O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Fundador do grupo que fatura R$ 4 bilhões e opera em 41 países, Marco Stefanini espera mais um ano positivo para a companhia, mas critica retrocesso do Brasil na agenda liberal e no combate à corrupção
Referência no mercado de tecnologia no país, o empresário Marco Stefanini já teve sua trajetória contada no livro com o título “O Filho da Crise”. Pois essa habilidade em contornar situações difíceis foi colocada mais uma vez à prova com a pandemia da covid-19.
Os números mostram que o grupo que leva o nome do empresário passou em mais um teste. Apesar da pandemia — ou até por causa dela — a Stefanini chegou aos R$ 4 bilhões em faturamento em 2020, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior.
“A gente tem uma característica de ser muito rápido e flexível em momentos de crise. E mais uma vez honrou o nome do livro”, me disse Stefanini, em uma entrevista por videoconferência.
Com presença em 41 países, a empresa que presta serviços de tecnologia em setores como o financeiro, marketing e a chamada indústria 4.0 é nome constante nas listas de candidatos a fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa.
Mas os sucessivos adiamentos do plano de abertura de capital já levaram uma parte do mercado a questionar se a intenção da Stefanini de listar suas ações é mesmo para valer. Afinal, a empresa cresceu e chegou até o patamar atual sem nunca ter recebido capital de fundos ou assumir endividamento.
De certo modo, a Stefanini fez o caminho contrário. Em vez de buscar dinheiro no mercado, a companhia que nasceu nos anos 1980 como uma escola de programação para mainframes (grandes computadores) atuou como investidora de uma série de novos negócios (ventures).
Leia Também
As aquisições em série transformaram a empresa. Do foco inicial em serviços de tecnologia — com margens apertadas, mas que demandam capital menor — as ventures agregaram sistemas de propriedade intelectual próprios que hoje já contribuem para o grupo com uma receita conjunta da ordem de R$ 1 bilhão.
Passada essa fase de consolidação, o empresário diz que finalmente chegou a hora de ter sócios na bolsa. Ou seja, a decisão de abrir o capital está tomada e depende apenas das condições do mercado. O que falta traçar é a rota até o destino.
Está na mesa a possibilidade de o IPO de todo o grupo ou de uma ou mais subsidiárias, assim como a abertura de capital aqui na B3 ou lá fora, aproveitando a presença internacional da companhia. “Algumas dessas perguntas já têm resposta. Para as outras a gente vai acompanhando”, desconversou, quando eu o questionei sobre os detalhes.
Stefanini diz que o IPO faz parte de uma visão de longo prazo para o grupo, a mesma que o levou a expandir seu negócio via aquisições e também para o exterior, muito antes do tema da internacionalização entrar na pauta até de investidores pessoas físicas.
Estar na bolsa também é estrategicamente importante para os planos de crescimento do grupo. Com a avaliação em alta das empresas digitais, a Stefanini já se prepara para pagar mais caro em eventuais aquisições, tendo como contrapartida o valor mais alto das próprias ações listadas em bolsa.
No tamanho atual, o grupo encontra cada vez mais dificuldades para seguir crescendo sem recursos de terceiros, o que também leva ao caminho da bolsa. “Agora, como jogo é maior, o aporte de investidores aumentaria a nossa capacidade de investimento.”
A pandemia não diminuiu o apetite do grupo por aquisições. Ao todo foram seis no ano passado, de empresas que oferecem plataformas de tecnologia que atendem áreas como varejo, marketing digital e cybersegurança.
Sobre a possibilidade de novos negócios no radar, Stefanini diz que o portfólio de soluções oferecidas hoje já é bastante robusto. Ainda assim, a empresa segue "extremamente proativa" em busca de oportunidades.
“Gasto bastante do meu tempo para fazer organicamente as ventures, fazer extensões globais dessas soluções e, ao mesmo tempo, fazer novas aquisições no Brasil e no exterior.”
Na condição de uma das empresas brasileiras com mais subsidiárias no exterior, o desafio maior da Stefanini hoje não é mais a expansão geográfica, mas escalar algumas das atuais operações no exterior, segundo Marco. Mesmo com espaço para avançar, as receitas de fora do país já representam mais da metade da receita do grupo.
A segunda onda da pandemia da covid-19 no país promete mais um ano de bastante instabilidade, mas Stefanini espera por mais um ano de crescimento para a companhia.
Primeiro, porque os clientes de certo modo aprenderam a trabalhar com um cenário de restrições à circulação de pessoas e já não há mais o elemento surpresa do começo da pandemia.
“As empresas já aprenderam que têm que se mexer, senão morrem, estando com bom resultado agora ou não.” Esse cenário favorece a Stefanini, que oferece soluções que, segundo o empresário, contribuem para melhorar a eficiência dos clientes.
A diversificação do grupo — tanto geográfica como de setores atendidos — também contribui para amortecer eventuais choques. Nesse contexto, ele espera que as soluções digitais oferecidas pela companhia mais uma vez se destaquem.
O otimismo de Marco Stefanini com as perspectivas para a economia não se repete quando o tema é o cenário para a economia brasileira.
“Eu tinha uma expectativa melhor para o Brasil nesta época. O país não avançou na agenda liberal e na agenda anticorrupção acabou retrocedendo.”
A instabilidade política combinada com a crise sanitária provocada pela covid-19 dificulta ainda mais a situação, mas na velha linha “o brasileiro não desiste nunca” o executivo especialista lidar com crises acredita que ainda há espaço para uma reviravolta.
Após renegociar R$ 1,7 bilhão em dívidas, o Banco do Brasil prorroga até 30 de abril as condições especiais para clientes regularizarem pendências; veja o passo a passo
A estatal nega a defasagem e afirma que a política de preços tem como objetivo evitar o repasse automático das oscilações do mercado internacional
Lotofácil, Quina, Timemania e Dia de Sorte acumulam enquanto feriado da Sexta-Feira Santa adia sorteios antes da Dupla de Páscoa, que corre amanhã (4)
Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda
Apesar do receio com os juros altos e custos de insumos, a maioria das incorporadoras tem planos para lançar imóveis neste ano; quais são as tendências?
Depois de o Wegovy ganhar versão oral nos Estados Unidos, agora a FDA aprovou a comercialização do Foundayo, medicamento similar ao Mounjaro sintetizado em comprimido; economia pode chegar a 90%
O tema é considerado estratégico para o governo Lula, já que o gás de cozinha está diretamente ligado a uma das promessas sociais da atual gestão
Dois fatores motivaram a decisão, segundo auxiliares de Lula: a percepção de demora na tramitação do tema e a possibilidade de veto presidencial
Depois de março terminar sem descanso, a Sexta-Feira Santa é o primeiro dos dois feriados nacionais previstos para abril no Brasil. O outro fica mais para o fim do mês.
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (1). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (2), com a Mega-Sena em recesso, destaque para a Timemania.
Pé-de-Meia funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 31 de março. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 33 milhões hoje.
Benefícios começam a ser pagos nesa quarta-feira (1), seguindo o calendário do INSS; valores já estão corrigidos pelo novo salário-mínimo
Pagamentos do Bolsa Família começam em 16 de abril e seguem até o fim do mês, conforme o final do NIS; valor mínimo é de R$ 600
Com seis meses restantes até as eleições presidenciais, chairman do BTG Pactual ainda não enxerga um nome forte para ganhar a disputa da presidência
Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, avaliou o cenário da economia brasileira no evento Global Managers Conference 2026
Chairman do BTG Pactual vê fluxo global migrando para emergentes e revela “carta na manga” brasileira; confira
Entre preço de fertilizantes e desabastecimento de materiais, analistas aumentam as projeções de inflação para alimentos
Confira o calendário de feriados de abril para se programar e aproveitar para descansar durante o mês
Lotofácil e Quina foram as únicas loterias a terem ganhadores na segunda-feira (30). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.