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Sob ameaça da inflação

Fed começará a elevar juros no final de 2022 ou começo de 2023, prevê FMI

A entidade afirma que a reabertura da economia criará uma imprevisibilidade "considerável" na inflação durante os próximos meses

Calculadora com sinal de porcentagem representando juros | Selic, fundos imobiliários, bolsa, Ibovespa, ações
Imagem: Shutterstock

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) começará a elevar a taxa básica de juros dos Estados Unidos no final de 2022 ou no início de 2023.

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Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a entidade afirma que a reabertura da economia criará uma imprevisibilidade "considerável" na inflação medida pelo índice de preços dos gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) durante os próximos meses.

Esse cenário, segundo o FMI, tornará "muito difícil" adivinhar as tendências inflacionários subjacentes.

"Gerenciar essa transição — desde fornecer garantias de que a política monetária continuará com o suporte poderoso à economia à preparação para uma eventual redução das compras de ativos e uma retirada da acomodação monetária — exigirá comunicações hábeis em um cronograma potencialmente apertado", diz a instituição no documento divulgado nesta quinta-feira.

O FMI projeta que o Fed iniciará o "tapering", como é chamado o processo de retirada de estímulos, no segundo semestre de 2022.

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PIB disparado

A entidade também revelou que vê um crescimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2021 e de 4,9% em 2022.

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O FMI afirma que o apoio monetário e fiscal "sem precedentes", combinado com o recuo no número de casos de covid-19, deve fornecer impulso "substancial" à atividade econômica nos próximos meses.

"A poupança diminuirá, a demanda por serviços presenciais retornará e os estoques serão reconstruídos", diz.

A instituição ressalva que leva em consideração que os pacotes fiscais propostos pelo presidente americano, Joe Biden, serão aprovados no Congresso.

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O FMI também estima que a inflação medida pelo índice de preços dos gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) fique em 4,3% em 2021 e em 2,4% em 2022.

Já o núcleo do PCE, segundo as projeções da entidade, deve alcançar 3,7% neste ano e desacelerar para 2,4% no próximo.

"As expectativas de inflação também devem permanecer bem ancoradas. No entanto, as tendências da inflação subjacente serão obscurecidas nos próximos meses por movimentos transitórios significativos nos preços relativos", diz o comunicado do FMI.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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