Tony Ramos é ‘conselheiro financeiro natural’ e exemplo em gestão de patrimônio; confira os destaques do 2º episódio do Mesa pra Quatro
Em um papo animado com Dan Stulbach, Teco Medina e Caio Mesquita, o ator global Tony Ramos fala sobre sua relação com dinheiro

Se Tony Ramos pudesse ser descrito brevemente, seria tido como um conselheiro financeiro natural. Um dos maiores atores do Brasil é também um exímio gestor, que cuida do seu patrimônio de forma exemplar.
No segundo episódio do podcast Mesa pra Quatro, produzido pela Empiricus e apresentado por Dan Stulbach, Teco Medina e Caio Mesquita, o global falou sobre seus investimentos e deu dicas de ouro para quem quer aproveitar as maravilhas do dinheiro de maneira responsável.
Os investimentos de Tony Ramos: da poupança às ações
A preocupação do ator com o dinheiro começou quando ele ainda era muito novo, a partir da separação de seus pais. Foi quando ele passou a viver com a avó e com a mãe, que, como ele mesmo diz, o criaram “sem drama”. Observando a rotina de sua família, Tony aprendeu a importância de poupar.
Entretanto, a primeira pessoa a lhe falar sobre investimentos foi o ator Elias Gleizer, que o recomendou a caderneta de poupança e os títulos de capitalização. Tony Ramos conta, de maneira divertida, que até hoje mantém dinheiro na poupança, quase como um talismã.
Atualmente, seu patrimônio é mais diversificado: 15% estão em ações e seu objetivo é chegar a 20%. Por meio de encantos e desencantos com a Bolsa na década de 1970, o ator foi aprendendo a lidar com a renda variável, seguindo algumas dicas: diversificar, ter calma e acompanhar os movimentos do mercado.
Ele conta que a primeira vez que ganhou uma grande quantidade de dinheiro, em 1974, quando ainda estava na TV Tupi, resolveu guardá-lo para realizar uma viagem com a esposa. Tony e sua companheira de mais de 50 anos, Lidiane Barbosa, embarcaram naquela época para a Europa pela primeira vez graças aos frutos colhidos de seus investimentos.
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Quer saber mais sobre os primeiros investimentos de Tony Ramos? É só dar play abaixo ou procurar por “Mesa pra Quatro Empiricus” na sua plataforma de podcasts favorita!
As diferenças entre um ator e um funcionário público
Tony Ramos também falou sobre a instabilidade que os artistas enfrentam em relação à vida profissional e ao dinheiro. Ele faz uma comparação de sua profissão com a de funcionários públicos, que têm perspectivas mais estáveis e podem tomar mais riscos. Os atores, por outro lado, precisam assumir uma postura mais conservadora, já que diversos fatores podem influenciar sua renda.
Um fator recente foi a pandemia, que acabou deixando os teatros e cinemas sem fluxos de bilheterias e os atores sem as chamadas “horas de produtividade”, que determinam seu ganho do mês. Por isso, Tony cita a “importância do lastro” e de poupar.
No podcast, os apresentadores perguntaram ao ator se a imagem de que os artistas são mais “avoados” com finanças e preocupados em “viver o momento”, sem pensar no longo prazo, é verdadeira.
Para o veterano Tony Ramos, não dá para generalizar: existem tanto aqueles atores que são irresponsáveis com as finanças quanto aqueles que investem e pensam no futuro, assim como engenheiros, médicos ou arquitetos. A diferença é que os artistas têm sua vida pública exposta, ao contrário das outras profissões.
A exposição pública cria em muitos um deslumbramento
Tony Ramos, no podcast Mesa pra Quatro
A importância de lidar com o dinheiro de maneira responsável
Com uma carreira consolidada e 50 anos no universo do entretenimento, o ator comentou sobre como o dinheiro pode também levar a coisas negativas, como é o caso de pessoas que deixam o poder subir à cabeça ou esquecem de viver a vida. “A pior coisa que o dinheiro pode dar a alguém é a soberba”, afirma Ramos.
O global sempre enxergou o dinheiro como uma forma de ter segurança e relata que tem “vontade de ter sempre um lastro”. Para ele, o dinheiro, se poupado de forma preventiva, nunca é punitivo. Economizar não é deixar de aproveitar a vida, mas sim poder desfrutá-la sem se preocupar com despesas inesperadas.
Tony relata que não se arrepende nem das escolhas profissionais nem das escolhas financeiras feitas ao longo de sua vida, pois estas o permitiram ter uma velhice digna.
As novelas vão acabar? Vale investir em bitcoin? Quais são as ações preferidas de Tony Ramos?
Em uma sessão bate-bola, os apresentadores fizeram perguntas variadas para Tony, envolvendo futebol, entretenimento e até quais papéis são os “queridinhos” do ator.
Para ele, as novelas ainda terão muito fôlego pela frente, ainda que em formatos mais curtos. “Eu ouço que a novela vai acabar desde 1978”, comenta o ator, que acumula centenas de produções televisivas em seu portfólio.
Quanto ao teatro, Tony se diz “acionista prioritário” e exalta esta forma de entretenimento como uma das mais belas manifestações artísticas. O cinema nacional também é profundamente admirado pelo ator, que diz ver “cada vez mais filmes excepcionais” produzidos no Brasil.
Em relação ao bitcoin, Tony Ramos se mantém cético: “não compro aquilo que eu não conheço e que é muito especulativo”. Quanto à bolsa, o global revela que gosta bastante e tem no portfólio há tempos a ação de Petrobras (PETR3), além dos papéis de instituições financeiras sólidas e de empresas de aço e de energia.
Ficou interessado na conversa? Você pode conferi-la na íntegra dando play abaixo ou procurando por “Mesa pra Quatro Empiricus” nas principais plataformas de podcast.
O Mesa pra Quatro é produzido pela Empiricus e sai todos os sábados.
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