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A aquisição marca a entrada do Grupo Fleury em Santa Catarina com a estratégia B2C, o modelo de negócio direto ao consumidor

O raio-X é um dos exames mais comuns para avaliar a saúde e aumentar as chances de um diagnóstico e prescrição do remédio corretos. E foi isso que o Fleury (FLRY3) fez: acertou ao comprar mais um laboratório, provocando a reação positiva do mercado.
As ações FLRY3 disputam a liderança do Ibovespa desde o início do pregão desta terça-feira (23), com alta superior a 4%. O remédio, ou melhor, o motivo é o anúncio da aquisição da rede de laboratórios e diagnóstico São Lucas. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
A rede atua em serviços diagnósticos por imagem e análises clínicas, com cinco unidades em Itajaí e Balneário Camboriú em Santa Catarina. O negócio está avaliado em R$ 69,8 milhões.
A aquisição marca a entrada do Grupo Fleury no estado com a estratégia B2C, o modelo de negócio direto ao consumidor. Vale lembrar que a empresa já atuava em B2B (quando o cliente final é uma empresa) nas terras catarinenses com núcleo técnico do Grupo Pardini — cuja conclusão da fusão com Fleury aconteceu há um ano.
Na avaliação do Itaú BBA, a operação é "ligeiramente positiva", mas "muito pequena para causar impacto em uma empresa grande como o Fleury".
Isso porque a receita bruta do São Lucas atingiu R$ de R$ 47,1 milhões nos últimos 12 meses até setembro — o que representa 0,6% da receita total do Fleury no mesmo período.
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Por outro lado, o negócio “fornece mais provas de que o Fleury pode alavancar a sua forte geração de fluxo de caixa e o balanço para apoiar a expansão geográfica e impulsionar o crescimento das receitas”, afirma o analista Vinicius Figueiredo, do Itaú BBA.
Já o BTG Pactual destaca que essa é a primeira operação de fusão e aquisição (M&A) da empresa de saúde desde outubro de 2022.
Os analistas do banco também vêem a entrada da marca no mercado catarinense como uma expansão significativa para a empresa — o que pode fortalecer a estratégia ‘chamada Fleury de crescimento’.
Por outro lado, a operação levanta a questão se há movimentos como esse por vir, “o que pode sugerir a desaceleração do fluxo de dividendos neste ano”, na visão dos analistas Samuel Alves e Yan Cesquim, do BTG.
Depois do anúncio do negócio, o Goldman Sachs elevou a recomendação das ações do Fleury de neutra para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 18 para R$ 19 — o que representa uma potencial valorização de 36% em relação ao fechamento de segunda-feira (22).
Para o banco, o Fleury parece bem posicionado em uma perspectiva de desalavancagem — redução do endividamento — entre os fornecedores de hospitais, no movimento contrário ao do segmento, que está com capital de giro mais pressionado dada a elevada sinistralidade de planos de saúde (MLR).
"Embora a falta de catalisadores operacionais no curto prazo continue sendo um ponto a ser monitorado na tese, acreditamos que o Fleury apresenta não apenas um valuation convincente (entre 12 e 10 vezes o preço por lucro esperado para 2024/2025) para cobrir esses riscos, mas os retornos totais também parecem atraentes no médio prazo (hipoteticamente, rendimento de dividendos de 8% a 10% em 2024/2025 se assumirmos uma taxa de pagamento de 100%)", afirmam os analistas Gustavo Miele e Emerson Vieira.
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