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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Inflação americana surpreende mais uma vez e Ibovespa recua 5% na semana; dólar encosta nos R$ 5

A surpresa com os dados americanos piorou o que já vinha sendo uma semana difícil para o Ibovespa

Jasmine Olga
Jasmine Olga
10 de junho de 2022
18:43 - atualizado às 18:54
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Quem se preparou para uma semana de festa na bolsa levou um bom banho de água fria. A oferta de ações bem sucedida da Eletrobras (ELET3) e alguns números mais amenos da economia brasileira foram combustíveis insuficientes para uma semana positiva na B3. 

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Aliás, combustível foi um dos temas que deixaram os investidores com os cabelos em pé, já que a nova proposta do governo tem potencial para piorar a situação das contas públicas. Essa, no entanto, não foi a surpresa mais desagradável da semana. 

Nesta manhã, a alta dos preços nos Estados Unidos atingiu a maior marca desde 1981, superando as projeções dos analistas tanto na comparação mensal como na anual. 

Com a confirmação de que a inflação ainda está bem longe da meta de 2% do Federal Reserve, mais e mais economistas projetam que a rota traçada pelo BC americano precisará ser alterada – e isso pode ocorrer já na decisão de política monetária da próxima quarta-feira. 

Com o pesadelo ganhando vida, as bolsas em Wall Street tiveram um dia tenebroso. O Nasdaq recuou 3,52%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones tiveram queda de 2,91% e 2,73%, respectivamente. 

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Apesar de movimentar mais de R$ 33 bilhões, o entusiasmo com a privatização da estatal de energia não se refletiu no humor dos investidores e nem no câmbio. Mesmo com grande entrada de dinheiro estrangeiro, o dólar à vista subiu 4,39% na semana. Hoje, a divisa encostou na casa dos R$ 5, mas terminou o dia com um avanço de 1,49%, a R$ 4,9886. 

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Uma reação tímida do setor de commodities na segunda etapa do pregão garantiu uma queda menor para o Ibovespa. O principal índice da bolsa brasileira recuou 1,51%. A queda acumulada na semana foi de 5,06%, a 105.481 pontos. 

Inflação persistente e salgada

Poucos dias antes da próxima reunião do Federal Reserve, a inflação americana voltou a ser um pesadelo para os investidores, com a maior taxa anual desde 1981.

A inflação dos Estados Unidos veio acima do esperado pelos analistas, que previam alta de 0,7%. O departamento de comércio dos EUA registrou avanço de 1,0% nos preços na passagem de maio para abril.Na comparação com os últimos 12 meses, o CPI dos EUA subiu 8,6%, também acima das projeções de 8,3%.

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Ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a leitura da inflação oficial de maio (IPCA). Segundo o IBGE, o índice avançou 0,47%, abaixo da mediana das projeções de 0,60%, colhidas pelo Broadcast.

Com isso, o indicador acumula alta de 11,73% em 12 meses, e 4,78% de alta em 2022.

Apesar das características do número ainda mostrarem uma elevação de preços muito disseminada – principalmente entre o setor de serviços e transporte –, os investidores atenuaram as apostas para a próxima decisão do Copom, que acontece na semana que vem. 

A projeção para a Selic no longo prazo, no entanto, está em revisão pela maior parte das casas de análise. Os palpites se aproximam cada vez mais da casa dos 14%. 

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Sobe e desce do Ibovespa

Com uma semana marcada pela pressão inflacionária global e a aversão ao risco, poucas empresas conseguiram escapar da maré vermelha. 

Na última quarta-feira (08), o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deu uma vitória importante para as operadoras de saúde, com potencial de reduzir custos e a sinistralidade de diversas empresas da bolsa – como Hapvida (HAPV3), Qualicorp (QUAL3) e SulAmérica (SULA11). 

Para o STJ, os planos de saúde não estão obrigados a pagarem por procedimentos que não se encontram no rol listado pela Agência Nacional de Saúde (ANS). 

Agora, o rol passa a ser taxativo. Anteriormente, a lista era considerada apenas exemplificativa. Na prática, isso significa que pacientes que entrarem na justiça buscando amparo dos planos de saúde para doenças e procedimentos não contemplados pelo documento devem ter suas solicitações negadas – principalmente pessoas com doenças raras. 

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A aprovação da medida deu fôlego extra para os papéis das operadoras de saúde nos últimos dias, principalmente para a Qualicorp (QUAL3). Confira as maiores altas da semana:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
QUAL3Qualicorp ONR$ 12,204,01%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,221,36%
JBSS3JBS ONR$ 34,780,14%

Com a inflação em primeiro plano, as empresas de consumo e tecnologia tiveram uma semana para esquecer. A alta dos juros futuros pesou sobre os papéis, que acumularam fortes perdas.

Confira as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
POSI3Positivo Tecnologia ONR$ 6,89-20,25%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 2,90-19,22%
AMER3Americanas S.AR$ 15,22-17,28%
AZUL4Azul PNR$ 15,38-16,37%
CASH3Meliuz ONR$ 1,53-15,00%

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