🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

ENTREVISTA

‘Maior parte do auxílio em 2020 não teve finalidade emergencial’, diz economista-chefe da XP Asset

Fernando Genta avalia que governo perdeu o foco do projeto em 2020 e corre o risco de cometer o mesmo erro de novo em 2021

Estadão Conteúdo
13 de fevereiro de 2021
17:36
Celular exibe tela inicial do aplicativo usado para o cadastro no auxílio emergencial
Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal. - Imagem: Agência Brasil

O governo perdeu o foco do auxílio emergencial em 2020 e corre o risco de perder novamente agora, avalia o economista-chefe da XP Asset, Fernando Genta, que já teve passagem por Brasília, como secretário adjunto do Ministério da Economia em 2017 e 2018, na gestão do ministro Henrique Meirelles.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Genta argumenta que, atualmente, um programa limitado a até R$ 30 bilhões, por três ou quatro meses, com contrapartidas fiscais, é factível. Mas observa que no ano passado, a maior parte dos recursos do auxílio acabaram indo para pessoas que não tiveram perda de renda do emprego informal, ou seja, não tiveram finalidade emergencial. "O ponto é que você deu muito dinheiro para famílias que não foram impactadas em nada pela crise", diz em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Como vê a já quase certa prorrogação do auxílio emergencial?

No final de 2020, estava claro que o auxílio não seria renovado. Nunca foi o plano A do governo. Obviamente, o cenário mudou, tivemos uma segunda onda, com nova cepa, piora em Manaus. Isso mudou a temperatura no Congresso quanto à necessidade de novo auxílio. Mas sou bem crítico sobre como foi feito o auxílio no ano passado. No primeiro programa, tudo bem, porque não se sabia o que estava acontecendo. Mas renovamos duas vezes o programa sem ter nenhum estudo técnico.

Como avalia a postura do ministro Paulo Guedes nessa discussão?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A tática do Guedes foi esperar para ver como evolui a pandemia. Só que após a eleição no Congresso, o presidente do Senado tem sido muito vocal e o Congresso todo embarcou no auxílio. A pressão está muito grande. A briga que Guedes tem agora é convencer o presidente do Senado a colocar tudo dentro de uma PEC, com contrapartidas.

Leia Também

Como operacionalizar o auxílio?

É difícil. Primeiro é preciso votar o Orçamento e por mais que as lideranças prometam aprovar o Orçamento na virada de fevereiro para março, do jeito que as coisas estão, não me surpreenderia a discussão correr ao longo de março. Aí precisa saber se é viável ou não aprovar um novo programa de auxílio sem ter o Orçamento. Acho questionável. Se for para esse caminho, a Economia está defendendo que isso seja feito por PECs, com contrapartidas. Acho que o Congresso não vai fazer nada à revelia do executivo.

O quanto de gasto com auxílio acha viável considerando as limitações fiscais?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um auxílio limitado, de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões, por três ou quatro meses, para mim me parece uma barganha justa. Hoje tem o teto, a regra de ouro e a meta de superávit primário que limitam o auxílio. Não temos fontes.

Você criticou em artigo recente a eficácia do auxílio em 2020. Foi uma medida ineficaz?

O auxílio, em boa parte, foi pago para famílias mais pobres. O ponto é que você deu muito dinheiro para famílias que não foram impactadas em nada pela crise. O que gastou de desperdício conseguiria dobrar o orçamento do Bolsa Família por 9 anos. Foi uma desfocalização muito grande. Você acabou transferindo dinheiro para loja de material de construção, para o varejo. No final, foi uma transferência de renda para o varejo, não foi uma questão emergencial. Óbvio, que teve gente que pegou o emergencial. A ineficiência do auxílio foi crescendo ao longo do tempo, porque as pessoas foram retornando ao mercado de trabalho. Por mais que o benefício tenha caído pela metade, por mais que tenha retirado pessoas do Bolsa Família do programa no final, ainda assim a eficiência foi caindo e estamos repetindo a dose. Mas se isso vier acompanhado de barganha que melhore os arcabouços fiscais, beleza.

Quando você fala em desfocalização, o dinheiro do auxílio não foi de fato emergencial?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com base na pesquisa de microdados da PNAD Covid-19 do IBGE, fizemos uma estimativa de que 77% do dinheiro de auxílio que foi capturado, R$ 230 bilhões, não foi destinado para famílias que tiveram perda de renda com trabalho informal, isso na média. Do dinheiro total do auxílio, em dezembro, 80% foi para quem já não tinha perda de renda informal, seja porque já tinha recuperado o emprego, seja porque não é do setor informal.

Como vê a reação do mercado se o auxílio vier sem contrapartida fiscal?

Auxílio sem ajuste nenhum não é o roteiro. O primeiro cenário é Guedes vencer e consegue fazer tudo amarrado, com auxílio e contrapartidas. O outro é o cenário que sai o auxílio sem o fiscal, mas com a promessa de criar uma comissão para o ajuste. Aí o mercado vai azedar, mas sem implosão. Óbvio que parte já está no preço, o Brasil descolou um pouco mais dos emergentes.

Como você acredita que a decisão do auxílio pode ter impacto na decisão do Banco Central sobre juros?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se sai um auxílio amarrado, com as contrapartidas, é capaz até que o Banco Central melhore seu diagnóstico fiscal. Se sair alguma coisa sem contrapartida, o juro pode subir antes, com chance de 50 pontos em março já.

Indicadores recentes estão vindo fracos. Como vê a atividade neste começo de ano?

O dado que mais me surpreendeu foi o varejo, porque ainda teve dinheiro do auxílio emergencial em dezembro e caiu em janeiro, da ordem de uns R$ 20 bilhões. Talvez a iminência do fim do auxílio fez as famílias ficarem mais reticentes e não gastarem. Mas trabalhamos com a perspectiva de crescimento de 3,5% a 4% este ano, estou otimista com a vacinação.

Acredita que a vacinação pode ser mais rápida do que muitos analistas estão prevendo neste momento?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estamos bem construtivos com o cronograma de vacinação. O segundo semestre vai ser bem bom, por causa das vacinas. Nas minhas contas, vamos vacinar todos os brasileiros com mais de 60 anos até maio. Até setembro, 70% da população deve ser vacinada, que é praticamente todo mundo com mais de 19 anos. Os casos e mortes tendem a desabar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MAIS VENDIDO PELO 5º ANO CONSECUTIVO

Carro de R$ 150 mil lidera vendas em 2025 com 142 mil unidades — número maior que a população de 95% das cidades do Brasil

13 de janeiro de 2026 - 10:09

Fiat Strada lidera o ranking como carro mais vendido pelo quinto ano seguido; volume em 2025 supera a população da maioria dos municípios brasileiros

SÓ DEU ELA

Lotofácil: 6 apostadores avançam na corrida rumo ao primeiro milhão, mas nem todos partem do mesmo ponto

13 de janeiro de 2026 - 6:59

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.

COBRANÇA DE IMPOSTOS

Reforma tributária: o que muda para pequenas empresas do Simples Nacional

12 de janeiro de 2026 - 14:55

A regra é voltada à tributação sobre consumo e altera a forma como bens e serviços são taxados no Brasil

NA ELITE PELA PRIMEIRA VEZ

Estádio de estreante do Paulistão tem gramado de Copa do Mundo, já recebeu jogo de Messi e vai ter primeira partida noturna em 31 anos

12 de janeiro de 2026 - 12:00

Gigante da Vila Industrial, estádio do Primavera, ganhou novo gramado Tahoma 31, utilizado em competições internacionais e previsto para a Copa do Mundo de 2026

(MAIS UMA) QUEDA DE BRAÇO

Intimação contra Powell chega ao Fed, que enxerga nova ofensiva de Trump; bolsa cai em Nova York

12 de janeiro de 2026 - 10:15

Com as obras na sede da instituição ultrapassando o orçamento previsto, Trump encontrou um novo motivo para fazer investidas contra Powell

ACUMULOU!

Uma nova chance de ser milionário: Mega-Sena acumula e vai pagar R$ 20 milhões 

11 de janeiro de 2026 - 9:23

Segundo a Caixa, o próximo sorteio acontece na terça-feira, dia 13 de janeiro, e quem vencer pode levar essa bolada para casa

LOTERIAS

Não é só a Mega-Sena: Loterias sorteiam R$ 23 milhões neste sábado

10 de janeiro de 2026 - 14:00

Com Mega-Sena, Lotofácil e Quina acumuladas, loterias colocam R$ 23 milhões em jogo neste sábado (10)

COMÉRCIO INTERNACIONAL

Maior área de livre-comércio do mundo: entenda em 13 pontos o acordo entre Mercosul e União Europeia

10 de janeiro de 2026 - 12:35

Após décadas de negociação, acordo Mercosul–UE é destrinchado em 13 pontos-chave que detalham cortes de tarifas, regras ambientais, cotas agrícolas e os próximos passos até a entrada em vigor

ILHADA

Capital com o metro quadrado mais caro do Brasil não é São Paulo nem Rio de Janeiro

10 de janeiro de 2026 - 11:00

Dados do FipeZap mostram que Vitória lidera entre as capitais em preço médio de venda; história, geografia limitada e qualidade de vida ajudam a explicar o fenômeno  

NOVOS MERCADOS

Maior concorrência e oportunidade de exportação: os possíveis impactos do acordo Mercosul–UE para PMEs brasileiras

9 de janeiro de 2026 - 16:47

Pequenas e médias empresas ganham acesso ao mercado europeu, mas também precisarão lidar com maior concorrência em solo nacional

SEM MULTAS

Começa a valer hoje a renovação automática da CNH para bons motoristas; veja como funciona

9 de janeiro de 2026 - 15:54

Medida assinada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, dispensa exames, taxas e ida ao Detran para condutores sem infrações

INFLAÇÃO E JUROS

IPCA de dezembro deixa gosto amargo na boca: corte da Selic em janeiro sai da prateleira e março finca lugar na mesa 

9 de janeiro de 2026 - 13:10

Apesar de o índice ter fechado o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, bancos e corretoras descartam o relaxamento dos juros agora; saiba o que esperar da inflação em 2026

DE OLHO NO CONTRIBUINTE

Lula sanciona Lei do Devedor Contumaz, mas barra cinco pontos do texto; veja o que mudou

9 de janeiro de 2026 - 11:39

As empresas que forem classificadas como devedoras contumazes estarão sujeitas a uma série de penalizações

A RENDA FIXA É POP

Busca por isenção de IR drenou recursos dos fundos de ações e multimercados em 2025, apesar dos seus bons retornos

9 de janeiro de 2026 - 7:37

Fundos de maior risco continuaram a sofrer resgates, enquanto os fundos de crédito privado, muitos dos quais incentivados, foram as grandes estrelas de captação do ano

MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil 3582 brilha sozinha e faz 2 novos milionários; Mega-Sena e outras loterias acumulam

9 de janeiro de 2026 - 7:14

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na quinta-feira. Os dois sortudos são da região Sudeste.

PRESSÃO DIGITAL

Caso Master: avalanche de críticas ao Banco Central entra na mira da PF e levanta suspeita de pressão coordenada

8 de janeiro de 2026 - 17:06

Pico de publicações e abordagem a criadores de conteúdo levantam alertas sobre pressão digital após a liquidação do Banco Master

PRESTAÇÕES REDUZIDAS

Pequenas empresas podem parcelar dívidas com desconto e condições facilitadas até 30 de janeiro; veja como

8 de janeiro de 2026 - 15:01

Negociação com PGFN permite parcelar débitos inscritos na dívida ativa da União com descontos conforme a capacidade financeira do empreendedor

CASO MASTER

Quase 75% dos empréstimos consignados do Banco Master agora estão na mira do INSS

8 de janeiro de 2026 - 12:47

Segundo informações do Estadão, um processo administrativo do INSS aponta para um padrão de irregularidades na expansão da carteira de crédito do banco de Daniel Vorcaro

PÉ NA ESTRADA

Portugal passa a aceitar a CNH brasileira; veja quais outros países aceitam o documento

8 de janeiro de 2026 - 12:37

Decreto assinado pelo presidente português coloca o país no grupo restrito que aceita a CNH do Brasil sem exigência de permissão internacional

ALTOS E BAIXOS

Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025, mas real se valoriza

8 de janeiro de 2026 - 12:07

Fluxo cambial negativo atinge US$ 33,3 bilhões, segundo BC

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar