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Demanda por crédito no País sobe 13% em maio, impulsionada por Dia das Mães

Índice Neurotech revela que o aumento das vendas no varejo, especialmente nas lojas de departamento e vestuário durante a data comemorativa

Presente dia das mães inflação
Imagem: Shutterstock

Impulsionada pelas vendas do Dia das Mães, a busca por crédito no País cresceu 13% em maio, depois de ter caído 11%, em abril.

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É o que mostra o Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC), antecipado ao Broadcast. Conforme a Neurotech, o aumento das vendas nas lojas de departamento e vestuário devido à data comemorativa deu gás ao indicador.

Em 12 meses terminados em maio, o crescimento foi de 52%, puxado pelo avanço de 131% na procura por financiamento no varejo, na mesma base de comparação.

Apesar da expansão vista em maio, o indicador ainda tem dificuldade de firmar uma tendência, dada a insegurança dos consumidores neste momento de pandemia de covid-19 no País.

Depois de cair 9% em fevereiro, subiu 2% em março, cedeu 11% em abril e teve expansão de 13% em maio.

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No mês passado, todos os setores registraram crescimento na demanda por crédito em relação a abril. Bancos e financeiras tiveram aumento de 9%, Serviços, de 32% e Varejo, de 19%.

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O comportamento do INDC na margem está relacionado a questões sazonais e ao impacto da pandemia, sentido em sua integridade em abril e parte em maio, explica Breno Costa, diretor de Produtos e Sucesso do Cliente da Neurotech.

"No entanto, as perdas do início do mês foram compensadas pelo aumento da demanda por conta do Dia das Mães, o que gerou a aceleração das vendas", explica.

Costa afirma que a expectativa de instabilidade do indicador na comparação mensal decorre da insegurança do brasileiro quanto à renda futura, o que implica na queda da confiança do consumidor e, por consequência, na redução do consumo de bens duráveis e semiduráveis.

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Além desses fatores, a tendência de alta da taxa de juros e do receio de muitas pessoas de optarem pelo isolamento mesmo com o avanço da vacinação limitam a definição de uma tendência para o INDC mensal.

Já na comparação anual, as altas têm sido sucessivas e exponenciais, com destaque para varejo, que disparou 131% em maio frente ao mesmo mês de 2020, puxado pelo segmento Vestuário e Lojas de Departamento.

"São ramos que praticamente zeraram em abril do ano passado por conta do início do isolamento imposto pela pandemia, o que justifica os números tão expressivos", diz Costa.

O crescimento na confronto interanual ainda é explicado pelo aprendizado das varejistas, acrescenta Costa. No início da pandemia, em março de 2020, lembra, houve uma interrupção quase que imediata do crédito, que era concedido presencialmente.

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Essa situação levou alguns meses para que as empresas se adaptassem e criassem formas de conceder crédito online, viabilizado pelas novas tecnologias, explica.

Além do destaque do setor varejista, a demanda por crédito no segmento de serviços também avançou de forma expressiva no acumulado de 12 meses até maio, em 133%. Já o INDC de bancos e financeiras teve alta de 33% em 12 meses.

A tendência, conforme a Neurotech, é de acomodação das taxas no curto e médio prazos, tanto por causa da insegurança dos consumidores quanto ao futuro devido à alta da taxa Selic.

Em junho, a taxa subiu 0,75 ponto porcentual, para 4,25% ao ano, o terceiro aumento seguido, com o entendimento de alguns analistas de que o Banco Central (BC) poderá elevar a magnitude da alta para um ponto porcentual em agosto e, eventualmente, apressar o ciclo de aperto monetário.

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