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Letícia Flávia Pinheiro
Letícia Flávia Pinheiro
Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e redatora para os portais Seu Dinheiro e Money Times.
RADIO CASH

Fim do juro baixo no Brasil? Mário Torós, ex-diretor do BC e sócio da Ibiúna, vê escalada da Selic acima de 5% ao ano e indica onde investir

No podcast RadioCash, produzido por Empiricus e Vitreo, Torós diz esperar início de ciclo de alta já na reunião de amanhã (17); ele também falou sobre dólar, inflação e recomendou investimentos

Letícia Flávia Pinheiro
Letícia Flávia Pinheiro
16 de março de 2021
12:48 - atualizado às 16:46
Mário Torós, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central e um dos fundadores da Ibiuna Investimentos. - Imagem: BTG Pactual / Youtube/ Reprodução

Nesta quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) decidirá os rumos da taxa básica de juros no Brasil, a Selic, e a expectativa em relação a isso não poderia ser maior. Desde julho de 2015, a Selic não sofre aumento. De lá para cá, ela foi de 14,25% para a mínima histórica de 2% ao ano, mantida nos últimos sete meses. E agora, depois de quase seis anos, o mercado prevê um aumento da Selic na reunião de amanhã.    

A subida dos juros é uma decisão importante de política monetária. Mas, afinal, o aumento do juro é bom ou ruim para a economia brasileira? E para meus investimentos? Onde devo me posicionar? Isso é uma tendência que veio para ficar ou é algo passageiro?

Essas foram algumas das questões respondidas por Mário Torós, ex-diretor do Banco Central e sócio-fundador da Ibiuna Investimentos, no último episódio do RadioCash, o podcast de mercado financeiro produzido por Empiricus e Vitreo. No bate-papo com Felipe Miranda, Jojo Wachsmann e Ana Luísa Westphalen, Tóros conta que enxerga o movimento de alta do juros global como positivo, sendo reflexo de uma retomada econômica: 

“Estamos em um momento de alta de juros benigna e não maligna. O resultado do aumento de juros é a normalização da economia”, explica o ex-diretor de política monetária do BC. 

No Brasil, Tóros acredita que, diante da elevação inflacionária, há um consenso de que já está na hora da Selic subir, e prevê a divulgação de um aumento de meio ponto percentual na taxa básica de juros nesta quarta-feira. No mesmo dia haverá reunião dos comitês do banco central do Brasil e dos Estados Unidos para decidir sobre a taxa de juros - e por isso o mercado apelidou a data de “super-quarta”. 

O economista acredita que o Banco Central está prestes a iniciar um ciclo de aperto monetário, que, em sua opinião, já vem tarde. “[Nós da Ibiuna] achamos que o BC vai iniciar esse processo com o aumento de 0,50 ponto percentual, acelerando nas próximas reuniões para 0,75 ponto, de forma que a taxa de juros passe dos 2% atuais para 5% e 5,5% numa primeira fase”.

A todos que desejam ter uma visão 360º sobre o que está acontecendo nas entrelinhas fiscais do mercado, recomendo fortemente escutar a entrevista com Torós na íntegra. Ouví-la é como ter uma verdadeira aula prática de política monetária. Você pode acessar o episódio do RadioCash gratuitamente pelo Spotify, ou então apertar no botão do play abaixo:  

Inflação para 2021: devemos nos preocupar? 

Para Mário Tóros, a alta dos juros é necessária para conter a inflação, que é já é motivo de atenção. O gestor acredita que a inflação pode atingir 8% em junho, no acumulado de 12 meses, o que deve causar preocupação na sociedade como um todo. 

“Espera-se que, no segundo semestre, ela inicie um lento processo de queda, até terminar o ano em 5%. Mas o risco disso falhar é grande”, explica.  

Ainda de acordo com o economista, o principal desafio do Banco Central é comunicar muito bem o processo da subida de juros, que deve acontecer gradualmente, diante de uma forte aceleração inflacionária. O maior desafio é impedir que a inflação não retorne devido à inércia ou a expectativas desancoradas, segundo Tóros.

Você pode acompanhar a entrevista completa e entender mais a fundo a visão de Mário Torós sobre o futuro inflacionário brasileiro no podcast RadioCash no link abaixo. É só dar o play: 

Nesse sentido, qual ativo eu deveria buscar?

Diante da perspectiva de juros, inflação e um cenário de mais risco, a dica do economista é investir em bons fundos multimercados, que possam ganhar dinheiro seja quando a taxa de juro cair, seja quando ela subir. “Esse tipo de fundo apresenta a flexibilidade que o investidor pessoa física não tem: a possibilidade de ganhar dinheiro em diferentes cenários”, explica.

Por outro lado, pensando em ativos brasileiros, a preferência de Torós é investir em NTN-B, título público também conhecido como Tesouro IPCA+ com juros semestrais. “Depois de calculada a inflação, corremos o risco de ter juros reais mais baixos do que temos nesse momento, justamente porque a inflação foi mais alta. Procuraria me defender dessa forma”, afirma o sócio-fundador da Ibiuna. 

NTN-B longa ou curta? Ao longo da entrevista, Tóros declara sua preferência de investimento. Confira a íntegra abaixo.

E esse dólar, eu compro ou vendo?

O gestor afirma gostar de uma posição comprada em dólar contra o real. “Estou zerado ou comprado”. Na perspectiva de Torós, enquanto o Brasil continuar com uma política monetária desequilibrada, há mais risco. Por isso, ele tende a ter uma posição de câmbio comprado. 

Essas foram as principais indicações feitas no podcast RadioCash. Se você busca estar em linha com os principais players do mercado, sugiro que ouça a entrevista completa. Muitas outras questões foram abordadas, como posição em bolsa asiática, volatilidade cambial no Brasil e as escaladas dos juros americanos. 

São em conversas como essa que investidores, como eu e você, conseguimos entender melhor o contexto macroeconômico, colocar as melhores oportunidades no radar e aumentar as chances de ganhar dinheiro com o mercado financeiro. 

O podcast RadioCash vai ao ar toda terça-feira e já está disponível para você escutar gratuitamente pelo Spotify. Escute e fique por dentro do que está no radar dos grandes investidores. 

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