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Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA , de alta de 5,97% para 6,07%

O Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), elevou as projeções para inflação, distanciando-a ainda mais da meta.
Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - este ano, de alta de 5,97% para 6,07%. Há um mês, estava em 5,44%. A projeção para o índice em 2022 foi de 3,78% para 3,77%. Quatro semanas atrás, estava em 3,70%.
O relatório Focus trouxe ainda nesta segunda-feira, 5, a estimativa para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% para ambos os casos.
A expectativa dos economistas para a inflação já está bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).
A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Já para 2024 a meta é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).
A expectativa para a economia este ano passou de alta de 5,05% para elevação de 5,18%. Há quatro semanas, a estimativa era de 4,36%. Para 2022, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB (Produto Interno Bruto) de expansão de 2,11% para 2,10%. Quatro semanas atrás, estava em 2,31%.
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No Focus divulgado nesta segunda-feira, 5, a projeção para a produção industrial de 2021 foi de alta de 6,23% para 6,30%. Há um mês, estava em elevação de 6,10%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,36% para 2,25%, ante 2,40% de quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2021 seguiu em 61,60%. Há um mês, estava em 62,48%. Para 2022, a expectativa passou de 63,40% para 63,60%, ante 64,40% de um mês atrás.
A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 2,50% para 2,39%. No caso de 2022, seguiu em 1,65%. Há um mês, os porcentuais estavam em 2,85% e 1,90%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2021 foi de 6,81% para 6,55%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2022, passou de 6,50% para 6,20%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 7,10% e 6,55%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2021, de superávit comercial de US$ 68,80 bilhões para US$ 68,41 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 68,00 bilhões. Para 2022, a estimativa de superávit foi de US$ 60,00 bilhões para US$ 60,20 bilhões. Há um mês, estava em US$ 60,35 bilhões.
No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2021 passou de déficit de US$ 0,27 bilhão para déficit de US$ 0,41 bilhão, ante US$ 1,08 bilhão de um mês antes. Para 2022, a projeção de rombo foi de US$ 18,51 bilhões para US$ 16,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 18,60 bilhões.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2021 foi de US$ 58,00 bilhões para US$ 55,50 bilhões. Há um mês, estava em US$ 57,65 bilhões. Para 2022, a expectativa foi de US$ 67,95 bilhões para US$ 69,00 bilhões, ante US$ 65,70 bilhões de um mês antes.
Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021, mas alteraram os cálculos para 2022.
A previsão neste ano seguiu em 6,50% . Há um mês, estava em 5,75%. No caso de 2022, a projeção foi de 6,50% para 6,75% ao ano, ante 6,50% de um mês antes. Para 2023, seguiu em 6,50%, igual a quatro semanas atrás. Para 2024, permaneceu em 6,50%, o mesmo patamar de um mês atrás.
Houve uma redução na projeção do mercado em relação ao câmbio. De acordo com as estimativas publicadas no relatório semanal, o câmbio deverá ficar em R$ 5,04 ante R$ 5,10 da semana anterior. Há um mês, a previsão era que o dólar ficaria em R$ 5,30.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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