MUFG Brasil vê Selic em 7,5% ao fim de 2021 e BC preocupado com a inflação em 2023
Carlos Pedroso, economista-chefe do banco MUFG Brasil, vê mais três altas na Selic ainda em 2021, com o Copom levando a taxa de juros a 7,5%

A alta de um ponto percentual na Selic, de 4,25% para 5,25% ao ano, era tida como certa por boa parte do mercado financeiro — a decisão em si, portanto, não foi surpreendente. Mas algumas mudanças na comunicação do Copom foram bastante firmes, diz Carlos Pedroso, economista-chefe do banco MUFG Brasil.
Em primeiro plano, destaque para o horizonte inflacionária mais amplo que está sendo considerado pelo Banco Central: a autoridade monetária já se mostra atenta às tendências para os preços em 2023 — e muitas de suas sinalizações têm um objetivo claro: ancorar as expectativas do mercado.
Pedroso também ressalta a afirmação, por parte do BC, de que a Selic deve continuar subindo para além do patamar neutro — uma taxa que, embora não seja pública, é estimada pelo MUFG Brasil ao redor de 6,5% ao ano.
Como resultado, Pedroso vê mais três altas na Selic ao longo de 2021, encerrando o ano no patamar de 7,5% — esse seria o fim do atual ciclo de aperto monetário. Veja os principais pontos da conversa do economista com o Seu Dinheiro:
Separamos os 10 investimentos de renda fixa mais rentáveis para você fazer em 2021. Afinal, qual investimento da renda fixa rende mais? Vale a pena investir por fundo de renda fixa? O que dizer de ETF de renda fixa? Confira no vídeo abaixo.
SD Entrevista: Carlos Pedroso, economista-chefe do MUFG Brasil
Seu Dinheiro: Vocês projetavam uma alta de 0,75 ponto na Selic até a semana passada, mudando para um ponto no começo desta semana. Considerando que o Copom veio conforme o esperado, quais pontos do comunicado chamaram a atenção?
Carlos Pedroso: Eu destacaria três pontos. Em primeiro lugar, o fato de o BC já ter contratado mais 100 bps para a próxima reunião de setembro — ficou bem claro que o comitê prevê mais uma de mesma magnitude.
Leia Também
Outra coisa bem importante é que, até o Copom passado, vinha no comunicado que eles estavam elevando a taxa de juros ao patamar neutro. Agora ele deixa bem claro que seu objetivo é acima do neutro.
Hoje, na nossa avaliação, o neutro é em torno de 6,5%. Se ele busca um patamar acima, então temos uma projeção de 7,5% como o fim do ciclo de aperto.
O terceiro ponto é que o Copom começou a colocar na mira a inflação também para 2023. Obviamente, o foco segue em 2022, mas ele já começa a esticar o horizonte de influência da política monetária para 2023.
SD: Com a decisão e o comunicado de hoje, o BC consegue ancorar novamente as expectativas do mercado em relação à inflação?
Carlos Pedroso: O Copom veio de acordo com a expectativa do mercado, que já precificava 100 bps para esta reunião e mais 100 bps para a próxima. No comunicado, o BC deixou bem claro que ainda há riscos relacionados à reabertura da economia, principalmente com surpresas inflacionárias vindas do lado dos serviços e chances de transmissão para a inflação de 2022.
Se você olhar para as tendências do Boletim Focus, muitos economistas já trabalham com um cenário de 100 bps na próxima reunião e Selic acima da taxa neutra. Mas, no último Focus, a mediana para a inflação em 2022 veio basicamente estável depois de algumas semanas de alta, perto de 3,8%.
Com o comunicado de hoje, a tendência é de que as projeções continuem estáveis em torno desse patamar.

SD: Após a decisão de hoje, qual a projeção de vocês para o ciclo de altas da Selic daqui para frente?
Carlos Pedroso: Temos mais três reuniões até o fim do ano, em setembro, outubro e dezembro.
Trabalhamos com 100 bps em setembro, 75 bps em outubro e 50 bps em dezembro. Ao dar um aumento de 50 bps em dezembro, chegamos nos 7,5% ao ano e, a partir daí, estabilizamos.
SD: O que esperar da reação dos mercados amanhã?
Carlos Pedroso: A decisão veio de acordo com o esperado. Se só tivéssemos a questão do Copom influenciando o mercado, a curva de juros passaria por ajustes. A parte curta não muda, a alta de 100 bps já estava precificada, mas a longa...
Bem, aí temos que ver as questões. O que mais pressiona é a questão fiscal. Se tivermos um alívio nesse lado, com uma indicação mais forte por parte do governo de que o teto de gastos vai ser respeitado em 2022, aí poderemos ter uma queda na curva mais longa.
Caso contrário, ela seguirá pressionada, mas não por causa da decisão do Copom, e sim pelo cenário fiscal.
No câmbio, a alta da Selic torna o carry trade mais atrativo, principalmente se olharmos para os mercados que competem com o nosso, como o México, a África do Sul e a América Latina. Nós estamos com juros mais elevados, e isso torna essas operações mais atrativas para o estrangeiro.
Mas acho que, ainda assim, não é suficiente para termos um ingresso tão forte de recursos, justamente pelas incertezas de médio e longo prazo, no lado fiscal e das eleições.
FINANÇAS
Investimentos liberam mais limite nos cartões de crédito do BTG Pactual. Conheça os requisitos e benefícios das versões Gold, Platinum e Black
20 de outubro de 2026 - 16:00PRÉVIA DO RESULTADO
Receitas em alta e ações de lado: balanço da SpaceX (SPCX) finalmente decolou? Saiba o que esperar
20 de outubro de 2026 - 15:03DESTAQUE NA IMPRENSA
Repórteres do Seu Dinheiro são vencedoras do prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças
20 de outubro de 2026 - 14:58O MISTÉRIO CONTINUA
Universidade desembolsa R$ 4,5 milhões em nova etapa de busca por avião desaparecido de Amelia Earhart, mas encontra outra coisa
20 de outubro de 2026 - 14:02COMEÇOU BEM
Lotomania desencanta, paga R$ 14 milhões e ofusca prêmio milionário na Lotofácil; Mega-Sena acumulada promete R$ 185 milhões hoje
20 de outubro de 2026 - 5:55REAJUSTADO E ANTECIPADO
Governo antecipa pagamento do Bolsa Família reajustado a poucos dias do tira-teima entre Lula e Flávio Bolsonaro — e coloca a culpa no El Niño
19 de outubro de 2026 - 13:06ABRIU DISTÂNCIA
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 200 milhões; Quina pode pagar R$ 51 milhões hoje
19 de outubro de 2026 - 6:48ANOTE NA AGENDA
Temporada de balanços do 3T26 bate à porta: veja as datas das divulgações e das teleconferências
19 de outubro de 2026 - 6:04PARA OS ESTUDANTES
Pé-de-Meia outubro 2026: pagamento da sétima parcela começa hoje; veja as datas de depósito
19 de outubro de 2026 - 5:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família com reajuste começa a ser pago amanhã; confira o calendário e quem vai se beneficiar
18 de outubro de 2026 - 6:48ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3805 tem 21 ganhadores, mas só um deles vai sacar prêmio milionário; Quina acumula e pode pagar R$ 40 milhões hoje
16 de outubro de 2026 - 7:01PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO
Mega-Sena 3070 encalha e prêmio sobe para R$ 170 milhões; Lotofácil e outras loterias também acumulam
15 de outubro de 2026 - 7:07REDUÇÃO DA JORNADA
Senado aprova PEC que acaba com escala 6×1 e reduz jornada semanal para 40 horas
14 de outubro de 2026 - 22:42QUAAAAASE!
Lotofácil 3803 deixa 2 ganhadores quase milionários; Mega-Sena 3070 corre excepcionalmente hoje valendo R$ 150 milhões
14 de outubro de 2026 - 7:23HERANÇA INDIGESTA
A conta que espera o próximo presidente: ajuste fiscal bilionário exigirá mexer onde ninguém quer, diz Kinea
13 de outubro de 2026 - 16:07COMEÇOU
Recarga do Gás do Povo de outubro de 2026 já está disponível; veja quem tem direito e o prazo do benefício
13 de outubro de 2026 - 10:59PASSOU VOANDO
Mega-Sena acumulada alcança a marca R$ 150 milhões e deixa +Milionária comendo poeira
13 de outubro de 2026 - 7:19A PROVA DOS 9
Ibovespa no topo, agenda cheia: para onde o investidor deve olhar no pós-recorde da bolsa
12 de outubro de 2026 - 18:00SE CUIDA, NVIDIA?
Microsoft desafia Nvidia ao lançar novo chip de IA com capacidade de processamento 7 vezes maior que a geração anterior
12 de outubro de 2026 - 15:25R$ 1 BILHÃO JÁ FOI RESSARCIDO