O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Proposta do governo foi entregue pelo governo ao Congresso nesta sexta-feira e também reduz imposto de empresas
O governo entregou ao Congresso, na manhã desta sexta-feira (25), a sua proposta de reforma nas regras do imposto de renda, considerada a segunda etapa da reforma tributária. A reformulação do IR eleva o limite de isenção para quem ganha até R$ 2.500 por mês e tributa dividendos recebidos pela pessoa física.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, entregou a proposta em mãos ao presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira. Estiveram presentes também os ministros da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda.
A primeira fase da reforma tributária já está no Congresso desde o ano passado e prevê a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que vai unificar o PIS/Cofins.
Como já havia sido ventilado na imprensa, o governo propõe que a faixa de isenção dos rendimentos tributáveis suba dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 2.500 por mês. Isso significa que salários, aluguéis, aposentadorias, entre outros rendimentos sujeitos à tributação pela tabela progressiva do IR, ficarão isentos de imposto até este novo limite.
Já a alíquota máxima, de 27,5%, incidirá apenas sobre rendimentos superiores a R$ 5.300. Hoje, incide sobre rendimentos superiores a R$ 4.664,68.
De acordo com Guedes, a alteração na tabela progressiva de IR tornará isentos mais cerca de 6 milhões de brasileiros, elevando o número de trabalhadores assalariados isentos a cerca de 16 milhões. No total, a atualização beneficiará cerca de 30 milhões de assalariados, disse o ministro.
Leia Também
A ampliação da faixa de isenção de IR era uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro. A tabela de imposto de renda da pessoa física não era corrigida desde 2015. Veja como é a tabela progressiva mensal atual e como ela ficará caso as mudanças propostas pelo governo sejam aprovadas:
| Alíquota | Como é hoje | Como ficará |
| Isento | Até R$ 1.903,98 | Até R$ 2.500,00 |
| 7,5% | De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65 | De R$ 2.500,01 a R$ 3.200,00 |
| 15,0% | De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 | De R$ 3.200,01 a R$ 4.250,00 |
| 22,5% | De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 | De R$ 4.250,01 a R$ 5.300,00 |
| 27,5% | Acima de R$ 4.664,68 | Acima de R$ 5.300,01 |
Outra mudança é que, agora, a escolha do desconto simplificado na declaração de imposto de IR passará a ser limitada a quem ganha até R$ 40 mil por ano. Hoje, a maioria dos contribuintes que declara imposto de renda escolhe o formulário simplificado.
A declaração simplificada, na qual se aplica um desconto único de 20% na base de cálculo do IR, hoje pode ser escolhida por qualquer contribuinte, desde que se mostre mais vantajosa que a declaração completa. E a escolha do modelo de declaração tem mais a ver com o valor das deduções a que o contribuinte tem direito do que propriamente com o valor dos seus rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual.
A justificativa do governo é que o desconto simplificado foi criado para facilitar o preenchimento da declaração na época em que esta era preenchida em papel, mas que hoje, com o avanço tecnológico, ele não se faz mais necessário, pois já é possível calcular exatamente quanto imposto o contribuinte tem a pagar.
Ainda assim, para muitos contribuintes que ganham mais de R$ 40 mil por ano, a declaração simplificada, pelas regras atuais, se mostra mais vantajosa. Ou seja, estes contribuintes pagarão mais IR, pois serão obrigados a optar pelo formulário completo.
Para compensar a perda na arrecadação com a extensão da isenção a um número maior de contribuintes, o ministério da Economia propõe, como já havia sido noticiado, a tributação de dividendos distribuídos por empresas a seus acionistas em 20% na fonte. Atualmente, dividendos são isentos de IR.
A isenção para o recebimento de até R$ 20 mil em dividendos num único mês, que também já havia sido mencionada, valerá apenas para micro e pequenas empresas. Ou seja, quem receber dividendos de grandes empresas, ainda que seja um pequeno investidor pessoa física, terá seus dividendos tributados em 20%, independentemente do valor recebido.
A proposta também veda o uso dos Juros sobre Capital Próprio (JCP). A justificativa é que essa possibilidade foi criada quando era difícil ter acesso a crédito, e as empresas precisavam se autofinanciar com recursos dos sócios.
"Com o mercado de crédito mais evoluído e os juros menores, não é mais preciso dar benefício para que o empresário invista seu dinheiro na própria empresa", diz o ministério da Economia, que avalia que o mecanismo se mostrou ineficaz para capitalizar empresas e promover o investimento.
Além disso, a proposta inclui também uma redução em cinco pontos percentuais na alíquota de imposto de renda das empresas. Ou seja, os acionistas pessoas físicas passariam a pagar IR, mas em compensação pagariam menos imposto na pessoa jurídica.
A ideia é reduzir o IRPJ em 2,5 pontos percentuais por ano num prazo de dois anos. Assim, a alíquota geral cairia de 15% para 12,5% no primeiro ano e de 12,5% para 10% no segundo ano. O adicional de 10% no IRPJ para lucros superiores a R$ 20 mil permanece, o que significa que a tributação da maioria das empresas abertas em bolsa cairia de 25% para 22,5% no primeiro ano e de 22,5% para 20% no segundo ano.
Pagamentos de gratificações e participações nos resultados aos sócios e dirigentes feitos com ações de empresa não poderão ser deduzidos como despesas operacionais. A justificativa para essa restrição apontada pelo governo é de que o sistema precisa ser mais justo para todos, e a empresa não deve ter benefício para remunerar seus executivos com bônus em ações. Os pagamentos a empregados, porém, seguem dedutíveis.
O projeto prevê ainda novas regras para reorganização de empresas e tributação do ganho de capital na venda de participações societárias. Também cria novas regras para apuração do ganho de capital em alienações indiretas de ativos no Brasil por empresas no exterior.
Todas as empresas deverão apurar trimestralmente o IRPJ e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Hoje, há duas opções, trimestral e anual. Empresas com tributação anual precisam apurar e pagar estimativas mensalmente. Será permitido compensar 100% do prejuízo de um trimestre nos três seguintes.
O governo também propôs uma série de outras mudanças na tributação de investimentos para a pessoa física, muitas das quais já haviam sido mencionadas na imprensa.
Os ativos de renda fixa e os fundos de investimento abertos (fundos de renda fixa, ações, multimercados e cambiais) passariam a ser tributados a uma alíquota única de 15%, independentemente do prazo de aplicação.
Hoje, esses investimentos são tributados segundo uma tabela regressiva de IR cujas alíquotas reduzem conforme o prazo de aplicação, com exceção dos fundos de ações, que já são tributados a uma alíquota única de 15%.
Atualmente, os ativos tributados de renda fixa e os fundos de renda fixa, multimercados e cambiais considerados de longo prazo são tributados segundo uma tabela regressiva de IR cujas alíquotas reduzem conforme o prazo de aplicação: 22,5% para aplicações até 180 dias (seis meses); 20% para aplicações de 181 a 360 dias (seis meses a um ano); 17,5% para aplicações de 361 a 720 dias (um a dois anos); e 15% para aplicações superiores a 720 dias (mais de dois anos).
Já os fundos abertos classificados como de curto prazo são tributados em 22,5% para aplicações inferiores a 180 dias e 20% para aplicações superiores a este prazo. Apenas os fundos abertos de ações já são tributados apenas em 15% independentemente do prazo.
Finalmente, os fundos fechados (que não permitem aplicações ou resgates, mas podem permitir a negociação de suas cotas em bolsa) classificados como multimercados também passarão a ter cobrança de alíquota única de 15% sobre os ganhos, porém passarão a ter come-cotas.
Outra mudança proposta é que os fundos que sofrem a cobrança de come-cotas só sofrerão o desconto uma vez por ano, em novembro. A tributação de maio será extinta. Os rendimentos produzidos até 31 de dezembro de 2021, por sua vez, serão tributados pela alíquota vigente nesta data.
No que diz respeito aos investimentos em bolsa de valores, além da tributação dos dividendos em 20%, o governo propôs a tributação dos ganhos com todos os ativos em alíquota única de 15%, o que permite a compensação de prejuízos com qualquer ativo com ganhos de qualquer outro ativo, independentemente do tipo de operação. Além disso, a apuração e o recolhimento do IR deixariam de ser mensais e passariam a ser trimestrais.
Isso significa que, por um lado, os rendimentos e amortizações distribuídos por fundos imobiliários negociados em bolsa, hoje isentos de IR para a pessoa física na maioria dos casos, passarão a ser tributados em 15%, uma mudança que já vinha sendo antecipada pelo mercado e que deve impactar negativamente a atratividade desses ativos para o pequeno investidor. A tributação passaria a valer para os rendimentos distribuídos a partir de 2022.
Por outro lado, os ganhos com a venda de cotas de FII na bolsa, hoje tributados em 20%, passarão a ser tributados a uma alíquota menor, de 15%. Idem para as operações day-trade realizadas com qualquer ativo de bolsa, aquelas em que a compra e a venda ocorrem no mesmo pregão. Hoje, os ganhos com essas operações são tributados em 20%, mas a proposta do governo reduz a tributação para 15%.
Com isso, torna-se possível compensar prejuízos com day-trade com ganhos em operações comuns, ou prejuízos com FII com ganhos com ações, por exemplo. Hoje, day-trade só compensa day-trade, operações comuns só compensam operações comuns e FII é um bicho à parte, pois é possível compensar quaisquer tipos de operações, mas apenas de FII com FII.
Nesta matéria eu falo, em detalhes, sobre as mudanças na tributação dos investimentos para a pessoa física e sobre o que melhora e o que piora com as alterações propostas.
Outra mudança importante na tributação de investimentos para a pessoa física é a tributação dos fundos exclusivos pelas mesmas regras válidas para os demais fundos. Isso significa que todos os fundos exclusivos passarão a ter come-cotas, exceto no caso de fundos de ações. Hoje, os fundos exclusivos fechados não têm come-cotas.
Fundos exclusivos costumam ser utilizados por famílias abastadas para gerir patrimônio de forma a pagar o mínimo de imposto possível.
*Com Estadão Conteúdo
*Matéria atualizada às 16h55 com uma correção acerca da tributação dos fundos fechados.
Todas as joias furtadas eram de ouro com diamantes; joalheria não possui seguro das peças
Os ganhadores do concurso 3615 da Lotofácil efetuaram suas apostas por meio dos canais eletrônicos da Caixa Econômica Federal.
Até o momento, apenas 15 dos 50 estados dos Estados Unidos podem receber o módulo que ficou conhecido como a “casa da Tesla”
Menino da Malásia comprou domínio com as iniciais de seu nome em 1993; anos depois ganhou milhões com o investimento
Segundo o FGC, cerca de 160 mil credores poderão ser ressarcidos após a liquidação do Banco Pleno; veja os próximos passos
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a +Milionária é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta quarta-feira (28), mas outras modalidades também prometem prêmios milionários hoje. Confira os valores.
Sem acordo entre EUA e Irã, Brent pode seguir firme; com diplomacia, banco projeta queda e reação da Opep+
Pode ser que você conheça alguém que é milionário e nem percebeu por causa dos hábitos dessas pessoas
Com declaração pré-preenchida ou sem, o indicado é reunir todos os documentos e revisar as informações antes de submetê-las ao Fisco
Linha subsidiada pelo Tesouro busca dar fôlego ao agronegócio e reduzir risco de retração na produção
Não tem o menor problema conversar com uma planta. Isso só é um problema se você ouvir uma resposta, diria um psiquiatra. Mas não se você estiver no Jardim Botânico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Pode até parecer mentira, mas visitantes do jardim podem conversar com o total de 20 plantas e, o mais […]
A tormenta do Banco do Brasil, a fatura da crise do Banco Master e o Pé-de-Meia foram destaque no Seu Dinheiro; veja as matérias mais lidas dos últimos dias
A Receita Federal mantém uma fiscalização forte sobre as operações de crédito, que obriga as instituições financeiras a reportarem movimentações que ultrapassem R$ 2 mil mensais
Enquanto a Quina e a Mega-Sena acumularam, a Lotofácil fez três vencedores ontem. Confira os números sorteados nas principais loterias da Caixa Econômica Federal
Segundo Alexandre de Moraes, o Supremo decidiu, em 2019, que guardas municipais não têm direito à aposentadoria especial por atividade de risco, e vigilantes não poderiam ter mais benefícios
Exército se prepara para a possibilidade de operações prolongadas caso o presidente Donald Trump ordene um ataque contra o Irã
Banco Central informa que 5.290 chaves Pix do Agibank tiveram dados cadastrais expostos após falha pontual no sistema da instituição
O mundo rico deveria temer as consequências de juros altos para a economia, de olho nos problemas que essas taxas geram no Brasil
Uma alteração momentânea no ano passado fez a cidade se tornar a primeira capital cerimonial do país no século XXI
O Instituto Federal do Ceará (IFCE) divulgou dois editais de concurso público voltados a professores e técnicos administrativos