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2021-04-23T13:03:57-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Ligando na tomada

Renault traz a nova geração de carros elétricos ao Brasil — e Weg e EDP garantem a recarga

A Renault firmou parceria com EDP e WEG para o fornecimento de infraestrutura do novo Zoe, veículo 100% elétrico da montadora francesa

23 de abril de 2021
13:03
Renault Zoe EDP Weg
Renault Zoe, veículo elétrico da montadora francesa - Imagem: Divulgação

Você pode até não gostar da ideia de ter um carro elétrico. Pode achar que a tecnologia ainda não é boa o suficiente, que a manutenção é cara, que a autonomia é baixa. Mas não há como negar: a tendência ganha cada vez mais espaço — e a Renault, em conjunto com WEG e EDP, acaba de trazer mais uma opção ao mercado brasileiro.

Trata-se do novo Zoe, modelo 100% elétrico da fabricante francesa — e líder de vendas na Europa nesse segmento. E, para a estreia no Brasil, a Renault firmou parcerias para o fornecimento da infraestrutura de recarga. Afinal, de nada adianta ter um veículo elétrico sem uma rede ampla de fornecimento de energia para as baterias.

A EDP — cujas operações no país englobam os serviços de geração, transmissão e distribuição de energia — será responsável por fornecer as estações de recarga produzidas pela WEG, conhecida por seus motores e equipamentos elétricos. A instalação dos equipamentos também ficará por conta da EDP.

Se você não está tão familiarizado com esse universo, vale lembrar que há dois tipos de veículos com esse viés sustentável: os híbridos, que possuem um motor elétrico e um de combustão, e os 100% elétricos. O novo Zoe pertence à segunda categoria e, sendo assim, as estações de recarga são vitais para a viabilidade do projeto.

Além da infraestrutura na casa e nos prédios dos compradores do carro, a parceria entre EDP e WEG também prevê a instalação de 'postos de combustível elétricos': 10 pontos de recarga serão instalados em concessionárias Renault, de modo a ampliar a rede de apoio ao veículo em vias públicas.

Vale lembrar que a WEG tem interesse especial no desenvolvimento do mercado de veículos elétricos no país. A companhia fornece diversos componentes para o caminhão e-Delivery, da Wolkswagen — a Ambev já encomendou 1.600 unidades para sua frota. Com o Zoe, a empresa ganhará mais escala na infraestrutura de recarga.

A Renault acelera

Batizado de Zoe E-Tech, o carro da Renault será vendido no Brasil em duas versões: Zen, com preço de tabela de R$ 205 mil, e Intense, a partir de R$ 220 mil. O veículo possui bateria de 52 kWh e tem autonomia de 385 quilômetros.

Com a chegada do novo modelo, a montadora francesa tenta ampliar sua presença no mercado de carros híbridos e elétricos no Brasil — um segmento ainda pequeno, mas bastante concorrido. Empresas como JAC, Nissan, Toyota, Chevrolet e Peugeot, entre outras, têm opções à venda por aqui.

EDP, WEG e pontos de recarga

No lado da infraestrutura, as estações de recarga da Weg possuem três modelos, com diferentes potências — e, consequentemente, diferentes tempos para o reabastecimento das baterias. No caso do novo Zoe, o prazo para a recarga total varia de uma a três horas, a depender do tipo de estação.

"Essa parceria faz parte da estratégia da WEG em oferecer soluções eficientes, sustentáveis e inteligentes para o segmento de mobilidade elétrica", diz Manfred Peter Johann, diretor superintendente da WEG Automação.

A EDP, por sua vez, tem uma rede com 50 estações próprias de recarga e pretende instalar outros 30 pontos no estado de São Paulo até o fim de 2022. "A mobilidade elétrica é um eixo importante da transição energética que a Companhia quer liderar, por isso buscamos nos aproximar dos principais players do setor para ajudar a fomentar o crescimento deste mercado”, afirma Carlos Andrade, vice-presidente de clientes da EDP no Brasil.

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