Bolsas reagem a decisão sobre juros na Europa e proposta de Elon Musk pelo Twitter (TWTR34); Petrobras e reajuste de servidores também estão no radar
Ações do Twitter disparam no pré-mercado em Nova York com proposta do bilionário; balanços nos EUA e juros na Europa devem ditar tom das bolsas hoje

Subir ou não subir os juros? Eis a questão para o Banco Central Europeu (BCE). As bolsas e os mercados financeiros mundo afora aguardam a decisão na manhã desta quinta-feira em compasso de espera.
O Stoxx600, principal índice de ações europeias, subia 0,20% antes do anúncio do BCE. No mesmo horário os futuros de Nova York operavam perto da estabilidade. Já as bolsas asiáticas fecharam em alta.
Mas a grande surpresa do dia — pelo menos por enquanto — vem do front corporativo. O bilionário Elon Musk lançou uma proposta para comprar 100% do Twitter (TWTR34) por US$ 54,20 por ação em dinheiro.
O valor representa um prêmio de 54% sobre o dia anterior ao investimento no empresário no Twitter e de 38% em relação ao dia anterior ao anúncio público do meu investimento. As ações da rede social reagem em forte alta no pré-mercado em Nova York.
Aqui no Brasil, os investidores reagem à confirmação de José Mauro Coelho para a presidência da Petrobras, que deve acontecer hoje depois da aprovação do nome do executivo para o conselho da estatal.
Os mercados também devem ficar de olho nos impactos fiscais da decisão do Jair Bolsonaro decidiu que vai reajustar em 5% os salários de todos os servidores a partir de julho. No pregão de ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,55%, aos 116.781 pontos e o dólar subiu 0,26%, cotado a R$ 4,6887.
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BCE sobre pressão
O Banco Central Europeu (BCE) anuncia a decisão sobre a taxa de juros hoje às 8h45 sob forte pressão. De um lado, a inflação em nível recorde que tira o poder de compra da população do bloco. Do outro, a guerra entre Rússia e Ucrânia e os impactos na economia da região.
Depois que praticamente todos os principais bancos centrais começaram a elevar os juros para conter os preços, o BCE ficou praticamente isolado na postura mais "dovish" — ou seja, mais leniente com a inflação.
Ainda que decida por manter os juros inalterados, a autoridade monetária da Europa deve sinalizar de forma mais clara quando começará o ciclo de alta das taxas, além do fim dos estímulos monetários.
Portanto, além da decisão os investidores nas bolsas mundo afora vão acompanhar de perto a entrevista coletiva seguida de coletiva da presidente do BCE, Christine Lagarde.
[captacao]
Balanços nos EUA, estímulos na China
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a temporada de balanços segue a todo vapor com os resultados dos grandes bancos. Entre os destaques, estão os números do Citi, Goldman Sachs e Morgan Stanley.
As bolsas da Ásia tiveram um dia positivo ainda em reação à alta dos índices em Nova York no dia anterior e também diante da expectativa do anúncio de novos estímulos monetários na China.
O governo chinês pretende reduzir a taxa de compulsório dos bancos para dar fôlego à economia depois de uma nova rodada de lockdowns provocados por surtos da covid-19 no país.
Petrobras e aumento dos servidores
Enquanto as bolsas lá fora reagem aos juros, aqui no Brasil, o Ibovespa deve reagir à indicação de José Mauro Ferreira Coelho para a formação do novo conselho de administração da Petrobras.
A aprovação é uma etapa essencial para o caminho até a presidência da estatal. Com o sinal verde, o nome de Coelho agora será votado pelo próprio CA nesta quinta-feira (14). A posse está prevista para ocorrer no mesmo dia.
Vale a pena ficar de olho também na reação da bolsa à decisão do presidente Jair Bolsonaro de reajustar em 5% os salários de todos os servidores a partir de julho.
O aumento, que teve o aval do ministro da Economia, Paulo Guedes, vai custar R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos em 2022.
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