Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2021-03-12T18:22:38-03:00
Estadão Conteúdo
Para 16 anos

CNI quer dobrar prazo para redução de incentivos tributários previsto em PEC

De acordo com a confederação, a redução geral de benefícios tributários “de maneira genérica” como prevista na PEC é “negativa para o setor produtivo”.

12 de março de 2021
18:22
Robson Andrade
Presidente da CNI, Robson Andrade - Imagem: Antônio Cruz/Agência Brasil

Apesar de considerar positiva a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) emergencial, aprovada pela Câmara dos Deputados, a Confederação Nacional da Indústria defendeu a ampliação do prazo para redução de benefícios tributários dos oito anos previstos na PEC para 16 anos.

Leia também:

De acordo com a confederação, a redução geral de benefícios tributários "de maneira genérica" como prevista na PEC é "negativa para o setor produtivo".

"Diante desse quadro, a CNI defende a busca por soluções que permitam a manutenção de tais mecanismos de melhoria da competitividade da indústria nacional, principalmente aqueles voltados à inovação e tecnologia, por meio da Lei do Bem e da Lei de Informática", disse o presidente da entidade, Robson Andrade, em nota.

Pelo texto aprovado pelo Congresso Nacional, o governo tem que apresentar um plano para reduzir, em oito anos, de 4% para 2% do PIB subsídios, isenções e desonerações tributárias. Ficaram de fora benefícios como como Simples Nacional, a Zona Franca de Manaus e produtos da cesta básica.

Para a CNI, a alteração é "abrupta" e impactará negativamente em decisões de investimento de longo prazo. "O setor produtivo é contra uma nova prorrogação do prazo de pagamento dos precatórios, a quinta em quatro anos. Na avaliação da CNI, esta nova postergação reforça a insegurança e imprevisibilidade da restituição de créditos da Fazenda Pública, o que não é saudável para a imagem do país para os investidores", completa o texto. .

A entidade, no entanto, comemorou a aprovação do controle de gastos públicos em todas as esferas de governo, que disse ser "pilar para o país superar a crise econômica, retomar o crescimento e gerar emprego".

A entidade destaca que, em um cenário de retração de 4,1% do PIB e nível de desemprego elevado, medidas como a PEC, que sinalizam ao mercado o esforço do país em controlar os gastos públicos, são essenciais para o Brasil atrair investimentos e retomar a trajetória de crescimento.

"A prorrogação do auxílio emergencial é muito importante, mas é fundamental também que se aponte para a recuperação do equilíbrio fiscal a médio e longo prazos. O controle das despesas e a contenção do endividamento público são requisitos fundamentais para a confiança dos investidores e para o crescimento econômico sem inflação. A racionalização dos gastos públicos deve ser feita de maneira criteriosa, mas firme", completa Andrade.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

MANDOU BEM?

Mudanças no alto escalão da Ultrapar agradam — mas enquanto ações sobem 9%, analistas apontam que ainda é cedo para uma reclassificação

Analistas enxergam movimentação da Ultrapar como ‘ponto de virada’ e uma surpresa positiva, mas ainda é cedo para um diagnóstico mais preciso do futuro.

OCCUPY B3

MTST ocupa sede da B3 em protesto contra o governo e a desigualdade social

Militantes do movimento por moradia entraram no saguão da bolsa de valores em ato contra as altas no desemprego e na inflação

Balança, mas (ainda) não cai

Qual o destino da Evergrande? Veja quatro possíveis cenários para a crise da gigante chinesa

As ações da Evergrande subiram mais de 17% na bolsa de valores de Hong Kong após um acordo com credores. A situação, porém, está longe de ser resolvida. Saiba o que esperar

mercado cripto

Bitcoin e criptomoedas: XP e Rico lançam dois fundos, com investimento a partir de R$ 100

Com gestão passiva, produtos são voltados ao público geral, com taxa de administração de 0,5% ao ano, sem proteção cambial ou taxa de performance

Destaques da bolsa

Cyrela (CYRE3): ‘Sem razões para ânimo’ com o setor, Credit Suisse rebaixa recomendação para construtora e ações têm queda firme

Banco suíço, que rebaixou recomendação de “compra” para “neutra”, vê um cenário difícil para as construtoras nos próximos meses por causa da alta da inflação e da taxa básica de juros

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies