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Dragão menos feroz

IPCA-15 fica em 0,44% e tem a maior variação para maio desde 2016

Prévia da inflação oficial do mês desacelerou em relação a abril, quando registrou 0,60%, e ficou abaixo da média das estimativas dos economistas

Inflação medida pelo IPCA-15 vem acima do esperado
Os preços subiram mais fortemente em setembro e já acumulam alta de 10% nos últimos 12 meses - Imagem: Shutterstock

A prévia da inflação de maio pode ser um fator de alívio na abertura das negociações da Bolsa brasileira nesta terça-feira. Isso porque o IPCA-15, divulgado há pouco pelo IBGE, ficou em 0,44%, uma desaceleração ante os 0,60% de abril. Por outro lado, é a maior variação para o mês desde 2016.

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As projeções de economistas ouvidos pelo Broadcast colocavam o IPCA-15 de maio entre 0,43% e 0,61%, com mediana em 0,54%.

Assim, o acumulado do indicador de preços neste ano está em 3,27%, e em 12 meses, em 7,27%. Este acumulado ainda preocupa o mercado, que espera o IPCA em 5,24% para 2021, segundo o último boletim Focus do Banco Central.

Em maio, segundo o IBGE, oito das nove categorias que compõem o IPCA-15 tiveram aumento de preços. O maior impacto no índice geral veio de Saúde e Cuidados Pessoais, com alta de 1,23%, respondendo por 0,16 ponto percentual da variação total.

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Neste quesito, houve uma alta influência do reajuste dos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril, o que resultou em um aumento de 2,98% para os produtos farmacêuticos em maio.

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O grupo que teve maior alta no mês passado foi Vestuário, com 1,42%. Também tiveram altas significativas as categorias Artigos de Residência (0,89%) e Habitação (0,79%). A única queda ficou com Transportes (-0,23%).

Em Habitação, a grande “vilã” foi a tarifa de energia elétrica, que teve aumento de 2,31% no mês passado, quando passou a vigorar a Bandeira Vermelha Patamar 1. Houve um acréscimo de R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Os dados do IBGE mostram ainda que a inflação acelerou principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Das capitais pesquisadas, os maiores índices e as maiores variações ficaram com Fortaleza (1,08%), Belém (0,83%) e Recife (0,65%).

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