Esquenta dos mercados: Bolsas internacionais tentam emplacar alta, mesmo com recessão no radar; Ibovespa aguarda ata do BC e acompanha CPI da Petrobras (PETR4)
A busca por barganhas sustenta o bom desempenho dos índices pela manhã, com os investidores à espera das falas de representantes do Federal Reserve pela tarde

As bolsas norte-americanas entraram na chamada zona de bear market na semana passada. Mas, embora a inflação em disparada e o aperto monetário sustentem a tendência de queda, os investidores dão hoje uma pausa na maré vermelha das últimas semanas.
Os índices futuros de Nova York voltam do feriado nos Estados Unidos em forte recuperação, impulsionando os ativos de risco ao redor do mundo. Na Europa, os mercados de ações abriram no azul e a expectativa é de que o otimismo se mantenha até a abertura do Ibovespa.
O fim da sessão na Ásia e Pacífico também foi no campo positivo. O destaque vai para os índices da China continental, com a queda das commodities metálicas pressionando a bolsa de Xangai.
O bom humor dos mercados internacionais é alimentado por comentários do presidente dos Estados, Joe Biden. Na visão do mandatário norte-americano, ainda que exista o risco de recessão nos EUA, ela não seria inevitável.
O comentário de Biden ecoa a visão manifestada por sua secretária de Tesouro, Janet Yellen, no fim de semana.
O presidente norte-americano se manifestou sobre o assunto depois de uma conversa com o economista Larry Summers, secretário do Tesouro dos EUA. Summers tem advertido para o risco de uma recessão iminente.
Leia Também
“Não, eu não acho que esteja”, disse Biden ao ser questionado se os EUA estariam caminhando para uma recessão. "Eu estava conversando com Larry Summers esta manhã e não há nada de inevitável em uma recessão."
O otimismo de hoje nos mercados de ações antecede os testemunhos regulares do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, perante o Congresso dos EUA.
No pregão de ontem (20), o Ibovespa encerrou a sessão em leve alta de 0,03%, a 99.852 pontos. Já o dólar à vista avançou ao maior nível desde fevereiro, com um ganho de 0,81%, a R$ 5,1862.
Confira o que movimenta as bolsas, o Ibovespa e o dólar nesta terça-feira (21):
[captacao]
Ibovespa de olho na ata do BC
Por aqui, o dia começa com a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
O comunicado após a decisão que elevou os juros brasileiros de 12,75% para 13,25% deixou em aberto a próxima alta da Selic. O Copom afirmou apenas que manteria um ajuste "de igual ou menor magnitude" na reunião de agosto.
Sendo assim, os investidores e analistas devem acompanhar a publicação do documento para encontrar maiores pistas sobre os juros locais — e se o ciclo de aperto chegará ao seu fim o quanto antes.
Petrobras pesa na bolsa — mais uma vez
Os debates envolvendo a presidência da estatal seguem a todo vapor. O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e líderes partidários do PL se reunem para instaurar uma CPI da Petrobras.
O movimento perdeu tração ontem após a saída de José Mauro Coelho da presidência da petroleira, o que permitiu, inclusive, uma alta dos papéis PETR3 e PETR4. Além de uma possível CPI, o Congresso e o governo federal devem debater a política de preços com paridade internacional (PPI) da empresa.
Além disso, os representantes dos Poderes devem debater uma mudança na Lei das Estatais, que criou mecanismos para evitar a interferência política nas empresas públicas após o escândalo do "petrolão".
Os três temas devem pressionar a bolsa hoje, com os investidores atentos à quaisquer investidas do governo sobre essas empresas.
Fed indigesto: bolsas tentam reverter perdas
Os índices no exterior buscam reverter as perdas da última semana, a pior do ano até o momento.
O Federal Reserve elevou os juros em 0,75 pontos percentuais em sua mais recente reunião de política monetária. A instituição tenta conter os efeitos da inflação crescente no país, a maior em mais de 40 anos. Essa foi a primeira vez desde 1994 que o Fed fez um aperto desta magnitude.
Por isso, as falas do dirigente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, em eventos ao longo do dia — ao meio-dia, na Nabe, e às 16h30, na Risk Management Association — permanecem em foco hoje.
Recessão, juros e inflação
As três palavras mágicas acima devem permanecer em foco no noticiário pelos próximos meses. O risco de recessão é alto, mas ainda não é absoluto — e é a fagulha de esperança para os investidores em bolsa.
O ciclo de aperto monetário do Fed deve se encerrar quando a inflação voltar para patamares próximos de 3%, de acordo com o BC americano. Para isso, os juros devem fechar o ciclo em torno de 4%.
Atualmente, os juros americanos estão na faixa entre 1,50% a 1,75% ao ano. Ou seja, o Fed deve usar as próximas reuniões para intensificar o aperto, sempre de olho nos índices inflacionários e atividade econômica.
Agenda do dia
- FGV: IPC-S Capitais (8h)
- Banco Central: Ata do Copom (8h)
- Congresso Nacional: Ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, participa de audiência na Câmara sobre privatização da Petrobras e combustíveis (9h)
- Estados Unidos: Fed de Chicago publica o índice de atividade nacional em maio (9h30)
- FGV: Monitor do PIB (10h15)
- Ministério da Economia: Ministro Paulo Guedes e o presidente da República, Jair Bolsonaro, participam da abertura do Fórum Brasil — OCEDE, em Brasília (14h)
- Banco Central: Diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do BC, Fernanda Guardado, participa de painel em evento da OCDE, em Brasília (15h15)
FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus