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Em discurso, o presidente norte-americano declarou que a maior parte da alta dos preços registrada nos últimos meses é fruto de "efeitos transitórios"

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, realizou nesta segunda-feira (19) discurso sobre economia, no qual celebrou o estado atual do país. Ele lembrou que analistas projetam agora crescimento de "7% ou mais" para a economia americana, com crescimento e geração de empregos "em níveis recordes".
O líder também citou os recordes recentes nos mercados acionários, embora tenha comentado que para ele este não é o principal a se observar no quadro, aproveitando para criticar o foco a seu ver excessivo nas bolsas do ex-presidente Donald Trump.
Biden voltou a insistir na importância da vacinação. Como tem feito em suas aparições recentes, ele destacou o alto índice de vacinados, mas alertou aqueles que ainda não receberam o imunizante, "especialmente com a variante delta, mais contagiosa".
"A única maneira de superar esse vírus é se mais americanos se vacinarem", ressaltou.
O presidente americano também voltou a reafirmar a posição de seu governo de que a alta dos últimos meses dos preços é um fenômeno transitório, fruto da reabertura econômica, citando problemas na cadeia de produção que devem ser solucionados adiante.
Segundo ele, cerca de 60% da alta dos preços dos últimos meses é fruto de efeitos transitórios. De qualquer modo, ele disse que sua administração segue vigilante sobre qualquer resposta necessária a esse quadro e também reafirmou a independência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para agir, caso seja necessário para conter o movimento dos preços.
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Biden novamente defendeu que o Congresso apoie o pacote de gastos com infraestrutura defendido por seu governo. Segundo ele, melhorias na infraestrutura, por exemplo em estradas, ajudam a conter os preços dos produtos e a aumentar a produtividade da economia, melhorando o quadro da inflação.
O presidente americano também foi questionado por jornalistas no evento sobre o Facebook. Ele afirmou esperar que a rede social atue contra pessoas que distribuem desinformação sobre vacinas.
Ele diz que não acusava diretamente o Facebook por "matar pessoas", mas pediu que a empresa faça algo sobre aqueles que veiculam desinformação.
Questionado sobre o papel da China em ciberataques, Biden não quis se alongar no assunto, dizendo que ainda receberá mais informações de sua equipe.
Pressionado a comentar o tema pelos jornalistas presentes, ele disse que aparentemente hackers chineses não atuariam com o apoio explícito de Pequim, como ocorreria no caso da Rússia.
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