O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com a nova alta de 1,5 ponto concretizada hoje, a Selic saiu do patamar de 2% em janeiro e fecha o ano em 9,25%
Em janeiro, quando a Selic estava em 2% ao ano — o menor patamar de toda a série histórica —, muito se falava numa mudança de paradigma para a economia brasileira: taxas estruturalmente baixas eram o novo normal. Mas, passados menos de 12 meses, eis que o cenário mudou radicalmente; tanto é que o Copom acaba de elevar os juros a 9,25% ao ano, no maior patamar desde julho de 2017.

Com a nova alta de 1,5 ponto decretada hoje, o BC cumpriu com o prometido na reunião de setembro e deu continuidade a um dos programas de aperto monetário mais intensos do mundo — ao todo, a taxa básica de juros brasileiras deu um salto de 7,25 pontos apenas em 2021. E essa escalada continuará no ano que vem: o Copom já deixou claro que uma nova alta de 1,5 ponto está contratada para a próxima reunião, em fevereiro.
Ou seja: mantido o cenário atual, a Selic irá para 10,75% no começo de 2022, retornando ao patamar de dois dígitos; o tão comemorado novo normal de juros baixos no Brasil não durou muito tempo.
A decisão de hoje foi unânime; a inflação cada vez mais elevada, as incertezas político-fiscais e os riscos relacionados à Covid têm pressionado o Copom a subir com os juros de maneira intensa. O boletim Focus, por exemplo, já trabalha com uma projeção de IPCA de 5,02% em 2022, acima do teto da meta para o ano, de 5%.
O comunicado emitido há pouco mostra uma mudança bastante clara no tom assumido pelo BC: num dos trechos mais explícitos, a autoridade diz que "é apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista" — até agora, o Copom vinha hesitando em assumir uma postura nitidamente dura em sua comunicação.
O Comitê irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas.
Trecho da decisão de juros da 234ª reunião do CopomLeia Também
Ao longo do documento, o BC vai enumerando os motivos que provocaram essa mudança: no exterior, a inflação transitória está cada vez mais permanente, e o surgimento da variante ômicron da Covid-19 coloca uma camada extra de incerteza no cenário internacional; no Brasil, os indicadores macroeconômicos seguem piores que o esperado.
Esse ajuste no tom, deixando claro uma postura firme no combate à inflação, era esperado por parte dos agentes do mercado financeiro, que viam com preocupação a possível desancoragem das expectativas para 2022. A sinalização de hoje, assim, deve trazer impactos mais significativos à porção curta e média da curva de juros nos próximos dias.
O Copom também atualizou suas perspectivas para o cenário básico: partindo de um dólar a R$ 5,65 e usando as premissas do boletim Focus, a autoridade monetária projeta que a inflação para 2022 ficará em 4,7% — um patamar acima dos 4,1% previstos na reunião de outubro, mas que ainda fica abaixo do teto da meta de 5%.
O BC também enviou o rotineiro aviso ao governo quanto à trajetória fiscal do país. Além de apontar preocupação quanto às políticas de combate à pandemia, o comunicado segue batendo na tecla de que "questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevam o risco de desancoragem das expectativas de inflação, mantendo a assimetria altista no balanço de riscos".
Veja abaixo o comparativo entre o comunicado de hoje e a versão anterior, de 27 de outubro. Os trechos excluídos estão taxados em vermelho; os incluídos aparecem em negrito, na cor azul. Partes idênticas estão sem formatação. Para ter acesso à integra, basta clicar na imagem ou no link abaixo:

CLIQUE AQUI PARA FAZER O DOWNLOAD DO COMPARATIVO
"Passamos a ter oportunidades atrativas para todos os perfis de risco. Títulos indexados à inflação e bolsa já apresentavam potenciais importantes para quem aceita riscos maiores e, agora, os investimentos mais conservadores indexados ao DI também projetam rentabilidades reais interessantes".
"O comunicado veio em linha com as nossas expectativas, sem grandes novidades. Mais duro simplesmente porque as taxas de inflação têm vindo acima do esperado, e isso está no comunicado. Isso tem feito com que as expectativas de inflação não se ancorem".
"Até a próxima reunião, novas informações sobre a aceleração do tapering, os impactos da variante Ômicron e mais dados sobre a atividade econômica local dão liberdade para o BCB ainda não definir o fim do ciclo de alta. Com tudo na mesa, mantemos o call de 11,75% de Selic ao fim do ciclo: ou seja, além dos 150bps em fevereiro, acreditamos em mais 100bps em março".
Do universo digital ao musical, itens apreendidos ganham nova chance em leilão da Receita Federal que começa hoje
Para os analistas, o foco dos eleitores agora não é somente quem deve ganhar a corrida para a presidência, mas também para o Congresso
Em 2025, o crédito imobiliário no Brasil somou aproximadamente R$ 324 bilhões em originações, segundo dados apresentados pelo banco
Fundo teve leve alta em março e acumula ganhos acima do CDI em 2026, com estratégia focada no Brasil e proteção contra inflação
Para Anthropic, há uma nova preocupação além dos erros humanos: a vulnerabilidade dos sistemas contra ataques cibernéticos
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 7 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 34 milhões hoje.
Durante evento do Bradesco BBI, o economista afirmou que vê conflito caminhando para intensificação e alertou para os efeitos no petróleo e nos mercados
Genoa, Kapitalo e Ibiuna participaram de evento do Bradesco BBI e falaram sobre a dificuldade de leitura no cenário volátil atual
Sam Altman, CEO da OpenAI, publicar artigo sobre o avanço da inteligência artificial e suas consequências para os seres humanos
A explosão das apostas online já pesa mais que os juros no bolso do brasileiro e acende um alerta sobre uma nova crise financeira
Uma pessoa errou todos os números na Lotomania e ainda assim vai embolsar mais de R$ 200 mil, mas cometeu um erro ainda maior na visão de quem entende da modalidade.
Redução no diesel pode passar de R$ 2,60 por litro, mas repasse ao consumidor ainda depende dos estados e das distribuidoras
Com conflito entre EUA, Israel e Irã aparentemente longe de terminar, o presidente do BC vê cenário mais incerto; enquanto isso, inflação sobe nas projeções e espaço para queda dos juros diminui
Estarão disponíveis no leilão da Caixa mais de 500 casas, apartamentos ou terrenos em todo o Brasil; veja como participar
Cartinha de Pokémon entra para a história após ser vendida por milhões pelo influenciador norte-americano Logan Paul
Pressionadas pela disparada do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio, as expectativas de inflação voltaram a subir no Brasil, enquanto o mercado segue atento aos possíveis efeitos sobre os juros no país e no exterior
Mega-Sena entrou acumulada em abril e recuperou posições no ranking de maiores prêmios estimados para as loterias da Caixa. Com R$ 13 milhões em jogo, Lotomania é o destaque desta segunda-feira (6).
Os leitores concentraram sua atenção em temas que impactam diretamente o bolso — seja na proteção do patrimônio, nas decisões de grandes empresas ou na chance de transformar a vida com um bilhete premiado
Indicadores ajudam a calibrar as expectativas do mercado para os próximos meses e influenciam decisões sobre juros, investimentos e consumo
Lotofácil fez 3 novos milionários na noite da Dupla de Páscoa, mas apostador teimoso da Dia de Sorte terá direito a um prêmio ligeiramente superior.