O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A Grendene está próxima de fechar uma sociedade com a 3G Radar para acelerar a distribuição e venda de seus produtos no exterior
A fórmula do varejo para atravessar a pandemia é bem conhecida: apostar pesado nos canais digitais. A Grendene não foi exceção à regra e tratou de impulsionar o sistema de vendas on-line, mas também tem outras cartas na manga. A fabricante de calçados, agora, quer aumentar a pegada no exterior.
Mais cedo, a companhia fechou um memorando de entendimentos com a 3G Radar para constituir uma joint-venture — as partes têm 90 dias para assinar o acordo definitivo. A sociedade tem um objetivo bastante claro: distribuir e vender os produtos Grendene nos mercados internacionais.
A empresa já exporta parte de sua produção: no primeiro trimestre deste ano, a Grendene obteve receita bruta de R$ 172,6 milhões com as vendas para fora, o que representa 26,8% do total obtido no período. Ainda assim, considerando o dólar mais valorizado e a normalização da economia lá fora, a aposta parece promissora.
Para quem não sabe, a Grendene atua no segmento de sandálias e tem marcas tradicionais em seu portfólio, como Melissa, Rider, Ipanema e Grendha. E, entre janeiro e março deste ano, conseguiu ampliar fortemente sua participação nas exportações de calçados do país.
E a possível parceria com a 3G Radar pretende dar ainda mais impulso à venda dessas marcas no exterior. As partes se comprometem a investir US$ 100 milhões na joint-venture ao longo de dois anos — a Grendene teria 49,9% do capital da sociedade.
É fácil entender o interesse da Grendene no mercado exterior: basta analisar a evolução das vendas para outros países ao longo do tempo.
Leia Também
Com exceção do segundo trimestre de 2020 — quando a pandemia chegou ao Ocidente e provocou o fechamento da maior parte das economias globais —, a Grendene tem conseguido aumentar a receita com exportações de maneira consistente:

Um detalhe chama a atenção no gráfico acima: veja que o quarto trimestre de 2020 foi mais forte que os demais, muito por causa do efeito sazonal das vendas de fim de ano. Ainda assim, quando comparamos as vendas ao mercado externo, os primeiros três meses de 2021 tiveram um resultado quase igual ao do trimestre anterior.
Há alguns motivos por trás desse comportamento. Entre eles:
Esse segundo fator foi fundamental para que os embarques da Grendene continuassem a todo vapor no primeiro trimestre deste ano, apesar das dificuldades relacionadas à segunda onda de Covid-19 no país. Tanto é que a participação de mercado da companhia nas exportações de calçados do país subiu de 17,6% para 25,4%.
O ganho de market share fica claro com o dado de que as exportações do setor calçadista brasileiro subiram apenas 0,1% no trimestre. Em termos de volume vendido, a Grendene comercializou com o exterior 8,1 milhões de pares no primeiro trimestre, não muito abaixo dos 10,3 milhões de pares vistos nos três últimos meses de 2020, apesar da segunda onda da pandemia.
Esse desejo por vender cada vez mais para outros países ocorre logo após uma movimentação transformacional no setor calçadista na bolsa brasileira. No fim do ano passado, as três principais empresas — Grendene, Alpargatas e Vulcabras — fizeram um 'troca-troca' de marcas.
A Vulcabras licenciou por três anos a marca Azaleia para a Grendene e comprou a Mizuno da Alpargatas — movimentos que permitiram às três companhias ficarem mais focadas em alguns segmentos específicos:
Esse rearranjo diminuiu a concorrência direta entre as três e também abriu as portas para uma série de ganhos de sinergia, especialmente para Vulcabras e Grendene.
E, de fato, a Grendene viu seus resultados melhorarem com a Azaleia no portfólio, como os dados abaixo deixam claro — o licenciamento da marca junto à Vulcabras foi firmado em setembro.

E quem é o parceiro da Grendene nessa empreitada?
A 3G Radar é uma empresa de investimentos fundada em abril de 2013 — em seu site, se diz interessada "em ativismo construtivo junto às empresas quando acreditamos poder adicionar valor".
A companhia também tem dois fundos de ações sob sua gestão. O 3G Radar 60, aberto em agosto de 2013, possui rendimento acumulado de 329,7% versus 129,6% do benchmark — a variação do IPCA acrescida do Yield do IMA-B 5+. Está fechado para captação no momento.
Já o 3G Radar 1080 está aberto para captação, mas a aplicação inicial mínima é de R$ 100 mil. Foi aberto em dezembro de 2014 e acumula rentabilidade de 281,2% — o benchmark é o mesmo do fundo anterior e teve ganho de 95,1% no mesmo período.
Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje
Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir
Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx
Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil
O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras
Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas
Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador
Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26
Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027
“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro
Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço
A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período
Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa
Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço
Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação
Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?
Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado
Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco
Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro
Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026