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Letícia Flávia Pinheiro
Letícia Flávia Pinheiro
É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, trabalhou com jornalismo cultural, assessoria de imprensa e marketing na Jornalismo Júnior (ECA - USP) e com produção de conteúdo na Agência Estufa.
RADIO CASH

As panelas estão vazias em Paraisópolis. O que você tem a ver com isso?

Diante do agravamento da pandemia e da crise econômica no Brasil, Empiricus e Vitreo te convidam a sair da sua bolha para se voltar ao que é mais urgente: a situação de calamidade na segunda maior favela de São Paulo

30 de março de 2021
9:32
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Imagem: Shutterstock

Certamente, uma discussão sobre as dificuldades que a população da favela de Paraisópolis, em São Paulo, enfrenta neste momento é a última coisa que você esperaria em um podcast do mercado financeiro. 

Mas é justamente isso que o estrategista-chefe da Empiricus, Felipe Miranda, o CIO da Vitreo, Jojo Wachsmann, e a jornalista Ana Westphalen promovem no oitavo episódio do RadioCash, o podcast criado para debater temas quentes no mercado financeiro. 

Nele, Felipe, Jojo e Ana recebem semanalmente grandes players do mercado, como CEOs de empresas listadas na bolsa, ex-diretores do Banco Central e influentes gestores brasileiros. 

Na semana passada, o convidado foi uma liderança que tem teses empreendedoras tão valiosas quanto a desses grandes empresários que costumam ir ao programa: Gilson Rodrigues, considerado o “prefeito de Paraisópólis”. 

O Gilson é presidente do Instituto Escola do Povo, organização responsável pela alfabetização de mais de 7 mil pessoas, e lidera o maior programa de urbanização da América Latina. O projeto consiste na transformação da favela de Paraisópolis em bairro, e reuniu investimentos que já somam 1 bilhão de reais. Além disso, ele também é criador da organização não lucrativa “G10 Favelas”, que ajuda a comunidade com alimento e outros recursos.  

Gilson Rodrigues, o “prefeito de Paraisópolis” / Imagem: Reprodução do Instagram @gilsonrodriguesbr

Mas o que Paraisópolis, Empiricus e Vitreo têm em comum? 

Você pode descobrir a resposta ouvindo o programa completo na íntegra. Basta apertar o play abaixo: 

Ou então, fique comigo. A seguir, te conto os pontos mais relevantes do episódio e te explico, afinal, o que você tem a ver com isso. 

Sim, existe dinheiro na favela 

Enquanto muitas pessoas pensam na favela como um lugar pobre e precário, outras, como Gilson Rodrigues, a enxergam muito além disso: como um mercado com grande potencial de crescimento e ainda pouco explorado. 

“As dez maiores favelas do Brasil faturam 7 bilhões de reais em seu consumo interno. Somada a todas as outras comunidades do Brasil, são 168 bilhões de reais. Há um potencial de consumo muito grande que não é percebido pela maioria das pessoas. Os R$ 50 da favela são os mesmos R$ 50 da Faria Lima”, comenta o prefeito de Paraisópolis.  

No entanto, sabemos que, a depender do CEP que você mora, você é alvo de mais ou menos políticas públicas para incrementar sua região e os equipamentos urbanos ao seu redor. E assim surgiu o grande propósito de Gilson: mobilizar o máximo de pessoas para construir uma nova Paraisópolis. 

É justamente isso que a Empiricus e Gilson têm em comum: a sede por apresentar soluções para melhorar a vida das pessoas. 

Nos últimos 15 anos, o Gilson conseguiu arrecadar mais de 1 milhão de reais para transformar Paraisópolis em bairro e conseguiu trazer várias empresas para a comunidade, como Banco do Brasil, Santander, Bradesco e Casas Bahia.

Além disso, o projeto de urbanização coordenado pelo “prefeito” conseguiu construir mais de 15 escolas, 3 postos de saúde, uma unidade de AMA, UBS, CAPES e outras iniciativas culturais, como a Orquestra e Ballet Paraisópolis. 

O empreendedor social conta mais sobre sua trajetória de como conquistou tudo isso no podcast. Ele é um verdadeiro exemplo de que é possível transformar sua própria realidade, não importa de onde você venha. 

Por isso, sugiro muito que você conheça a história desse líder comunitário. Para facilitar sua vida, deixo aqui o botão para você escutar a entrevista completa na íntegra: 

O que você tem a ver com isso?

É verdade que existem várias famílias de Paraisópolis que estão conseguindo prosperar economicamente com o passar do tempo. Mas isso não significa que as dificuldades dessa população tenham se extinguido como um todo. Muito pelo contrário, segundo Gilson Rodrigues. 

“Completamos um pouco mais de um ano da pandemia e ficamos muito mais expostos. São muitos os que não conseguem ter seu home office garantido e impossibilitados de seguir as recomendações de prevenção necessárias, devido à falta de água. Temos muitas pessoas desempregadas que estão em necessidade extrema de alimentação”, explica o líder comunitário.  

Diante desses problemas e da ausência de políticas públicas, Gilson e outros representantes de Paraisópolis tiveram que criar alternativas. Uma delas foi a criação de centros de acolhimento para isolar as pessoas que testam positivo para covid-19. Outra foi a criação do programa “home office das costureiras das favelas do Brasil”, que contribuiu para a distribuição gratuita de mais de 1,4 milhões de máscaras. 

Apesar de todas essas medidas para solucionar a crise sanitária na comunidade, ainda há a crise econômica que desafia os seus habitantes todos os dias. Em Paraisópolis, as pessoas estão com fome e as panelas estão vazias. Estima-se que 8 mil famílias  estão em situação de vulnerabilidade alimentar e precisam de ajuda nesse momento. 

E é justamente aqui que você entra nessa história. 

O G10 Favelas, um dos projetos de Gilson, atua na produção e distribuição diária de marmitas para a comunidade, feita a partir de doações. Enquanto antes a produção era de 10 mil marmitas por dia, hoje, a são feitas apenas 500 a 700. Ou seja: muita gente que dependia desse alimento não pode contar mais com isso, por conta da diminuição da arrecadação. E por isso que Felipe, Jojo e Ana se uniram ao Gilson para fazer um convite a você.

Iniciativa da organização do G10 Favelas para alimentar a população em vulnerabilidade de Paraisópolis / Imagem: Reprodução do Instagram @gilsonrodriguesbr 

Nesse episódio do RadioCash, a Empiricus e Vitreo decidiram utilizar seu espaço de influência para dar visibilidade a quem mais precisa nesse momento e te fazer um convite: contribuir com o que puder para ajudar a colocar comida na panela de quem não tem. 

As doações podem ser feitas tanto por PIX para o instituto Escola do Povo (CNPJ 12.772.787/0001-99) quanto por meio de alimentos que podem ser deixados em pontos de coleta. Pelo site da G10 Favelas, é possível adotar uma família e/ou tornar sua doação recorrente. Clicando aqui, você pode saber mais sobre o projeto e conferir como ajudar. 

A Empiricus e a Vitreo já doaram 20 mil reais a serem revertidos em alimentos. Eles também vão oferecer masterclasses para as principais lideranças da comunidade, buscando estimular novas formas de geração de renda. Juntos, espera-se criar a maior rede de formação de educadores financeiros do Brasil. 

Claro que doações de instituições como essas são muito relevantes. Mas cada pessoa a mais que contribuir para esse projeto faz a diferença.

Se você conseguir apoiar com R$ 10, já estará ajudando uma pessoa a se alimentar por um dia. Pode até parecer pouco para você, mas para quem terá a marmita, será a garantia de um dia sem fome. 

Se quiser saber mais sobre o projeto G10 Favelas, recomendo escutar esse episódio do RadioCash na íntegra. Te convido a sair da bolha da Faria Lima e do mercado financeiro para olhar quem mais precisa da sua atenção nesse momento. É só dar o play: 

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