Ao que Buffett respondeu: “Porque ninguém quer ficar rico devagar”.
A vida útil de um investidor passa, inevitavelmente, por bull e bear markets, os quais envolvem inversões constantes entre euforia e depressão. Dificilmente ficamos dentro da racionalidade por muito tempo: a natureza humana e, portanto, a dos mercados também, insiste no pêndulo eterno entre entusiasmo e melancolia.
No bull market, você verá tudo subindo e, humanos que somos, terá vontade de investir em tudo. Até que virão, inevitavelmente, os bear markets, em que verá quase tudo caindo e, humanos que somos novamente, terá vontade de vender. É tentador investir quando você vê uma telinha verde, ou resgatar quando vê uma vermelha.
O ponto é que, se você seguir esses instintos de forma consistente — comprar na alta e vender na baixa — destruirá riqueza de uma forma incrivelmente rápida. Afinal, o investidor somente captura os retornos a partir do ponto de entrada. O que está atrás dele já foi capturado pelos que estavam comprados antes.
Riqueza a longo prazo
A criação de riqueza no longo prazo está justamente no processo oposto ao sugerido pelos nossos instintos. Idealmente, vendemos na alta, mas, principalmente, compramos na baixa. É verdade, entretanto, ser difícil demarcar com exatidão as zonas de alta e de baixa antes que elas se desenvolvam completamente.
Muito menos definir os pontos ótimos de entrada e de saída, que seriam, respectivamente, o vale e o pico. Todavia, é possível desconfiar, a partir de alguns sinais, quando estamos em uma zona vendedora (de alta) ou compradora (de baixa).
Leia Também
Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão
A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje
Como investidor, você controla pouquíssimos fatores que compõem sua rentabilidade, mas um deles é, certamente, o seu preço de entrada. E é em momentos como o atual, de um bear market iniciado há quase um ano, que a variável preço de entrada fica interessante.
- RELATÓRIO GRATUITO: Por que o Felipe Miranda está vendido em Nubank e comprado neste bancão
Driblando a espera
É impossível dizer por quanto tempo ficaremos nessa zona compradora até que outro bull market se forme novamente. Mas, inegavelmente, os preços estão numa zona difícil de ignorar: o preço/lucro (P/L) agregado do Ibovespa está em 6,2 vezes, versus uma média histórica de 12 vezes.
Em momentos como este, o melhor a fazer é estar posicionado e esperar. Mais nada. E, assim, percebemos o quão difícil pode ser o simples ato de aguardar. Parece fora da nossa natureza. Somos programados para a ação, para o movimento. Esperar é chato, agoniante. Desconfortável.
Há, entretanto, formas de driblar esse desconforto. Gosto bastante de um truque contra esse nosso ímpeto de agir na hora errada: manter o hábito de aportar mensalmente nos nossos investimentos.
Mantenha sua estratégia de alocação inicial, que respeita sua tolerância ao risco e seu momento de vida, e injete sua poupança mensal nessa estratégia. Faço isso há quase dez anos e, se tiver saúde, continuarei a fazer por mais algumas décadas. (Não está sendo nem um pouco agradável também esperar com perdas. Mas sigo persistindo.)
Deixe o dinheiro trabalhar
Um outro hábito para a criação de riqueza a longo prazo — esse, a evitar — é checar diariamente as cotações dos ativos em que investe. Isso vai te dar a sensação de estar trabalhando para seu dinheiro render mais, somente para te induzir a apertar o botão da venda na hora errada e, com isso, produzir perdas permanentes de capital. Garanto também que sua saúde não tem tendência a melhorar nesse processo.
É o dinheiro que deve trabalhar para você, e não o contrário. Dê tempo para que o dinheiro se ocupe. Volte depois de algum tempo para checar como as coisas estão. E deixe o monitoramento diário para os profissionais que você paga para fazerem isso, como nós. Permanecemos aqui, dia e noite, com a missão de levar as melhores recomendações de investimentos a você.
Se continuar aportando através das altas e baixas, de forma disciplinada e consistente, é preciso acontecer uma catástrofe muito, muito grande para que você não fique rico (ou rica) — depois de alguns anos.
Mas, infelizmente, ninguém quer ficar rico devagar.
Um abraço,
Larissa
FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
Tony Volpon: Uma economia global de opostos
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora
A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso
As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje
Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você
Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…
Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições
Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje
Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria
As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA
Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?
Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026
Felipe Miranda: Uma visão de Brasil, por Daniel Goldberg
O fundador da Lumina Capital participou de um dos episódios de ‘Hello, Brasil!’ e faz um diagnóstico da realidade brasileira
Dividendos em 2026, empresas encrencadas e agenda da semana: veja tudo que mexe com seu bolso hoje
O Seu Dinheiro traz um levantamento do enorme volume de dividendos pagos pelas empresas neste ano e diz o que esperar para os proventos em 2026
Como enterrar um projeto: você já fez a lista do que vai abandonar em 2025?
Talvez você ou sua empresa já tenham sua lista de metas para 2026. Mas você já fez a lista do que vai abandonar em 2025?