O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Suzano Ventures deve investir em até 35 startups, em estágios pré-seed, seed e Série A; a empresa quer se transformar em uma plataforma global no ecossistema de inovação e sustentabilidade
De onde virá a próxima inovação que pode acabar com o meu negócio? De olho na rápida transformação do mercado, a gigante de papel e celulose Suzano (SUZB3) anunciou um fundo de US$ 70 milhões (R$ 360 milhões no câmbio atual) para investir em startups.
Essa é uma estratégia que vem sendo adotada por uma série de grandes empresas, como Vale (VALE3) e Via (VIIA3), e ganhou até um nome: Corporate Venture Capital (CVC).
Investir em um ecossistema próprio em busca de expansão das atividades também pode ser uma saída para enfrentar a tempestade de alta de juros, crescente inflação e baixa liquidez no mercado.
Mas o que levou especificamente a Suzano a embarcar na onda das startups? Eu conversei com Julio Ramundo, diretor de negócios de carbono e corporate venture da companhia, que me contou os planos para a área.
O CVC Suzano Ventures investirá estrategicamente em empresas em diferentes estágios de desenvolvimento, com foco em iniciativas de sustentabilidade e projetos de inovação.
O objetivo é tornar a companhia uma plataforma global no estímulo do empreendedorismo e da bioeconomia com base na floresta plantada, diz Ramundo.
Leia Também
A Suzano acredita que a tecnologia das startups pode ajudar a companhia na meta de substituir o plástico por fibras de celulose até 2030, seguindo a política ESG (sigla em inglês para meio ambiente, sustentabilidade e governança).
Os olhos da Suzano, porém, não estão unicamente no Brasil. Uma parte relevante dos recursos do CVC inclusive deve ser destinada a startups na América do Norte e em Israel, além da Europa — regiões onde a empresa possui centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D).
“A gente espera alavancar a competência de P&D da Suzano para produzir novas rotas de tecnologia e negócios”.
O processo de alta global das taxas de juros colocou em xeque o investimento em startups, mas não deve atrapalhar os planos da Suzano na iniciativa de Corporate Venture Capital, segundo o diretor.
“As grandes corporações criam fundos de capital de risco por muitas motivações estratégicas. […] A despeito da movimentação da taxa de juros, as empresas têm o compromisso de investir em inovação a partir de aportes em startups do ecossistema”, afirma.
Ramundo não mencionou nomes específicos de empresas que podem ser alvo de aquisição. Como plataforma global, a Suzano tem planos de expandir os negócios em quatro verticais:
Segundo o executivo, o pilar de agritech — que corresponde às empresas que desenvolvem tecnologia voltada para a agricultura — é o que deve receber mais investimentos aqui no Brasil.
O lançamento da plataforma não foi a primeira investida da Suzano em startups. A empresa de papel e celulose investiu cerca de € 5 milhões, em 2017, na fábrica de fibra celulósica Spinnova. Após rodadas seguidas de aportes complementares até 2021, a empresa finlandesa abriu capital avaliada em € 390 milhões.
Ainda neste ano, a Suzano vai criar uma joint venture com Spinnova, que segundo Julio Ramundo, é o “exemplo perfeito” do que a gigante de celulose espera da investida em venture capital.
Os US$ 70 milhões iniciais do venture capital devem ser investidos em até 35 startups, sendo entre 10 e 15 em estágio pré-seed e até 20 startups nos estágios seed e Série A, nos próximos cinco anos.
Em geral, a Suzano Ventures deve destinar cerca de US$ 500 mil para empresas em estágio inicial (pré-seed) e alocar aportes entre US$ 1,5 milhão e US$ 15 milhões em startups em estágios seed (em desenvolvimento) e Série A, para empresas mais robustas.
Sendo assim, a empresa de celulose terá participações minoritárias nas investidas, variando de 20% a 40% das ações.
Para não permitir a diluição de sua participação em possíveis novas rodadas de investimentos, o executivo destacou a possibilidade de follow-on — novos aportes de recursos nas startups investidas —, “o que vai ser estudado caso a caso”.
Os fundos de venture capital investem em participações em empresas com o objetivo de vendê-las com lucro no futuro. O mesmo pode ocorrer com a Suzano, mas esse não é o único caminho.
Ramundo mencionou pelo menos quatro estratégias possíveis:
Segundo o executivo, não há metas de tempo e nem de número de empresas para a alocação dos US$ 70 milhões do CVC.
No momento, a Suzano deve buscar as startups em dois fluxos: a procura de empresas que buscam investimento — o chamado “fluxo passivo” — e por meio da interação nos ecossistemas, com visitas recorrentes de representantes da empresa.
Além disso, competições e chamadas específicas estão no cronograma da Suzano. Em agosto, por exemplo, deve acontecer o primeiro evento para atrair possíveis investidas.
A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano
Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada
Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio
A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia
Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa
Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026
O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora
Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira
Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance
Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente
A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos
Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos
Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre
O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras
Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo
O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo
A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia
A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões
Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA
Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês