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Ano de 2021 será crucial para agenda de reforma fiscal no Brasil, diz Fitch

A agência diz acreditar que o governo irá respeitar o teto de gastos neste ano. Mas sustenta que qualquer pressão política para elevar gastos sociais permanentes pode tornar essa tarefa difícil.

Fachada da Fitch Ratings
Imagem: Shutterstock

A Fitch afirma que o grande déficit e a elevada dívida pública do Brasil são uma mostra dos "continuados desafios fiscais" do País, mesmo que o desempenho do ano passado tenha sido melhor do que o esperado.

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Com eleições gerais marcadas para outubro de 2022, a agência avalia em relatório que "este ano será chave para revitalizar a agenda de reforma fiscal do governo, ao impulsionar a flexibilidade orçamentária e manter a credibilidade sobre o teto de gastos".

A agência lembra que, na sexta-feira, foi informado que o déficit geral do governo do Brasil mais que dobrou, para 14% do Produto Interno Bruto (PIB), de cerca de 6% em 2019. A agência previa déficit de 16,4%.

Ela estima que a contração econômica do Brasil em 2020 tenha sido de mais de 4% e que a dívida geral do governo tenha avançado a 89,3% do PIB em 2020, de 74,3% em 2019, "bem acima da mediana da categoria BB" de rating.

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A Fitch estima crescimento menor em 2021 e 2022 do déficit, com redução no déficit primário e crescimento do PIB. Em 2021, o déficit primário deve recuar a cerca de 3,1% do PIB, projeta.

A agência diz acreditar que o governo irá respeitar o teto de gastos neste ano. Mas sustenta que qualquer pressão política para elevar gastos sociais permanentes pode tornar essa tarefa difícil.

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