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insatisfações com a estatal

Bolsonaro diz que aumento de 39% do gás é ‘inadmissível’ e que política de preços da Petrobras pode mudar

Papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) operavam em queda de 0,08%, negociados a R$ 24, nesta quarta

(Brasília - DF, 31/03/2020) Pronunciamento do Presidente da República, Jair Bolsonaro em Rede Nacional de Rádio e Televisão. - Imagem: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro demonstrou insatisfação com o reajuste de 39% no preço do gás natural. Em discurso na solenidade de posse do novo diretor-geral da Itaipu Binacional, nesta quarta-feira (7), Bolsonaro considerou "inadmissível" a decisão da Petrobras, anunciada na segunda-feira (5).

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"É inadmissível se anunciar agora, o velho presidente [da Petrobras] ainda, um reajuste de 39% no gás. É inadmissível. Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil, num período de três meses? Não vou interferir, a imprensa vai dizer o contrário", criticou. 

Bolsonaro fez referência ao presidente da estatal, Roberto Castello Branco, que deixará o cargo nos próximos dias, passando o comando da empresa para o ex-presidente de Itaipu Joaquim Silva e Luna, que acompanhou o discurso de Bolsonaro.

Ele deverá ser confirmado como novo presidente da Petrobras na assembleia do Conselho Administrativo da empresa, prevista para o próximo dia 12.

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Na tarde desta quarta-feira, os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) operavam em queda de 0,08%, negociados a R$ 24. Acompanhe o dia dos mercados na cobertura do Seu Dinheiro.

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Reajuste do gás

O novo valor do gás natural valerá a partir do dia 1º de maio. Ao contrário de outros combustíveis, como gasolina e diesel, o gás natural é corrigido em intervalos regulares, a cada três meses.

De acordo com a Petrobras, o aumento se deve à aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio, nos meses anteriores.

Logo, o preço que será praticado em maio, junho e julho, tem como referência as variações verificadas em janeiro, fevereiro e março. Durante esse período, o petróleo subiu 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais.

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Além disso, os preços domésticos das commodities também subiram com a desvalorização do real.

O gás natural é destinado principalmente para a indústria, geração de energia elétrica e veículos movidos a gás, com as residências respondendo por apenas 2% do consumo desse combustível no país, conforme dados de 2020 da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

O gás natural é diferente, portanto, do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, usado na grande maioria das residências brasileiras. Em 2020, o botijão de GLP acumula aumento de 17% nas refinarias.

*Com Agência Brasil

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