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A Ambev reportou forte crescimento na receita líquida e no lucro no primeiro trimestre, impulsionada pelas vendas de cerveja no Brasil
Se o balanço da Ambev no primeiro trimestre de 2021 viesse acompanhado de um efeito sonoro, ele definitivamente seria esse aqui:
Afinal, a gigante vendeu cerveja como nunca: somente no Brasil, o volume comercializado saltou 16% em relação aos três primeiros meses de 2020. Além disso, o preço médio da bebida também foi mais alto — o que jogou a receita líquida da companhia para cima.
Um desempenho que surpreendeu os analistas e é comemorado na bolsa. Numa sessão em que o Ibovespa opera perto da estabilidade, os papéis ON da Ambev (ABEV3) disparam mais de 8%. Um senhor happy hour para os acionistas da companhia.
É claro que nem tudo no balanço trimestral da empresa merece um brinde. Os custos aumentaram de maneira expressiva na base anual e as margens continuam pressionadas. Ainda assim, as fortes vendas de cerveja foram mais que suficientes para deixar o mercado com sede.
Vamos aos números: a receita líquida da Ambev chegou a R$ 16,6 bilhões no primeiro trimestre de 2021, um salto de 27,8% na comparação anual — dado que superou as projeções dos analistas e causou uma ótima primeira impressão.
Essa expansão da receita líquida se deve, basicamente, a dois fatores: a Ambev vendeu mais cerveja em todos os mercados de atuação, quase sempre com preços mais elevados. E, nesse front, destaque absoluto para o Brasil.
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Como foi dito lá no começo do texto, o volume de vendas de cerveja no país cresceu 16%. Isso, aliado ao aumento de 12,6% no preço médio, gerou uma receita de R$ 7,1 bilhões. Ou seja: somente a comercialização de cerveja no Brasil foi responsável por 42% de toda a receita líquida da Ambev no trimestre.
E o que explica esse desempenho tão forte?
Há diversos fatores. Em primeiro lugar, é importante lembrarmos que, ao longo de 2020, a Ambev ganhou participação de mercado, roubando parte do espaço de rivais, como a Heineken — a gestão mais eficaz da logística e a menor susceptibilidade às oscilações da commodity ajudaram a companhia.
Em segundo, há a questão da mudança dos hábitos de consumo durante a pandemia: com restaurantes e bares ainda enfrentando restrições, as pessoas passaram a tomar mais cerveja em casa e a recorrer aos aplicativos de entrega de bebidas — o Zé Delivery, líder nesse segmento, pertence à Ambev.

Por fim, é preciso analisar a questão do tipo de cerveja consumida. Segundo a Ambev, as marcas premium — como Budweiser, Becks, Corona e Stella Artois — tiveram um salto de cerca de 20% nas vendas; as marcas core plus — um segmento intermediário de preço, encabeçado pela Brahma Duplo Malte — mais que dobraram as vendas.
No entanto, o segmento core — que vende mais e conta com marcas como Skol, Brahma e Antárctica — teve um crescimento de vendas mais modesto, "de um dígito". Apesar disso, o bom desempenho das cervejas de valor mais elevado ajudou a puxar o resultado no Brasil para cima.
As unidades de negócio da Ambev no exterior também tiveram resultados fortes, novamente com a cerveja como protagonista. Na América Central e Caribe, a receita líquida avançou 28,2%; na América Latina Sul, o aumento na linha foi de 44%; no Canadá, o crescimento foi de 1,6%. Os volumes vendidos aumentaram nesses três mercados.
Dito isso, os resultados consolidados da companhia trouxeram alguns pontos que, para alguns, jogam água no chope. O custo dos produtos vendidos aumentou 35,3% em um ano; as despesas com vendas, gerais e administrativas avançaram 13,9%.
Esse salto nos custos e despesas se deve, entre outros fatores, à taxa de câmbio, ao preço maior das commodities, às despesas com distribuição e às provisões com remuneração variável. Seja como for, o aumento nesses gastos trouxe pressão às margens da Ambev:
Apesar disso, a última linha do balanço ainda foi bastante forte: o lucro líquido da Ambev nos primeiros três meses de 2021 foi de R$ 2,7 bilhões, mais que o dobro do reportado no mesmo período do ano passado.
Como um todo, os analistas de bancos e grandes casas de investimento elogiaram os resultados da Ambev no trimestre. O BTG Pactual, por exemplo, disse que o balanço da companhia foi "praticamente sem falhas"; para o Credit Suisse, os números "foram uma surpresa generalizada".
Sergio Oba, editor da Empiricus, é outro que gostou do que viu: para ele, "os números vão mostrando a qualidade da empresa", com uma postura proativa nas frentes comercial, de marketing e inovação — e o crescimento do Zé Delivery é um exemplo da adaptação da Ambev às novas condições de mercado.

Dito isso: é hora de abrir uma cerveja e comprar ações da Ambev? Bem, não é tão simples assim.
As margens pressionadas e os custos em alta inspiram cautela a alguns —caso do Bank of America Merill Lynch, que também mostra-se incerto quanto às possíveis mudanças no perfil de consumo uma vez que a pandemia estiver sob controle.
Além disso, quando olhamos para os múltiplos das ações da Ambev — os indicadores que podem ajudar a entender se os papéis ainda oferecem potencial de valorização —, enxergamos um cenário com pouco espaço.
O múltiplo preço/lucro por ação, por exemplo, está perto de 20x, abaixo da média histórica, de 25x — um bom sinal. Já a relação entre valor da empresa e Ebitda nos últimos 12 meses aparece perto de 11x, muito próxima à média, de 12x — o que indica que as ações podem já estar em seu preço justo.
Assim, por mais que o balanço do trimestre tenha vindo bastante forte, a decisão de comprar ações da Ambev no atual nível de preço pode ser difícil — depende muito do que você enxerga para o futuro da empresa. Se as vendas de cerveja acelerarem ainda mais, é provável que as ações sigam subindo; se os custos e margens continuarem sob pressão, a tendência pode ser de baixa.
Tanto é que os próprios analistas mostram visões bastante difusas para a companhia. Veja abaixo algumas recomendações:
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