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2021-03-24T18:47:05-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
risco regulatório

Melhora na proposta de reajuste tarifário pode trazer alívio às ações da Sanepar

Units da companhia de saneamento sofreram muito depois que regulador propôs nova tarifa muito abaixo do esperado

24 de março de 2021
10:38 - atualizado às 18:47
sanepar
Imagem: Sanepar/Divulgação

A polêmica envolvendo o reajuste das tarifas da Sanepar (SAPR11) pode acabar tendo um final relativamente positivo para a companhia, depois que a agência reguladora do Paraná apresentou premissas melhores que as divulgadas na proposta preliminar.

A companhia de saneamento informou na terça-feira (23) à noite que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) agendou a audiência pública do processo de revisão das tarifas praticadas pela companhia para 31 de março e realizou alterações em sua proposta, após receber contribuições ocorridas durante o período da consulta pública.

De acordo com a nova nota técnica, os resultados preliminares para a próxima revisão apontam para uma tarifa no valor de R$ 5,6689 por metro cúbico, aumento de 5,8% em relação à tarifa base considerada, de R$ 5,3583 por metro cúbico.

A proposta representa uma melhora em relação ao resultado preliminar divulgado pela Agepar em janeiro, que apontava para uma redução de 2,6% das tarifas. A situação pesou sobre as ações da Sanepar na ocasião, atraindo duras críticas de analistas.

A nova proposta deve mitigar um pouco o estrago causado anteriormente, de acordo com a XP Investimentos. A corretora avalia que o novo reajuste corrigiu o custo de capital considerado nos cálculos e adotou uma alternativa para a definição dos custos operacionais eficientes mais alinhada com suas estimativas de R$ 1,9 bilhão.

Ainda assim, os analistas da XP criticaram o fato de os resultados preliminares do cálculo da base de ativos regulatórios não levarem em consideração os investimentos realizados pela empresa entre 2017 e 2020.

“Acreditamos que o mercado deverá reagir positivamente aos novos cálculos da segunda revisão tarifária da Sanepar”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Gabriel Francisco e Maira Maldonado. “Por outro lado, ainda recomendamos cautela a investidores com relação às ações tendo em vista a maior percepção de risco para o ambiente regulatório da companhia desde os anúncios dos termos preliminares para o recálculo das tarifas em janeiro.”

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