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Investidor, cuidado para não entrar nas “piscinas de atenção” das ações e acabar se afogando; entenda

21 de outubro de 2021
11:17
Trampolim em piscina
Cuidado com as piscinas de atenção da bolsa, risco de afogamento - Imagem: Shutterstock

Existem hoje cerca de 450 empresas negociando ações na Bolsa brasileira, e a lista vai crescendo com os ciclos de IPOs.

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Estimativas para fim de 2025 dão conta de uma gôndola com 3 mil empresas oferecidas a 5 milhões de CPFs cadastrados.

Se para uma equipe de research formada por 40 analistas já é difícil de acompanhar as idiossincrasias de cada ticker, imagine o esforço demandado de um investidor pessoa física.

Simplesmente não há como dominar sozinho um universo de centenas de ações. E temos dificuldade de fazer escolhas diante do excesso de alternativas.

Conversei ontem sobre isso com o Professor Terrance Odean, um dos ilustres convidados do nosso evento de aniversário, agendado para a segunda semana de novembro.

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Depois de trazermos Daniel Kahneman e Richard Thaler, completaremos neste ano a Trindade das Finanças Comportamentais em nossas celebrações anuais.

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No famoso estudo All that Glitters, Terry Odean investigou pela primeira vez os efeitos das "piscinas de atenção" nas compras e vendas de ativos de renda variável.

Em vez de gastar tempo e suor nadando em águas profundas, é muito mais cômodo fazer hidroginástica nas águas rasas das piscinas de atenção.

O que são as piscinas de atenção

Sem fôlego para nadar na imensidão do Oceano Atlântico (só a Bia consegue), investidores desprovidos de brânquias se contentam em mergulhar rapidamente nas piscinas de atenção formadas dentro do mercado. Elas são abastecidas basicamente por três fontes:

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  • Ações que aparecem em destaque nos jornais e nas redes sociais;
  • Ações que negociam sob volume muito acima de sua média histórica;
  • Ações com retornos diários excepcionais, para cima ou para baixo.

Naturalmente, esses três tipos de situação atraem o interesse da massa de investidores de uma maneira desproporcional, povoando salas de fóruns e ditando trending topics no Twitter.

É um ecossistema em que predomina a lei do menor esforço: são admiradas apenas as peças que aparecem em relevo na vitrine.

Mas a preguiça cognitiva custa caro, não poderia ser diferente

Alguns dos destaques realmente chegaram lá por merecimento, mas a maioria deles estava apenas experimentando seus 15 minutos de fama.

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Na falsa impressão de que sempre dá pé, investidores que não sabem nadar morrem afogados nas piscinas de atenção.

Ironicamente, talvez sobrevivessem se mergulhassem no mar.

Como o mar é muito mais perigoso, ficamos com medo, e só avançamos até o ponto em que a água bate no umbigo. Assim entramos vivos e saímos vivos da água.

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