O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Entenda como escolher certo as ações para investir bem em um cenário de juros altos, inflação elevada e dólar enfraquecido
A Bolsa brasileira teve um ótimo janeiro. No mês, o Ibovespa subiu 7%, maior alta desde dezembro de 2020.
O investidor afobado já pularia para a conclusão de que agora é a vez da nossa Bolsa e sairia comprando tudo a torto e a direito.
Se você entrar nos ativos errados, provavelmente perderá dinheiro, independentemente do momento macroeconômico.
A alta de janeiro tem algumas explicações.
A primeira é a enxurrada de capital estrangeiro: foram US$ 4,5 bilhões injetados na B3 no mês, um terço do que entrou no ano passado inteiro.
A segunda é um movimento de compras de oportunidade, dado que a Bolsa brasileira, já precificando a alta de juros aqui, ficou barata demais.
Leia Também
Um símbolo dessa segunda explicação foi a abertura da Dynamo para captação nos últimos dias, com esgotamento da capacidade reservada a cotistas atuais em menos de três minutos.
Antes dessa abertura, a última havia sido no final de março de 2020, um belo momento para comprar Bolsa brasileira.
Por outro lado, o fluxo estrangeiro enfraqueceu o dólar no mês, o que penalizou um pouco algumas exportadoras.
Ainda assim, a temática que observamos nos últimos seis meses, de saída das empresas de crescimento em direção às de valor, se manteve: as ações irracionalmente caras caíram mais que o Ibovespa; as baratas, subiram mais.
B3, cuja cotação havia sido duramente penalizada pela alta dos juros, subiu 32% no mês, a maior alta do índice. Bradesco, o banco mais barato dentre os grandes privados, subiu 19%.
A baixa mais intensa, por outro lado, foi Locaweb, que negociava a múltiplos (muito) ricos e viu sua cotação cair 22% no mês. Alpargatas, a mais cara do varejo de moda brasileiro, derreteu 21%.
Ainda assim, as empresas penalizadas no mês continuam caras. Locaweb negocia a mais de 5.000 vezes seu lucro projetado para os próximos 12 meses (sim, cinco mil). Alpargatas, a mais de 15 vezes o Ebitda estimado para este ano.
O prognóstico para a trajetória dos juros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, tende a reforçar essa dinâmica nos próximos meses.
A inflação brasileira, cujos dados têm persistentemente indicado um estouro cada vez maior da meta de preços, não deve dar trégua para a Selic.
O nosso Banco Central, cujo principal objetivo é atingir a meta de inflação, é (corretamente) implacável no seu dever, o que significa que o ciclo de aperto monetário deve extrapolar 2022.
Isso significa mais altas da Selic a perder de vista.
Já o Fed (banco central americano), também vendo os preços subirem demais na sua economia, sinalizou que deve seguir o mesmo caminho.
A última reunião do Fomc (espécie de Copom americano) eliminou as últimas dúvidas que ainda haviam: os dirigentes da instituição disseram que os juros devem subir “em breve”, possivelmente já na próxima reunião.
Juro mais alto significa custo de oportunidade maior para o investidor, que tende a continuar cada vez mais seletivo com os nomes que escolhe para compor sua carteira.
Esse fluxo, então, perpetua a dinâmica de rotação: menos “growth” e mais “value”.
Essa conjuntura, embora trágica para determinadas ações, abre uma miríade de oportunidades para o investidor de Bolsa.
“It’s value time”, hora de comprar empresas baratas.
Também, há oportunidades interessantes para construir posições vendidas, mas escolhidas a dedo, uma estratégia que tem rendido seus frutos na Carteira Empiricus.
Essa última tática deve ser usada somente por aqueles que têm estômago para aguentar a volatilidade.
A seletividade, como sempre foi, continua sendo uma das melhores aliadas do investidor.
Compre o papel de valor errado e verá seu patrimônio ruir; venda a empresa merecidamente cara, idem.
A pesquisa com lupa é um dever inescapável do investidor, do contrário, qual seria a diferença entre investir em ações e gastar num cassino? Em ambos os casos, sua chance de perder dinheiro é altíssima.
Infelizmente, o dono do cassino está sempre contra você — e qualquer paralelo com o mercado não é mera coincidência. É preciso trabalho e diligência para fazer as boas jogadas.
Se tem uma mensagem que eu gostaria que você levasse com você hoje, é esta: “It’s value time, baby”. Aproveite as oportunidades.
Um abraço,
Larissa
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje
Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje