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Ministro otimista

Reformas tributária e administrativa serão aprovadas até o final do ano? Guedes acredita que sim

O ministro da Economia também aposta na confirmação das privatizações da Eletrobras e Correios antes de 2022

Paulo Guedes, ministro da Economia
Guedes também aproveitou sua participação em evento nos EUA para dizer que o auxílio emergencial proporcionou a maior redução da pobreza já vista nos últimos 40 anos no Brasil. Imagem: Anderson Riedel/PR

O ministro da Economia disse nesta quarta-feira (13) acreditar que, até o fim do ano, a reforma tributária e a reforma administrativa serão aprovadas pelo Congresso. Paulo Guedes também aposta na confirmação das privatizações da Eletrobras e Correios antes de 2022.

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Em evento do Atlantic Council, em Washington (EUA), o ministro afirmou que continua conversando com os Estados Unidos para estreitar as relações e mandou um recado aos investidores estrangeiros: "Eu diria: confie no Brasil. Estamos reduzindo os impostos das empresas, reduzindo as barreiras para comércio, abrindo a economia. Estamos simplificando tudo", completou.

Redução da pobreza

Guedes também aproveitou sua participação no evento para dizer que o auxílio emergencial proporcionou a maior redução da pobreza já vista nos últimos 40 anos no Brasil.

"O Brasil gastou duas vezes mais que a média dos países emergentes em assistência social. Foi o maior impacto na pobreza que já tivemos", destacou.

Por causa da pandemia de covid-19, o governo desembolsou cerca de R$ 300 bilhões em 2020 para pagar uma ajuda mensal a vulneráveis. O benefício foi retomado em abril deste ano, mas em formato mais enxuto e com valores menores.

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Para o ministro, transferências diretas de renda são solução para pobreza e desigualdade. "Claro que temos que investir em educação e saúde (também). Quanto mais cedo investimos nas pessoas, mais chances de igualdade (de renda)", afirmou.

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Guedes disse ainda que o pagamento do auxílio acabou alimentando a aceleração da inflação, principalmente em itens alimentícios e de habitação. Mas ele voltou a celebrar a provação da autonomia do Banco Central e também a alegar que o fenômeno inflacionário tem sido observado em todo o mundo.

Vacinação

Além das reformas estruturais, o ministro também está otimista com o ritmo da vacinação no país. Segundo ele, em dois meses o Brasil terminará de vacinar sua população adulta contra a covid-19 e começará a ajudar países vizinhos.

Guedes salientou que o Brasil já vacinou 93% da população adulta com a primeira dose e 60% com duas doses. No evento, o ministro acrescentou que o programa de manutenção de empregos (Bem) preservou 11 milhões de empregos e que outros 3 milhões foram criados desde a metade do ano passado.

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"Caímos menos e estamos crescendo mais rápido do que as economias avançadas. Vamos crescer 5,3% neste ano", completou.

O ministro acredita que o Fundo Monetário Internacional (FMI) "vai errar de novo" ao estimar um avanço bem mais tímido do PIB brasileiro no ano que vem, de apenas 1,5%.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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