Menu
2021-05-22T11:13:50-03:00
Estadão Conteúdo
Jojo Toddynho na área

Fintechs gastam 71% a mais em publicidade

22 de maio de 2021
11:12 - atualizado às 11:13
Banco fintech
Imagem: Shutterstock

No novo mundo digital em que bancos tradicionais, fintechs, varejo e até mesmo empresas de energia e telefonia têm se estapeado para virar a carteira digital do consumidor, a área da comunicação também ganhou seu vale-tudo. Para construir marcas e se diferenciar da concorrência, vale patrocínio em reality show, contratos com influenciadores digitais, competição por celebridades nas redes sociais, produtos personalizados, posts em stories de humor e brindes.

O resultado de tantas iniciativas é percebido em números: apenas as fintechs aumentaram em 71% os gastos em publicidade no ano passado, segundo pesquisa da Kantar Ibope Media. No primeiro trimestre deste ano, também passaram a ter 202% a mais de inserções além da web, na comparação com o mesmo período de 2020. Com isso, o setor financeiro reforçou seu papel como terceiro maior anunciante do País, com 10,4% de participação nos investimentos totais na área, atrás apenas de comércio e serviços. Em 2019, a participação foi de 9,3%.

O mercado como um todo movimentou R$ 49 bilhões no ano passado, ante os R$ 54,3 bilhões de 2019. O recuo aconteceu a partir de abril, junto com o início da pandemia. De forma geral, todos prometem colocar o consumidor no centro da tomada de decisão, mas não é tão simples assim.

Entre outros desafios, num quadro de empobrecimento da população por conta da pandemia, a maior parte dos consumidores não quer saber quem está por trás de sua carteira digital, mas qual marca oferece mais vantagens. Os desbancarizados estão entre os principais públicos das fintechs. Para especialistas, empresas de comércio eletrônico podem ter alguma vantagem nesse cenário.

"O Brasil 'real' não guarda dinheiro, mas compra", afirma Michel Alcoforado, sócio-fundador da empresa de pesquisas Consumoteca. "É fácil para o cliente estabelecer uma relação de confiança com o varejista do qual ele consome (ou vende) e, talvez, seja um serviço mais claro de acessar."

Por isso, parte do esforço das fintechs tem sido direcionado para rostos - celebridades, influenciadores digitais e criadores de conteúdo, que possam representar e aproximar o público das marcas. O Pan, por exemplo, apostou no empoderamento feminino, na inclusão social e no questionamento a padrões estabelecidos ao colocar a cantora Jojo Toddynho - de terninho, mas com top curto por baixo - como embaixadora da conta digital do banco, o "0800, na faixa".

Paula Gertrudes, diretora executiva da Cara de Conteúdo, diz que o desafio das empresas demanda planejamento estratégico para pensar tanto na construção de marca quanto no resultado. "Antes, os 'bancões' queriam pessoas para transmitir credibilidade, segurança e sucesso, e isso ainda acontece em algumas peças institucionais", diz ela. "Agora, a prioridade é ter uma personalidade que ofereça comunicação acessível, pois é um desafio 'traduzir' o mundo das fintechs."

Beta Whately, sócia da Agência Fizz, afirma que os influenciadores digitais ganharam espaço para representar fintechs porque contam com engajamento e sentimento inspiracional. "Faz muita diferença ter pessoas populares e bem-sucedidas na hora de conquistar clientes", diz.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

E a fila aumenta

BR Partners faz registro de IPO que pode movimentar até R$ 620 milhões

Banco de investimentos fundado por Ricardo Lacerda pretende fazer uma oferta pública de Units, com faixa de preço entre R$ 16 e R$ 19

Pedido ao presidente

Instituto Aço Brasil pede a Bolsonaro para não reduzir tarifa de importação

Na visão do presidente executivo da entidade, Marco Polo de Mello Lopes, não há cenário de excepcionalidade que justifique tal medida

Insights Assimétricos

Preparado para a Super Quarta? O que você precisa saber antes das decisões do Fed e do Copom sobre juros

Um ajuste dos juros, mantendo-os ainda abaixo do neutro (entre 5,5% e 6,5%), seria salutar. Uma alta para além disso, contudo, poderá comprometer a retomada brasileira

Caçadores de tendências

Itaú Asset lança mais 3 ETFs com foco em inovação nas áreas de saúde, tecnologia e consumo dos millennials

Gestora do Itaú agora aposta em índices de empresas globais ligadas a tendências de consumo que estão mudando a sociedade

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As ações das novas petroleiras valem a pena?

Nos recentes movimentos de rotação de carteiras nos mercados, temos nos deparado com a dicotomia Velha Economia (empresas de segmentos tradicionais) e Nova Economia (empresas ligadas à tecnologia e novas formas de consumo). Dentro do que se convencionou chamar de Velha Economia, temos visto o destaque das empresas de commodities, justamente o forte do Brasil. […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies